Archive for the Filmografia Category

Ancient Warriors – The Highlanders

Posted in Filmografia on 09/09/2015 by Briogáledon

Sobre diversos povos habitantes de Montanhas.

Idioma: Inglês

Legendas: Inglês (CC)

Ancient Mysteries: Naked Warriors Of Europe

Posted in Etnias Celtas e Íberas, Filmografia on 09/09/2015 by Briogáledon

 

Idioma: Inglês

Legendas: NÃO

Ancients Warriors: Celts

Posted in Etnias Celtas e Íberas, Filmografia on 09/09/2015 by Briogáledon

 

Idioma: Inglês

Legendas: Inglês (CC)

Valente (Brave): Uma animação Celta para uma Escócia Livre?

Posted in Cultura e História, Filmografia on 09/01/2014 by Briogáledon

Intencional ou não, a animação Valente (Brave em inglês), da Pixar, se debruça acima de tudo sobre o modo de ser dos Celtas Escoceses, lançada em 22 de junho de 2012, e portanto dentro do ciclo de negociações para o Referendo de Independência da Escócia, que começou a ser formalizado em 2011, possui um enredo profundamente Céltico e profundamente a favor do direito de decidir o próprio destino, do direito de ser livre.

“Mudaria seu destino se pudesse?” É a frase que não pára de soar como um grito Celta dentro da alma da personagem Mérida.

Embora a liberdade falada na animação esteja aparentemente mais voltada à liberdade de escolhas pessoais, o filme conta com alguns momentos significativos na diferenciação entre Celtas e Anglo-Saxônicos, tal como na cena em que para poder lançar flechas aos alvos, a personagem Mérida, se incomoda com a roupa medieval e de estilo anglo-saxônico e a rasga com a força de seus músculos, permitindo que as flechas, uma arma de extensivo uso Celta, alcancem certeiras aos alvos.

Os momentos em que a moça escolher com quem casará ou não bem como suas confrontações com o modo de ser de uma princesa (medieval, entenda-se anglo-saxônica), se contrapõe ao imaginário Celta, que aparece refletido nas partes mágicas, na bruxa, no feitiço, no vínculo com a natureza, a floresta, os ursos, e enfim, podemos ver aí sim uma contraposição do mundo Celta ao mundo anglo-saxônico e medieval, e mesmo que não sejam intenções diretas da produção do filme, são certamente sensações que um membro de etnias Célticas terá ao assistir a essa interessante e bela animação.

O referendo da Escócia será em 18 de setembro de 2014, será que os Celtas Escoceses se recordarão de mudar seu próprio destino? Assim aguardamos ansiosos!

Centurião

Posted in Filmografia on 27/03/2013 by Briogáledon

Excelente filme britânico aonde a atriz ucraniana Olga Kurylenko como a celta Etain tomou toda a cena quase sem emitir um único som. Embora como quase toda produção cinematográfica haja a balança entre bem e mal, e os Romanos estejam parecidos a Cow-Boys enquanto os Celtas Pictos lembram uma mistura de Zumbis e Pawnees, o filme, que foi dirigido por um dos maiores cineastas britânicos de filmes de terror, o que dá pra entender o comentário do zumbi, é simplesmente, apesar disso, estupendo!!!

Demora um pouco para que os motivos dos celtas Pictos sejam detalhados e o telespectador leigo possa passar a torcer por eles, mas mostra como o Império Romano era multifacetado e uma mescla de etnias, como mesmo dentro do opressor há marginalizados, como Quintus Dias, que é um soldado filho de um gladiador, ou seja, de um escravo de lutas, e que também entre os oprimidos pode haver divisões, como a necromante Arianne proscrita de seu próprio povo, um excelente filme sobre margens, e que surpreende em meio a tanta violência com momentos de extrema delicadeza e críticas profundas ao Império Romano. Bom filme para ser visto várias vezes até se encontrar todas as nuances.

O filme no entanto, é bom ressaltar, não retrata uma história verdadeira, mas sim apenas a teoria mais plausível para o mistério entorno do desaparecimento da 9ª Legião Romana, que sumiu completamente ao se dirigir à Caledônia, ou seja, à Escócia, naquela época, povoada pelos celtas Pictos.

Sempre lembrando que os celtas Pictos expulsaram os Romanos da Caledônia!

Produção de 2010.

English Wikipedia:

Trailers em Inglês:

Tributos

Na realidade Etain é uma celta Brigante e não uma Picta, mas que foi adotada pelos Pictos pelos motivos descritos no filme.

* O filme completo pode ser encontrado em Locadoras, Canais de WebTv, Cine Tubes variados, e também acreditamos ainda exista em DVD à venda. Aqui postaremos apenas os trailer.

