Archive for the Etnias Celtas e Íberas Category

Ancient Mysteries: Naked Warriors Of Europe

Posted in Etnias Celtas e Íberas, Filmografia on 09/09/2015 by Briogáledon

 

Idioma: Inglês

Legendas: NÃO

Ancients Warriors: Celts

Posted in Etnias Celtas e Íberas, Filmografia on 09/09/2015 by Briogáledon

 

Idioma: Inglês

Legendas: Inglês (CC)

Celtas e Íberos na Política: o Fine Gael

Posted in Celtismo, Cultura e História, Etnias Celtas e Íberas on 23/11/2014 by Briogáledon

Dando continuidade à seção, e de modo auxiliar a Celtas de língua portuguesa, começaremos a falar dos movimentos políticos Celtas e Íberos visando a prover uma introdução àqueles que buscam um caminho ideológico tipicamente ibero-céltico.

Este tópico não significa apoio formal a nenhum dos movimentos aqui apresentados.

fine

Outro partido político Irlandês de identidade Celta, ao adotar nome em idioma Celta Gaélico, o Fine Gael possui posturas mais interacionistas que o Sinn Féin, do qual já falamos. De linha porém também unionista da Irlanda do Norte à República da Irlanda, o Fine Gael cujo nome significa tribo (ou família) dos Irlandeses, é um partido de ideologia social-democrata, que lista entre seus valores fundamentais:

  • a igualdade de oportunidades;
  • a retidão fiscal;
  • a livre iniciativa e a livre remuneração;
  • os direitos e responsabilidades individuais

Apresentação do Fine Gael em inglês.

É fortemente a favor da União Europeia e contrário a insurreições violentas. A Ala jovem do partido, Jovem Fine Gael, foi criada em 1977. Fine Gael é um membro fundador do Partido Popular Europeu e membro da Internacional Democrata Centrista.

Para saber mais:

 

Artigo Traduzido: Crepúsculo dos Celtas (Twilight of the Celts)

Posted in Celtismo, Cultura e História, Etnias Celtas e Íberas, Idiomas, Lingüística Histórica on 10/11/2014 by Briogáledon

Nota da Tradução: Este artigo não necessariamente expressa a opinião de Briogáledon ou da tradutora, mas o mesmo foi traduzido e é aqui divulgado para conhecimento de leitores e leitoras, e para difundir a percepção ampla de assuntos que se referem a Movimento Celta.

Crepúsculo dos Celtas

Em toda a Europa, as línguas celtas centenárias estão morrendo, enterradas sob uma forma linguística da globalização. Marcus Tanner relata uma tragédia cultural.

Na aldeia de St Anne la Palud na Bretanha ocidental, eu segui os santos celtas quando desceram para o mar na festa religiosa anual que é chamada por “Grande Perdão”. Uma missão para descobrir o que restava de culturas celtas da Europa me trouxe a este que é um dos mais tradicionais dos festivais de folclore bretão, e eu fiz uma nota dos nomes dos santos locais bordados nos estandartes brilhantes, vermelhos e verdes, içados por resolutos bretões em vestimentas tradicionais. Lá estavam eles, St Samson, St Meryadoc, St Pol e uma série de outros homens e mulheres galeses ou irlandeses, que trouxeram a fé e a cultura celta a esta terra a cerca de 1500 anos atrás

Sua memória é um testemunho dos laços enfraquecidos que ligam todas estas terras juntas. Então, é a linguagem. Como os peregrinos rebateram um cântico em Breton. “Intron Santez Anna“, “Lady Anne, salve o seu povo bretão em terra e mar”, ocorreu-me como estrangeiro deve ter soado aos ouvidos franceses, e quanto mais familiar a qualquer pessoa com um conhecimento de Galês, digamos, pois as duas são línguas irmãs. Elas são parte da família de línguas celtas que se estende de Bretanha,através da Cornualha e País de Gales,atéà Irlanda e à Escócia. Mas a quantia que pode desfrutar essa conexão fica menor a cada ano que passa, pois, como eu encontrei na minha viagem, as línguas celtas – e grande parte das culturas que cresceram a partir delas – estão em seus estertores. Dentro de uma geração terão praticamente morrido como línguas comunitárias, exceto em algumas partes do País de Gales e um punhado de ilhas ao largo da Escócia e Irlanda. Elas irão viver, Mark Masson, um ativista Bretão em Finisterra, me disse, como “línguas de sociedades, como uma linguagem de internet, uma comunidade de interesse– quase como ser alegre (*)“.

A Bretanha apresenta um exemplo extremo de colapso cultural celta até à década de 1940.O Bretão permaneceu a língua materna de uma nação, a oeste da linha norte-sul em estabelecida próxima de Vannes até St Brieuc. Apoiados pela Igreja Católica, e considerados como a resistência dos bretões ao ateísmo francês, este posto celta continental resistiu por séculos de ataques franceses. Já não, não mais. Os milhões de falantes Bretão da década de 1920, eram600 mil na década de 1960, e são apenas cerca de 260 mil hoje, de acordo com pesquisa do próprio governo. Como a maioria tem mais de 60 anos, uma identidade distinta do Bretão agora enfrenta a extinção. Como um jornalista de televisão Bretã, Ronan Hirrien, um dos poucos falantes mais jovens, disse-me, foi uma cultura de auto-ódio inculcada pelo francês dominante que finalmente conseguiu induzir o suicídio cultural. “Depois da guerra, todo mundo fez a mudança para o francês,” M. Hirrien me disse. “Francês era o caminho para a modernidade e uma vida melhor, e as escolas ministravam em francês e ministravam sobre a França.”

Era cada vez mais difícil, M. Hirrien acrescentou, de se encontrar pessoas capazes de participar de programas de televisão em língua Bretã. “Cada vez mais está se tornando como um clube”, disse ele, ecoando as palavras de M. Masson.

Ele não sentiu raiva, apenas tristeza. “Estamos perdendo uma linguagem que tivemos por 15 séculos. Já, as crianças não têm ideia de como os seus avós viveram. Elas têm uma nova cultura.”

Como eu encontrei na Irlanda, Escócia, País de Gales, na Ilha de Man, na Nova Escócia e e na parte galesa da Patagônia o caráter solene e bastante horrível dessa tragédia cultural é mascarado pelo obsessiva conversa estridente de um renascimento celta. O debate sobre o futuro dessas culturas parece ter sido apropriado por pequenos grupos de revivalistas auto-conscientes que são geralmente pessoas de fora, muitas vezes imigrantes ingleses, e cuja militância tem a qualidade um pouco cega de um certo tipo de entusiasmo religioso.