Rei Arthur (A. Fuqua; D. Franzoni)

Posted in Filmografia on 24/03/2013 by Briogáledon

Baseado em pesquisas arqueológicas, e considerado a versão cinematográfica mais fiel, até ao momento, no tocante à história dos verdadeiros Rei Artur, Guinevere, Merlin, e dos Cavaleiros da Távola Redonda, retrata o período chamado de Primeira Idade Média, descrito entre o colapso do Império Romano e a gradual ocupação das estruturas administrativas pelo que viria a se tornar a Igreja Cristã Medieval, ou o Papado de Roma. Nesse período, em que diferentes etnias celtas ainda lutavam contra os Romanos, diferentes povos bárbaros estavam invadindo as antigas terras colonizadas e dominadas pelos Romanos. O filme retrata a história de Lucius Artorius Castos, o verdadeiro rei Artur, meio-sangue celta Bretão, meio-sangue Romano, que após servir ao Império Romano, é levado pelos dilemas e pela percepção dos equívocos de seus compromissos pessoais a lutar ao lado de seu povo nativo contra os Saxões, retomando assim sua identidade Celta. O filme ainda traz para a cena os Sármatas, que estudos apontam parecem ter sido a base dos Cavaleiros da Távola Redonda, e eram prestigiosos guerreiros. É sabido que os Alanos, um de seus povos descendentes de fato estiveram nas Ilhas Britânicas, bem como também na França e Península Ibérica, de modo que apesar do filme ser surpreendente aos leigos, revela boa pesquisa por parte do diretor e do roteirista. A única alteração mais densa foi a troca do nome dos Pictos no filme por Woads para fazer referência a uma planta da qual era extraída a tinta azul por alguns povos celtas, a referência ganhou críticas de historiadores que declaram não haver indícios de que os Pictos, ou Caledônios, de fato pintassem a cara de Azul como o faziam outras tribos Celtas. De todo modo, o relato da união entre Alanos, Celtas Bretões e Celtas Pictos, na Batalha de Monte Badon contra a primeira tentativa de invasão Saxônica das Ilhas Britânicas é bastante referendado no meio histórico, e tendo em vista que o Cinema não costuma ser detalhista em termos históricos então está até de muito bom tamanho! Outro filme IMPERDÍVEL!

Produção de 2004.

English Wikipedia:

Trailers em Inglês:

* O filme completo pode ser encontrado em Locadoras, Canais de WebTv, Cine Tubes variados, e também acreditamos ainda exista em DVD à venda. Aqui postaremos apenas os trailer.

Em Nome do Pai

Posted in Filmografia on 24/03/2013 by Briogáledon

Embora não utilize o enfoque celtista diretamente, o filme Em nome do Pai utiliza bastante a dicotomia entre os mundos inglês e irlandês, e traz os dilemas de um jovem que vive entre ambos os mundos justamente numa década de liberalidade rumo ao rock, sexo, drogas e álcool. Baseado em fatos reais, o filme é um retrato dos conflitos entre uma Irlanda do Norte ao mesmo tempo irlandesa, e portanto celta pois os irlandeses não possuem dúvida alguma de sua identidade celta, e ao mesmo tempo anglicizada não apenas pelo idioma e costumes como pelas pressões sociais. O filme é a narrativa das minorias dominadas, oprimidas e perseguidas, e é o testemunho de uma Irlanda que não se cala diante de suas diferenças tradicionais, mesmo segregada e discriminada em diferentes níveis de integração ao mundo circundante. Emocionante e imperdível!

Produção de 1993.

English Wikipedia:

Trailer em Inglês:

* O filme completo pode ser encontrado em Locadoras, Canais de WebTv, Cine Tubes variados, e também acreditamos ainda exista em DVD à venda. Aqui postaremos apenas os trailer.

O supermercado que enfrentou à Coroa!

Posted in Cultura e História, Filmografia on 16/03/2013 by Briogáledon

Entenda aqui como os Supermercados Gadis da Galícia, Comunidade Autônoma e um País Celta reconhecido, situado no Reino da Espanha, está aumentando a auto-estima dos Galegos, dentro e fora do país, e muito além de vender produtos, está trabalhando com maestria a questão do Resgate de Identidade Galega.

Vivendo um contexto em que diferentes movimentos Emancipacionistas estão relativamente aliançados para a busca da Independência e Soberania da Galícia, os supermercados se viram num panorama de profunda crise. Várias ações da Coroa Espanhola, desde o desmantelamento de algumas indústrias até à Repressão Política tem transformado a Galícia, já em crise, em um país cada vez mais miserável, e aumentado a diáspora de seu povo.

Sem assumir uma postura política, o Gadis tem usado de pesado investimento de tempo e tecnologia, mas acima de tudo de AMOR e de RESPEITO, produzindo uma majestosa campanha publicitária voltada para muito além de seus produtos, mas para a retomada de um estilo de vida típico Galego, de um modo de vida desapegado da vida dependente das indústrias, afetadas pela Crise, e de uma Galícia verdadeiramente livre das amarras da Coroa e do resto do mundo, ainda que não faça em seus vídeos nenhuma confrontação direta.