Assim, a queda real, selvagem da cultura nativa é simplesmente negada. Ela também é disfarçada pela quase onipresente, por vezes, imbecil, o uso da palavra “Celta” e “Céltico” para quase todos os departamentos da vida, que por sua vez faz com que muitos visitantes a estas terras acreditem que deve haver algum tipo de avivamento acontecendo.A Bretanha tem bares de som psicodélico com nomes desconfigurados como “O’Keltia”, torneios esportivos chamados “Celti-ping” (sim, é o nome de um torneio de tênis de mesa), fileiras de livros sobre santos celtas e os seus poderes “cura” ou sobre os poderes de ervas “celtas” e outras receitas, além de pilhas de CDs de música “celta” – em grande parte da Irlanda, e muito do que poderia ser uma espécie de “Muzak” Celta composta de uma parte de violino, e duas peças de balada triste, cantada em voz alta lamentosa e em Inglês.

Mas enquanto o celticismo como um exercício de marketing nunca foi tão forte, a cultura e as línguas no núcleo continuam em silêncio a murchar a distância. Em todos os lugares, eu encontrei a cultura anglófona (ou francófona) da cidade que continua a absorver e subjugara Bretã, irlandesa do campo, empurrando a cultura mais velha, mais fraca,mais e mais ao norte ou oeste de língua gaélica, até que ela tem apenas a falésia e o mar a como quedas a sua frente. A tendência parece inexorável e unidirecional. Ilhas escocesas, como Skye, que estavam firmemente falando Gaélico a algumas décadas atrás, são esmagadoramente falantes de língua Inglesa agora, deixando apenas as Hébridas Exteriores para o Gaélico.

O que é deprimente sobre a morte dessas culturas celtas é que não se parece importar muito se o governo é amigável ou não. Na França, a tradição jacobina da centralização é francamente hostil a todos os rivais culturais, mas, mesmo na Irlanda, oito décadas de independência não respiram muita vida no que parece ser um cadáver. Mesmo sob um líder, como Eamon De Valera, que desprezava o Inglês e promoveu o irlandês, a anglicização prosseguiu incansavelmente, muitas vezes através do cinema. Hoje em dia, mesmo vendo todos os programas inovadores e de auto-consciência para a juventude de Connemara, a estação de televisão baseada em língua Irlandesa, TG4, o inglês continua a infiltrar-se no último bastião da Gaeltacht, a área principalmente da costa oeste da Irlanda, que foi designada como uma zona de língua irlandesa.

Um funcionário do Udaras na Gaeltachta, a divisão de desenvolvimento do Gaeltacht, me disse francamente que pensou que não mais do que 50 por cento da população local agora cotidianamente venha usando o irlandês em casa – bem abaixo nas estatísticas de apenas algumas décadas atrás. Todos os anos a expansão, cada vez mais internacional, da cidade de Galway invade ainda mais a fronteira do Gaeltacht, transformando as aldeias fronteiriças em cidades subúrbios dormitórios.

O funcionário do Udaras não estava exagerando. Quando eu fui a um pub no fundo do coração do Gaeltacht, perto da casa do velho ícone nacionalista Padraig Pearse (um fervoroso promotor da Irlanda), eu encontrei uma multidão adolescente de moradores gritando sem parar comentários em Inglês em um jogo esportivo ao vivo que era exibido em uma televisão no canto mais distante.

Parece haver poucas pessoas que podem fazer algo em relação a esta globalização cultural – esta conquista cultural constante através da tela da televisão. Um professor na Connemara, Gaeltacht, me disse que em apenas 20 anos, a linguagem de playgrounds de escolas primárias tinha deslocado em silêncio a partir do irlandês para Inglês, apesar de todas as classes estarem em irlandês. Um homem local, com dois filhos, me contou uma história similar. Enquanto seus filhos sempre falam irlandês com ele, ele disse: “assim que eu sair da sala, eu posso ouvi-los mudar para Inglês”. Na Irlanda, o Estado vai sempre apoiar o irlandês, mesmo se, como o Bretão, for cada vez mais uma língua de alunos urbanos com um vocabulário pobre.

A Nova Escócia oferece uma perspectiva muito mais chocante.Lá,uma forte comunidade de falantes de gaélicos Highlanders, que se instalaram lá na década de 1820, tem totalmente desintegrado; a linguagem no reduto gaélico de Cape Breton Island deixou de ser a língua principal das comunidade antes de 1918 para ser a língua de um punhado de octogenários. Lá, o gaélico foi moído em pedaços por guerras de linguagem amargas da costa leste do Canadá, colocando a língua francesa contra o Inglês, não deixando espaço para quaisquer outros. Curiosamente, mesmo as línguas nativas americanas por longo tempo esmagadas, estão se saindo melhor.

No entanto, a maioria das pessoas no Cape Breton diz que um renascimento celta está em pleno andamento. Eles apontam para o “Celtic Colours” um festival anual de música, os dias de “Celtic Taster”, a reconstruída “Highland Village”, e o “Great Hall of the Clans”, onde na loja ao lado, eu assisti turistas comprando seus kilts. O governo de Nova Escócia até mesmo reserva alguns meses para “Consciência Gaélica”.

Não tenho nada contra qualquer uma dessas coisas, especialmente a música, que é, certamente, crescente em festivais como o “Celtic Colours” como nunca antes. Mas eu achei estranho que nesse ativismo Celta auto-consciente, poucas pessoas parecem mesmo ter cronometrado o significado da morte da linguagem que sustenta tudo.

Como em tantas partes do mundo celta, há uma espécie de estado de negação. Leia a literatura para turistas em Cape Breton e você vai sair pensando que o gaélico vive feliz em partes nas mais remotas, assim como a indústria turística da Bretão é conivente em perpetuar a falsa noção de que nos cantos mais remotos da Bretanha, como no tempo de Gauguin, as mulheres continuam a usar os chapéus altos de renda e a conversarem em Bretão no cais, enquanto cortam o peixe fresco.

Mas, mesmo na aldeia Mabou, muito alardeada como uma espécie de centro cultural celta para a Nova Scotia, encontrei pouca evidência desta sobrevivência. Um professor de escola lá me disse que algumas crianças locais estavam aprendendo gaélico, mas admitiu também que eles nunca sequer aprenderam uma fração do vocabulário da velha geração, que estava morrendo rapidamente. A avalanche cultural Inglesa é relativamente recente em Cape Breton. Um homem local, Sandy Morrison, cuja entrevista em 1980, me deparei em uma biblioteca, recordou a sua surpresa ao ouvir o Inglês sendo usado pela primeira vez na igreja, em sua juventude. Ele escreveu:”Eu estava dizendo father (pai) quando chegamos em casa ‘O Senhor nunca vai entender! Como é que ele vai entender isso?'”

John Macdonald, entrevistado quase na mesma época, afirmou que agora não existe nenhuma esperança para o idioma antigo: “Ele só vai morrer e ir para o chão com as pessoas mortas. Isso é o fim de tudo, é isso.”

No momento em que cheguei a Nova Escócia,todas essas pessoas estavam mortas, e tudo que eu encontrei foram pessoas que se lembravam de outros, mais velhos, pessoas que falam gaélico, como Jim Macdonald. Quando eu perguntei se ele conhecia o idioma, ele apenas riu. “Posso dizer ciamar atha thu? – Como você está? – E é sóisso”, ele gargalhou. “Meus pais falavam gaélico entre si, mas para mim e meu irmão – nunca. Ambos se sentiram ridicularizados por seu mau Inglês e disseram que nunca iriam deixar isso aconteceria aos seus filhos.” (Eu pensei imediatamente em Ronan Hirrien que me disse que quando ele assumiu o Bretão, seu avô tinha ficado furioso, dizendo que a língua tinha trazido sua geração “nada além de dor”).

Nada pode parar a morte das línguas celtas como línguas da comunidade vivas? Eu acredito que não, exceto, talvez, no País de Gales, onde uma massa crítica de alto-falantes permanece em algumas partes, apesar de uma invasão de proprietários Inglês de segunda casa estar fazendo seu trabalho mortal, mesmo lá. Para o resto, eu não consigo ver um caminho. As pessoas que realmente habitam as peles dentro dessas línguas são, na maior parte antigas. Muitos são da crença de que suas línguas “irão para o chão com as pessoas mortas”, como John Macdonald disse certa vez.

Eram como três agricultores muito idosos que me deparei em um bar da vila na Bretanha, que conversavam em Bretão uns com os outros até que perceberam que eu, o estrangeiro, estava escutando. Imediatamente, eles mudaram para o francês, um me assegurando que “aimons Nous la Francaise aussi! – Nós amamos francês, também.” Eles não perceberam bem o quão triste eu achei a sua subserviência diante do altar da cultura francesa.

“O Último dos Celtas”, de Marcus Tanner é publicado pela Yale University Press, £ 20
COLUNAS NO MUNDO

País de Gales

1891: 910 mil falantes de uma população de 1,6 milhão

1921: 920 mil de 2.4m

1951: 714 mil de 2.4m

1971: 542 mil de 2.6m

Patagônia (País de Gales)

Não há números precisos, mas acredita-se que há cerca de 8.000 alto-falantes e em torno de Gaiman. A Assembléia galesa está incentivando um renascimento do galês e envio de professores para a área.

Bretanha(Bretão)

1886; 2m de 3m

1920: 1m de 3m

1960: 600.000 de 3m

2004: 268 mil de 2,9m (mais sobre 60)

Irlanda

1881: 924 mil de 5.1m

1926: 540.802 de 4.2m

1996: 71 mil fora de 3,9 milhões (números referem-se a alto-falantes regulares na República da Irlanda. Muitos mais reivindicam algum conhecimento da língua e também há muitos alunos na Irlanda do Norte..)

Cornualha

O Córnico morreu como língua falada no século 18. Algumas centenas de revivalistas afirmam falar isso agora.

Ilha de Man

Último falante nativo de Manx era Ned Maddrell, que morreu em 1971.Umas poucas centenas de alunos reviveram-lo.

Escócia

1881: 250.000 de 3.7m

1921: 150.000 de 4,8 m

1991: 65.958 fora de 5m

2004: 58 mil fora de 5m

Cape Breton (gaélico)

1880: 85.000 de 100.000

1920: 60.000 de 100.000

1961: 3700 de 100.000

2004: cerca de 500 dos 109 mil

Tradução Livre do artigo Original Twilight of the Celts: Throughout Europe, the centuries-old Celtic languages are dying out, buried beneath a linguistic form of globalisation. Marcus Tanner reports on a cultural tragedy.

* Trecho original: almost like being gay, na dúvida na tradução, optou-se pela tradução literal.

Celtas e Íberos na Política: o CEIVAR

Posted in Celtismo, Cultura e História, Etnias Celtas e Íberas on 10/11/2014 by Briogáledon

Dando continuidade à seção, e de modo auxiliar a Celtas de língua portuguesa, começaremos a falar dos movimentos políticos Celtas e Íberos visando a prover uma introdução àqueles que buscam um caminho ideológico tipicamente ibero-céltico.

Este tópico não significa apoio formal a nenhum dos movimentos aqui apresentados.

O CEIVAR

Um dos movimentos emancipacionistas da Galiza/Galícia , uma das Comunidades Autônomas de Identidade Celta, por ora, membro do Reino da Espanha. O Ceivar se destaca pelo posicionamento popular socialista, mas sem a perda da identidade Celta, apesar das tentativas do Reino da Espanha de os classificar como terroristas, o Ceivar é um movimento político bastante pacífico, que se concentra em táticas de campo como manifestações, protestos, fóruns de discussão, campanhas pblicitárias, imprensa online, e o mais próximo de uma tática “agressiva” são as pichações de espaços privados ou públicos com dizeres exigindo a libertação de presos políticos independentistas ou o fim da repressão policial. Então, em linhas gerais, pode-se dizer que o Ceivar é uma resistência ativista essencialmente pacífica.

10574414_1532877416931745_3977215611679803875_nFonte: Ceivar

O movimento não deve ser confundido com o Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive, que foi um movimento bastante anterior, embora o grito Galiza Ceive! também seja repercutido pelo Ceivar e por outros movimentos atuais, pois as táticas utilizadas pelo Ceivar são a priori bastante diferentes de uma “luta armada”. Embora o Reino da Espanha atribua explosões de bombas a alguns movimentos independentistas, a autoria desses explosivos parece muito questionável.

Sobre essas questões, recomendamos os artigos em Língua Galega:

10429278_1555472078005612_4846696366403674751_nFonte: CEIVAR

Eles se qualificam como um organismo popular anti-repressivo sem lhes dar a si próprios quaisquer rótulos partidários ou ideológicos, agregam pessoas das mais diversas idades, e estão espalhados pela Galiza, encontrando também aliados para além das fronteiras territoriais, em outras comunidades autônomas como o País Basco, ou mundo a fora, mediante descendentes de Galegos e simpatizantes do movimento.