 

Um dos maiores sucessos dessa campanha, que já conta com mais de 70 vídeos, foi o vídeo Sairemos como Galegos! em que as crianças, meninos e meninas se tornam heróis de seus pais e de seu país.  Para realizá-lo foi montada uma superprodução cinematográfica, que pode ser acompanhada pelo making a seguir:

Making-off de Sairemos como Galegos!

O resultado dessa superprodução você acompanha agora:

Sairemos como Galegos!, campanha publicitária Supermercados Gadis, Galícia.

Outros se desdobraram desse vídeo, como esta curta mensagem, mas igualmente emocionante:

Os nenos e as nenas galegas lánzannos unha mensaxe de ánimo!

Evidentemente que há uma preocupação em fixação da marca, mas quando Gadis a deixa praticamente de lado e passa a falar de sentimentos, relações familiares, relações sociais e história, está vendendo muito mais que produtos, está vendendo uma identidade e deseja que seus clientes não apenas sejam o povo Galego todo, nascidos ou descendentes, como todos os que amam a Galícia, ou passam a dela gostar e respeitar, está vendendo um estilo de vida de ser Galego como outro vídeo anterior, o Vivamos como Galegos! também trabalhou a relatividade do ser galego, de maneira bastante arraigada ao conceito fluido de ser celta, que admite um coletivo flexível de pessoas não necessariamente nascida nessa etnia. E assim, ao vender identidade, faz com que se compre liberdade, constroi um mundo melhor que vai muito além de prateleiras, mercadorias e sacolas de compras, um mundo melhor aonde Gadis sim vende mais, mas aonde todo mundo que nele compra seja feliz de verdade, e não porque achou a propaganda bonita. Ao fazer isso, Gadis se torna parte das vozes contrárias a uma Galícia dominada, obrigada a negar suas origens e história…

E como tudo começou? Com um conceito de ser galego … que é como o de ser celta… tão amplo, que inclui eles, nós, eu, você, e todo mundo que seja galego ou se sinta galego, como o vídeo mesmo diz:

1000 anos máis! Vivamos como Galegos!

E assim Vivamos como Galegos! e sejamos autônomos, livres e desapegados de tudo o que nos causa tristeza, preocupação ou crise, busquemos dentro de nós os nossos guerreiros, a nossa coragem, a nossa determinação, para mais que continuar, para vencer a todos os desafios!

Parabéns ao Gadis por investir em seu próprio Povo, e sem excluir aos outros 🙂

Conheça mais vídeos no Canal dos Supermercados Gadis!

Quem sabe os publicitários brasileiros não pegam a idéia, ou melhor, o sentimento 🙂

 

 

Questão Celta: Guinevere e Arthur conversam sobre Identidade e Liberdade

Posted in Áit an Tuath, Filmografia on 01/12/2012 by Gustavo Augusto Bardo

Eis um dos diálogos mais importantes do filme REI ARTHUR (King Arthur, 2004; A. Fuqua, D. Franzoni) para a Questão Celta, o momento em que o verdadeiro rei Arthur (Artorius Castos),  em essência, um mestiço entre bretões e romanos, e militar ao comando de cavaleiros por sua vez arregimentados à força, mediante uma obrigação interétnica, se vê questionado quanto a sua fidelidade e identidade. Ao longo do filme, que é baseado nas pesquisas vigentes acerca do Rei Arthur histórico, ainda que o filme em si seja obra de literatura, Arthur se vê diante do verdadeiro Império Romano com suas hipocrisias e demagogias, e se vê compelido a escolher, mas sua escolha não se trata apenas de optar por um lado, e sim de se reencontrar nesse lado…
Guinevere:

Arthur and his knights. A leader both Briton and Roman. And yet, you chose your allegiance to Rome, to those who take what does not belong to them. That same Rome that took your men from their homeland.

Arthur e seus cavaleiros. Um Líder ao mesmo tempo bretão e romano. E, no entanto, que preferiu ser fiel a Roma, para aqueles que têm o que não lhes pertence. A mesma Roma que tirou seus homens da terra natal deles.

Arthur:

Listen, lady, do not pretend you know anything about me or my men.

Ouça, senhorita, não finja que sabe alguma coisa sobre mim ou meus homens.

Guinevere:

How many Britons have you killed?

Quantos Bretões você matou?

Arthur:

As many as tried to kill me. It’s the natural state of any man to want to live.

Tantos quantos tentaram matar-me. É natural que a um homem que queira viver.

Guinevere:

Animals live! It’s the natural state of any man to want to live free… in their own country. I belong to this land. Where do you belong, Arthur?

Animais vivem! É natural que um homem queira ser livre… em seu próprio país. Eu pertenço a esta terra. Aonde você pertence, Arthur?
Meu comentário:

Quando Arthur decide lutar ao lado dos Bretões e Pictos, contra os Saxões, ele fez uma decisão muito profunda! Pois ele não escolheu apenas a sua identidade, ele também escolheu ser livre!

[My comment: When Arthur decides to fight side by side the Picts and Britons against the Saxons, he made a decision very deep! Because he not only chose his identity, he also chose to be free!]