10584020_1533939463492207_8645670763750082231_nFonte: CEIVAR.

A organização do movimento é essencialmente midiática e informativa, demonstrando o foco na educação dos ativistas e na atualização de informações no tocante a libertações de presos, ou outras prisões, planejamentos de manifestações, e outros eventos, ou informe de alterações legais do Reino da Espanha.

10620531_1557435077809312_21876182360373118_nApesar de serem essencialmente pacíficos, os ativistas do Ceivar sofrem constantemente a brutalidade da Guarda do Reino da Espanha, que tem demonstrado extrema crueldade com movimentos ativistas.

Para conhecer mais o CEIVAR, o leitor ou leitora pode acessar sua própria página:

 

 

Celtas e Íberos na Política: O “Sinn Féin”

Posted in Celtismo, Cultura e História, Etnias Celtas e Íberas on 02/11/2014 by Briogáledon

Inaugurando a seção, e de modo auxiliar a Celtas de língua portuguesa, começaremos a falar dos movimentos políticos Celtas e Íberos visando a prover uma introdução àqueles que buscam um caminho ideológico tipicamente ibero-céltico.

Para iniciar esse estudo, hoje falaremos de um dos mais importantes partidos europeus que tem sua origem dentro da identidade Celta a começar pelo próprio nome, o SINN FÉIN!

Este tópico não significa apoio formal a nenhum dos movimentos aqui apresentados.

SINN FÉIN

Sinn_Féin_logo

Sinn Féin (/ ʃɪn feɪn / shin-fêin) é um partido político republicano irlandês ativo tanto na República da Irlanda quanto na  Irlanda do Norte. O nome é irlandês e significa nós ou nós mesmos“. Sua origem está na organização Sinn Féin fundada em 1905 por Arthur Griffith, e que levou até à sua forma atual em 1970 após uma cisão no partido (a outra parte é o Partido dos Trabalhadores da Irlanda), e já esteve associado com o Exército Republicano Irlandês Provisório, uma divisão temporária do grupo terrorista e guerrilheiro independentista IRA . Gerry Adams foi presidente do partido desde 1983.

É muitas vezes apresentado como o principal partido por detrás da Independência da República da Irlanda.

O Sinn Féin se desvinculou do IRA após o início dos anos 2000, ou em particular após 2004, depois de divergências nas táticas usadas para fazer oposição à Ocupação Inglesa na Irlanda do Norte, como o roubo de £26.5 milhões (libras esterlinas) ao Banco do Norte em Belfast, Irlanda do Norte,  enquanto o Sinn Féin se engajava numa política de estabelecimento de paz, gerando um desconforto entre partido e guerrilha republicana, culminando com o fim de atividades terroristas pelo IRA oficialmente no ano seguinte, 2005.

Sinn Féin é atualmente o segundo maior partido na Assembleia da Irlanda do Norte, onde tem quatro postos ministeriais na partilha do poder Executivo da Irlanda do Norte, e é o quarto maior partido na Oireachtas, o parlamento da República da Irlanda. Sinn Féin também recebeu uma pluralidade de votos Irlanda do Norte no Reino Unido na eleição geral de 2010, embora o Partido Democrático Unionista tenha conquistado mais assentos.

Em termos de política, é um partido de fortes vínculos ao Celtismo Irlandês, não apenas por desenvolver uma política própria, mista de propostas de diversas origens teóricas, sendo por vezes de difícil catalogação entre ideologias como nacionalismo, socialismo ou mesmo liberalismo, representando uma via de política propriamente irlandesa, e propriamente Celta, mas sem perder o acesso aos métodos e teorias do pensamento Filosófico Mundial.

No tocante a suas lutas e reivindicações, o Sinn Féin, busca no SOCIAL E CULTURAL:

  • A criação da União Irlandesa;
  • Que os 18 deputados da Irlanda do Norte sejam autorizados a se sentar como deputados completos na Dáil Éireann;
  • Acabar com a seleção acadêmica dentro do sistema de ensino;
  • Apoiar a criação de um “Ministério da Infância”;
  • Fazer pressão diplomática para o fechamento de Sellafield, a usina de reprocessamento nuclear (na Grã-Bretanha);
  • Busca um projeto de Língua Irlandesa na Irlanda do Norte que dê ao Irlandês a mesma importância que o Galês já tem no País de Gales;
  • Pressão para promover o ensino da língua irlandesa na Irlanda do Norte;
  • Apoia o casamento de pessoas do mesmo sexo, e luta contra as proibições a isso.

No tocante à ECONOMIA:

  • Aumento em três vezes do salário do trabalhador médio;
  • Reformas tributárias sobre ganhos;
  • Controles salariais de membros de governo e ministros;
  • Normalização de isenções fiscais discricionárias;
  • Maior investimento do Estado na economia;
  • Reformas fiscais no tocante a propriedades e hipotecas;
  • Criação de um fundo do governo para ajudar pequenas e médias empresas;
  • Criação de uma economia para “toda a Irlanda”, alterando a política fiscal;
  • E maior investimento para aqueles que são deficientes.

No tocante à SAÚDE:

  • Criação de um serviço de Saúde unificado para “toda a Irlanda” semelhante ao Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido;
  • Criação de limites para pagamentos de consultas;
  • Abolição das taxas de prescrição para pacientes cartão de saúde;
  • Expansão de centros de primeiros socorros;
  • Remoção gradual dos subsídios de prática privada em hospitais públicos e a introdução de uma taxa para os profissionais para a utilização de equipamentos públicos e pessoal em sua prática privada;
  • Exame gratuito de verificação de câncer de mama para todas as mulheres com mais de quarenta anos, tanto na Irlanda do Norte quanto na República da Irlanda;

Nas RELAÇÕES INTERNACIONAIS, o Sinn Féin apoia a criação de um “Ministério para a Europa» suscetível de ser utilizado no Dáil. Eles apoiam a independência do País Basco da Espanha e da França, e se opõe ao bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba. Sinn Féin apoiam os palestinos no conflito israelo-palestino.

O Sinn Féin é um partido irlandês existente na República da Irlanda e na Irlanda do Norte, e podem se filiar nele todas as pessoas a partir de 16 anos, possuindo ele uma divisão hierarquizada em forma de conselho, em moldes Celtas. Mundo a fora em países como Canadá, Estados Unidos, Escócia, Austrália, e mesmo na Inglaterra, aonde quer que existam descendentes de irlandeses, há o costume de criação de organizações denominadas em inglês Friends Of Sinn Féin, ou FOSF, que são organizações republicanas irlandesas que visam tanto a buscar recursos quanto a manter boas relações entre comunidades imigrantes e a Irlanda.

Sites:

Em outro artigo, mais um resumo sobre outro movimento político de base íbera ou celta.

 

 

Celtas e Íberos: os Bascos

Posted in Etnias Celtas e Íberas on 10/06/2014 by Briogáledon

Continuando aqui a abordar as etnias e tribos tanto de Celtas quanto de Íberos, em conjunto, uma vez que alguns grupos se confundirão, e em alguns casos terá toda a porcentagem sanguínea de um e toda a cultura de outro, então manteremos esses dois povos pré-históricos juntos, mesmo porque hoje há muitas pesquisas apontando para uma origem comum de ambos. Não há muito uma regra para a apresentação das tribos ou etnias, seguiremos a disponibilidade de informações ou o interesse no preenchimento de lacunas.

Hoje falaremos dos…

BASCOS!!!

Os bascos, também chamados vascos, basques, vascones, ou por si mesmo euskaldunak, são considerados pelos linguistas o povo que fala o mais antigo dos idiomas ainda existentes, uma língua que para Charles Berlitz evoca o passado paleolítico desse povo que para ele conserva palavras relacionadas à moradia em caverna e ao uso de ferramentas talhadas em pedra. Antigos na Península Ibérica, certamente são, a presença de sua cultura é atestada arqueologicamente, e hoje há mesmo até uma teoria que sugere que poderiam ser ancestrais dos primeiros Celtas, de todo modo independente disso, é certo que se misturaram a muitas tribos Celtas, que possuem haplogrupos também Íberose é certo que são um dos povos íberos mais antigos pois além da percepção de parentesco entre esses povos na Antiguidade, ainda há a proximidade genética.

A seguir em inglês uma reportagem do The Guardian sobre os Bascos:

Em inglês.

Seguramente um dos povos mais antigos do mundo e também um dos mais conscientes de sua identidade, por isso mesmo um dos mais guerreiros.

Povos como os Gascões, os Navarros, e outros povos da Península Ibérica e dos Alpes Pirineus são considerados aparentados aos bascos.

A seguir um documentário em espanhol sobre os vascones ou seja os bascos. Neste documentário se tratará um pouco das origens, bem como das divisões posteriores após séculos de ocupações por outros povos.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Abaixo mapa com as localizações das tribos Celtas e Íberas e outros povos. Para consultar os Bascos, procure-se por Vascones:

Populi150dpi(clique para ampliar a imagem)

CURIOSIDADES

PARA SABER MAIS

 

Celtas e Íberos: Estruturas Tribais Contemporâneas

Posted in Celtismo, Cultura e História, Etnias Celtas e Íberas on 01/03/2014 by Gustavo Augusto Bardo

No tocante aos povos Celtas remanescentes creio que haja densa variedade de sistemas organizacionais, aqui me dedicarei apenas aos com características tribais e tradicionais, ainda que atualizadas por modelos Contemporâneos e de acordo com comportamentos vigentes nas sociedades circundantes de hoje em dia. No tocante aos povos Íberos abordarei unicamente a estrutura dos Bascos por serem dos povos ligados a esse veio, os que talvez hoje em dia mantenham-se mais apegados ao seu modo de ser, embora os Occitanos e os Aragoneses também venham resgatando suas origens Íberas, e outros povos mais ainda estejam imersos no sono dos séculos.

Bascos

Os bascos são originalmente uma sociedade matriarcal e topocêntrica, ou seja, vinculados ao local de origem, sendo a maioria de seus sobrenomes relacionadas a seus lares de origem, e sendo a relação ao lar ancestral o maior sentimento de um basco. O patriarcalismo também é encontrado, mas é influência dos povos invasores de matiz visigótico. Os bascos possuem os txokos (esquina ou recanto, em idioma basco) festas gastronômicas até recentemente exclusivamente masculinas. Os bascos costumam se organizar em grupos em se assemelham a aldeias de origem, e são uma etnia formadora de guetos urbanos quando migram, em geral escolhem cidades de destino em comum para estarem próximos de outros do mesmo povo ou mesmo da mesma aldeia ou cidade de origem. Historicamente estão entre os povos mais antigos da Europa. Charles Berlitz, proeminente linguista, considera o idioma basco como uma língua oriunda do Paleolítico (Idade da Pedra Lascada) e faz destaque a palavras que acusariam lembrança de terem morado em cavernas. No entanto a genealogia basca parece deixar claro que são um dos poucos povos do mundo que predominantemente ao longo de sua história tiveram endereços fixos e residências estáveis, pois muitos sobrenomes se vinculam ainda aos locais em que se encontram. Antropologicamente, são enumerados entre os possíveis autores da  Civilização Megalítica.  A formação de Centros de Tradições, Grêmios Imigrantes e Centros Pioneiros, é previsível entre descendentes de bascos. Como a maioria dos bascos é católica romana, é previsível que também se organizem em paróquias.

Celtas

Diferentes dos Bascos, os vários povos Celtas possuem estruturas extremamente móveis de sociedade, que podem facilmente se deslocar de uma cidade a outra, embora tendam a se fixar, e podem facilmente operar de modo multicampi refletindo a estrutura da Civilização Celta que agregava os mais variados povos sem uma liderança comum, e com quase nenhum conflito entre suas tribos.

Os Celtas vem resgatando cada vez mais as óenach (ônak’), as assembléias populares intertribais, que estão de modo bastante evidente nos festivais Celtas atuais. Essas assembléias são bastante livres e abertas a todas as tribos, e permitem os mais variados tipos de propostas de parcerias. Os festivais tem cada vez mais se tornado óenach contemporâneas, e o termo óenach também vem ressurgindo.

A maioria dos grupos obedece a um de cinco modelos estruturais básicos:

  • Coven
  • Irmandade ou Confraria
  • Clã (clann, a palavra vem do irlandês e significa filhos, convencionalmente é compreendida como uma família maior descendente de um mesmo ancestral) ou Fine ( em geral é entendida como todos os descendentes de um mesmo tetravô.
  • Castrum, Oppidum, Crannóg ou Rath
  • Tribo (tuath, pronúncia: tuárr)

Coven

Os Covens são predominantemente oriundos da Wicca, uma religião pós-moderna de fortes bases Celtas, mas também influenciada por outras religiões Antigas e Medievais. Rituais de iniciação são previstos, não havendo uma regra para seus critérios. Costumam ser organizações consideradas jovens, em geral feitas por estudantes de religiões antigas, ou adeptos de Wicca e outras crenças similares, embora nos EUA, Europa e Canadá existam já covens bastante tradicionais. Em geral são grupos pequenos sem uma sede física fixa, que se reúnem com certa periodicidade para estudo místico ou festas tradicionais da própria Wicca.  No Brasil costumam ser criados por adolescentes, embora também existam covens de pessoas adultas e covens mistos, e o nível de formalização em geral são grupos de discussão online, páginas em redes sociais, ou blogs.  Conceito de Coven pela English Wikipedia:

Irmandade ou Confraria

Chamadas Fellowship Organizations em inglês, são em geral voltadas ao Druidismo e ao Neo-Druidismo, entre os Celtas, havendo uma IFDO, uma federação internacional de Irmandades Druídicas. Em geral possuem uma prévia estrutura formal como estatuto ou regimento interno, mas não completamente formais pois possuem cargos vitalícios, estruturas religiosas, e são entendidas como regidas por Leis de Costume. Em geral estabelecem regras de iniciações e estudos para a entrada de membros, e podem possuir grandes hierarquias. Hoje em dia muitas irmandades e confrarias possuem semelhanças com lojas maçônicas, embora, comparativamente sejam mais abertas e também aceitem livremente homens e mulheres, sendo no caso Celta predominantemente voltadas a Druidismo, embora também existam as Fraternidades Celtas Cristãs operando moldes estruturais semelhantes.

Clã ou Fine

“A família contida no rath fazia parte de um fine, um grupo maior que agregava em geral todos os descendentes de um tetravô comum. O fine era uma estrutura fundiária, e em geral agregava todos os rath de uma determinada parentela. As áreas comuns, entre os rath, florestas, campos, montanhas, eram de competência de todo o fine.” in A Aldeia Celta: O Espírito de Tribalidade de um Povo Genuinamente Nativo

Entre os Irlandeses e Escoceses a manutenção dos Clãs e das Fine, é bastante evidente. Embora a Fine seja mais mantida pelos Irlandeses. Mas esses conceitos também são bastante fortes entre os Norte-Portugueses, podendo ser percebidos claramente em famílias tradicionais rurais com essas origens no Brasil. Ainda que se refiram a propriedades individuais, os bens dos membros podem ser compreendidos como parte do coletivo do clã, sem atribuições de direitos ou permissões de outros membros sobre dada propriedade, mas existe esse sentimento de que há um espaço maior do qual se faz parte.

Entre os irlandeses o conceito Fine vem se confundindo já há quase um século com o conceito de Partido Político, e de Associações Civis em geral, passando a compôr os nomes gaélicos de alguns desses.

Clã na acepção convencional pela English Wikipedia:

Os Clãs também tem surgido com base na observação de interesses comuns, então existem Clãs Urbanos, em geral formalizados apenas eletronicamente nas figuras de grupos de discussões online, páginas de redes sociais, ou blogs. Em geral se voltam a debates acerca de história, religiões antigas, costumes, e ainda estão numa fase preliminar de resgate identitário, sendo nessa base urbana mais livres em sua formação, ainda que tomem o nome clã, não fazendo quaisquer exigências no tocante a co-familiariedade de  membros, embora possam atribuir regras variadas de aceitam aos moldes de iniciações mágicas dos covens.

Novos ou antigos não existe dúvida no sentido Antropológico de que os Clãs sejam estruturas tribais.

Castrum, Oppidum, Crannóg ou Rath

São unidades fundiárias e podem ser resumido como exemplos de comunidade familiares mono-nuclear (caso dos ráth e crannóg) ou tribais multi-clânicas (caso dos castra ou oppida) com estruturas permaculturais e certa auto-suficiência, podendo incorporar ofícios tecelões, ferreiros, marceneiros e de armoria (armas brancas), bem como manufaturas artesãs variadas. Muitas comunidades permaculturais e propriedades de descendentes de Celtas hoje funcionam aos moldes de um castrum (castro) ou ráth. Seguem os artigos na English Wikipedia:

Essas estruturas são fixas, podem passar por re-ocupações por outros povos, quando deixadas desertas, o que é raro, ou podem no caso dos ráth e dos crannóg ficarem desocupadas parte do ano, e serem ocupadas em épocas de mudanças de estações ou durante necessidade de proteção diante de ameaças externas. Hoje em dia todas essas unidades fundiárias possuem características tradicionais e patrimonialistas seja para manter a memória de castros ainda existentes tal como se percebem no interior da Galiza e Astúrias e do Norte de Portugal, seja mediante a reconstrução ou a réplica dos ráth ou crannóg para reviver costumes milenares antigos, então esses espaços, hoje em dia, sejam velhos restaurados ou novos replicados, possuem essa função de agregadora de memórias culturais e ponto de referência da identidade étnica.

Tribo (Tuath)

As tribos não são exatamente unidades fundiárias, embora a palavra tuath (pronúncia tuárr) seja traduzida como campo rural, as tribos de hoje em dia, que costumam se identificar como tuatha (tuárra, plural de tuath), costumam ter uma mínima formalização e ser multi-campi, podendo incorporar pessoas de diversas partes de um mesmo Estado ou Província, ou de todo um país, ou mesmo do mundo todo, caso de Briogáledon. Entre suas formalizações, costumam optar pelos manifestos, declarações, proclamações, ou cartas fundadoras, podendo possuir estatutos e regimentos, mas sem as formalizações completas, pois também possuem cargos em geral vitalícios e atribuem hierarquias em modelos Antigos e tradicionais. Há tuatha de todos os tipos, religiosas ou não, mas todas tendem a forte vínculo identitário em geral já entendendo os seus membros como parte de um coletivo verdadeiro e legítimo, mesmo que nem sempre formalizado de modo oficial. Podem possuir alguma legitimação de base étnica, um exemplo é a nossa própria Declaração de Etnicidade – Ratificação Unilateral Eletrônica.

Conceito de tuath segundo a English Wikipedia:

As tribos ancestrais genéticas hoje em dia vem sendo compreendidas como tuatha de origem de modo semelhante, embora em si ainda sejam entidades culturais subjetivas, com exceção das etnias remanescentes que existem enquanto Nações Celtas.

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O trabalho Celtas e Íberos: Estruturas Tribais Contemporâneas de Gustavo Augusto Bardo está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.
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Celtas e Íberos: os Ártabros

Posted in Cultura e História, Etnias Celtas e Íberas, Etnogenealogia on 24/02/2014 by Briogáledon

Começaremos aqui a abordar as etnias e tribos tanto de Celtas quanto de Íberos, em conjunto, uma vez que alguns grupos se confundirão, e em alguns casos terá toda a porcentagem sanguínea de um e toda a cultura de outro, então manteremos esses dois povos pré-históricos juntos, mesmo porque hoje há muitas pesquisas apontando para uma origem comum de ambos. Não há muito uma regra para a apresentação das tribos ou etnias, seguiremos a disponibilidade de informações ou o interesse no preenchimento de lacunas.

Hoje falaremos dos…

ÁRTABROS !!!

“According to Strabo, the Artabri (or Arrotrebae)[1] were an ancient Gallaecian Celtic tribe,[2] living in the extreme north-west of modern Galicia, about Cape Nerium (Finisterre), in the later counties of A Coruña or Ferrol. Strabo reports several seaports among the Artabri. Ptolemy[3] places them among Galaeci Lucenses and gives their capital town as Lucus Augusti (now Lugo).” (English Wikipedia)

Tradução Aproximada: De acordo com Estrabão, os Artabri (ou Arrotrebae) foram uma antiga tribo dos Celtas Galaicos, e viveram no extremo noroeste da atual Galiza, na redondeza do Cabo Nerium (a Finisterra), e próximo aos municípios de Corunha e Ferrol. Estrabão relata vários portos marítimos pertencentes aos Artabri. Ptolomeu os localizou entre os Galaicos Lucenses e lhes deu como capital a cidade de Lucus Augusti (hoje Lugo). 

Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Artabri

No livro AS TRIBOS CALAICAS: PROTO-HISTÓRIA DA GALIZA À LUZ DOS DADOS LINGUÍSTICOS, de Higino Martins Esteves, cita-se o seguinte trecho:

“NA VERDADE, QUEM ERAM OS ARTABRI?
(Texto que fez parte do meu contributo ao III Congresso Internacional da Língua Galego-portuguesa na Galiza, em Vigo e Ourense, Setembro e Outubro de 1990)

1. Duvida-se dos limites dos ártabros e mesmo a existência se lhes questiona. A origem da dúvida está nas notícias dos autores antigos. Estrabão (séc. I a.C.) põe-nos sempre “no Norte”: II 5, 15 “navegando aos chamados ártabroi o rumo é para o Norte”; III 2, 9 “Entre os ártabroi, que moram no mais distante do Setentrião e do Ocaso da Lusitânia”; III 3, 5 “Os derradeiros são os ártabroi, que moram perto do cabo que dizem Nérion, onde se junta o lado ocidental e o setentrional”. Precisões que pouco aclaram; o Nérion  próximo pode notar qualquer distância. Notícia mais precisa é a que situa o grande Porto dos Ártabros numa baía com muitas cidades apinhadas, que se identifica com as rias da Corunha e do Ferrol (III 3, 5). No mesmo trecho diz que também se chamam arrotrebas; logo são dous nomes e não deturpações ou variantes de um só. Para P. Mela (III, 13), os artabri estão na costa do norte e imediatamente vêm os ástures. Mesmo os álbiones (últimos do lucenses antes dos ástures, para Plínio) eram artabri. Este é logo um nível de agrupamento humano diverso e maior do que o dos álbiones. Plínio nega existir a gente dos artabri. Diz a que será a dos arrotrebas, que por “manifesto error”, por uma troca de letras, se lhe atribui o nome de artabri. Confuso parece, sem que saibamos se a confusão nasce aí ou nas fontes. Não nega a palavra artabru-, mas recusa atribuí-la aos arrotrebas; sim ao “promontório de longa ponta, por uns chamado Artabrum, por outros Magnum e por muitos Olisiponense pelo oppidum deste nome [Olisipo, Lisboa], cabo que separa as terras, os mares e o céu” (IV 113). Quer dizer, atribui Artabrum ao Cabo da Roca, o do lado norte da foz do Tejo.
2. Cabo Ártabro tão longe do Magnus Portus Artabrorum corunhês? Não sei se se estudou. Cuido que quadra aceitar o notícia explícita, resultado confuso mas de transmissão certa. Artabro- não é etnónimo, é outro, que quadra indagar. A buscar ocorreu-me uma ideia, que depois vi partilhada por Torres Rodríguez1: ártabro é “do norte”. O cabo boreal da foz do Tejo era o Promontorium Artabrum porque artabro- era “setentrional, do Norte”; os artabri
de Mela, ártabroi de Estrabão, eram simplesmente “os (callaeci) setentrionais, do Norte”. Não saber céltico explica as hesitações dos autores grecolatinos. Nas notícias transparecem as vozes dos intérpretes locais.
3. É geral aceitar que artabri inclui o célt. ARTOS “urso”. Coromines acordava. O que não creio é que fale na abundância do animal nos soutos galegos. Sim à constelação da Ursa, que nota o polo norte celeste. Era céltico chamar tais estrelas com o nome da Ursa? A origem do mito, difícil de discernir, vem da pré-história e é  pan-europeia. A versão ocidental comum é a grega, não única: Calisto, companheira de Artemisa, qual ela jurara ficar virgem. Seduziua Zeus na forma de Artemisa e ficou prenhe. Quis ocultá-lo, mas Artemisa no banho descobriu-
a e virou-a em ursa. Artemisa, por caçá-la, ou Zeus, por ocultá-la; as versões diferem. Zeus acolheu-a no céu e pôs sua imagem nas estrelas (a Ursa maior e menor). Calisto é forma arcaica ou forasteira da própria Artemisa. Esta vincula-se aos ursos, cf. a célt. Artiū. Calisto era mãe de Árcade, avô dos arcádios, logo a sua Senhora dos Animais,
e dos ursos. Figura as Artemisas “hiperbóreas”. A virgindade é o cariz bravio, isento de humanos, da terra na que é Senhora dos Animais. Para R. Graves é um dos três aspectos da Terra. Identidade e articulação destas figuras têm grande interesse, mas excedem o intuito atual, que é sublinhar as raízes europeias do mito, anterior à difusão clássica. O mito que une Polo Norte e Grande Ursa é de origem pan-europeia.
4. ARTOS crê-se vir do ie. *ṛkþos, cf. scr. ṛksah, gr. ἄρκτος, lat. ursus. A desinência -abronão é clara; também é de cantabri e *vellabri 2. Se tivéssemos só artabri, com a suspeita do vínculo com a Ursa do cèu, talvez pudéramos crer o -A- ser vogal temática de ARTĀ “ursa”, mas, ante essoutras formas, não é provável. A desinência será de locativo.
A ideia a ocorrer-me é unir -abro- ao célt. *MROG(I)- “país fronteiriço” 3, irl. mruig, bruig m., galês, córn., bret. bro f., presente em *KÔMBROGES “os compatriotas, paisanos”, nome que a si se davam os britanos que ora dizemos galeses 4, cf. os gauleses broga (“brogae Galli agrum dicunt”) e allóbroges “estrangeiros”. A sequência seria assim: indo-europeu *ṛkþ(o)-mrog(i)- > protocélt. *ART-AMROG- > *ARTA-BROG-. Cumpre explicar a falta do -G(I)-. Talvez tenha algo o tom. Em cômbroges e allóbroges é imediato anterior, em ártabro- e cântabro- vai mais afastado. Estes adjetivos frequentes sofreram erosão no singular. *ÁRTA-BROG-, nominativo sg. *ÁRTABROXS, fezse
*ÁRTABROSS, e depois *ÁRTABROS, caindo nos temas em -O. Da confusão viria o plural *ÁRTABROI. Na nova versão de marca no DCECeH de Coromines, onde se fala no galego cômaro, port. mod. cômoro, topo a hipótese do étimo *KÔMMERGO- “confinante”, que lhe provocou similar aperto para explicar a elisão do -G-. Isso anima-me a propor a solução simples de uma base já sem -G-, o que dilui o aperto de cômaro e ártabro-: *MRO-, quer dizer, *KÔMMRO- > *KÔMMARO- > cômaro, e também *RKÞ(O)-MRO- > *ÁRTAMBRO- > ártabro-. Seria “da terra confinante (do lado) da Ursa”. Isso quanto ao céltico. A passagem ao latim explica artabrī (de *ÁRTABROI) e artaber (de *ARTABROS, cf. lat. vir ante célt. WIROS; em céltico também pôde haver tais reduções: gutuater parece tema em -O).
5. ÁRTABRO- seria “do país limítrofe (para o lado) da Ursa”, depois meramente “para o lado da Ursa, setentrional, ártico”. Mesmo sem atinar no sufixo, é difícil não juntar ártabro- e ἀρκτικός. Logo ÁRTABRO- “do Norte, do lado da Ursa” opõe-se a DEXSIO- “destro, da (mão) direita, do Sul”, pois a orientação pelo Leste determina [no hemisfério norte] a mão direita assinalar o Sul.
6. Arrotrebae parece etnónimo. Há TREBĀ “casa familiar; unidade agrária” em Contrebia, atrebates, trebacorii e outras. ARRO-, cf. a gramática céltica, foi o célt. comum *ARSO-, ie. *ers(o)- “másculo”. Nos guerreiros halstáticos de ethos homérico eram usuais nas autodesignações a afouteza e alarde, cf. no samurai japonês. ARROTREBĀS “casas de machos” é próximo de arroni (arronii), latinização de *ARRONIOI, similar a arrotrebae: *ARRONIO-
< *arsonio- < ie. *ers-(onio)-, cf. gr. ἀρσένιος, ἀρσενικός, ἀρρενικός. Como estes, será “masculino, bem macho”. Algo próximo de nerii ou *NERIOI “viris, varonis”. Se atinar, não falaremos mais na tribo dos ártabros e saberemos mais da língua calaica.

1 Casimiro Torres Rodríguez, La Galicia Romana, Corunha, 1982, p. 120. 2 Para MacNeill é *VELLABRĪ (em T. F. O’Rahilly, Early Irish History and Mythology, Dublin, 1976, p. 9). 3 J. Vendryes, op. cit., M, p. 67. Cf. lat. margō, -inis e gót. marka. 4 Galês procede do nome que lhes deram os seus vizinhos saxões, welisć “estrangeiro”, ingl. welsh.”

O Dictionary of Greek and Roman Geography (1854)  de William Smith, LLD, Ed. amplia essa territorialidade e faz conexões dos Ártabros com a região do rio Tejo, o texto parece concluir por um erro de Plínio, vejamos a nota em inglês, para quem desejar analisar essa outra via:

AR´TABRI

Eth. AR´TABRI (Eth.Ἄρταβροι, Eth. Ἀροτρέβαι, Eth. Arrotrebae), a people in the extreme NW. of Hispania Tarraconensis, about the promontory Nerium (C. Finis terre), and around a bay called by their name [ARTABRORUM SINUS], on which there were several sea-port towns, which the sailors who frequented them called the Ports of the Artabri (Ἀρτάβρων λιμένας). Strabo states that in his time the Artabri were called Arotrebae. He places them in Lusitania, which he makes to extend as far as the N. coast of the peninsula. We may place them along that part of the coast of Gallicia, which looks to the NW. between C. Ortegal and C. Finisterre (Strab. iii. pp. 147, 153, 154; Ptol. 2.6.22). Strabo speaks of the Celtici, in connection with the Artabri, as if the latter were a tribe of the former (p. 153); which Mela expressly states (3.1.9 ; but the text is doubtful). Ptolemy also assigns the district of the Artabri to the Gallaeci Lucenses (Καλλαϊκῶν Λουκηνσίων, i. e. having Lucus Augusti for their capital: 2.6. § § 2, 4).

Pliny (4.20, 22. s. 34, 35) places the Arrotrebae, belonging to the conventus of Lucus Augusti, about the promontory Celticum, which, if not the same as the Nerium of the others, is evidently in its immediate neighbourhood; but he confuses the whole matter by a very curious error. He mentions a promontory called Artabrum as the headland at the NW. extremity of Spain; the coast on the one side of it looking to the N. and the Gallic Ocean, on the other side to the W. and the Atlantic Ocean. But he considers this promontory to be the W. headland of the estuary of the Tagus, and adds that some called it Magnum Pr., and others Olisipone, from the city of Olisipo (Lisbon). He assigns, in fact, all the W. coast of Spain, down to the mouth of the Tagus, to the N. coast; and, instead of being led to detect his error by the resemblance of name between his Artabrum Pr. and his Arrotrebae (the Artabri of his predecessors, Strabo and Mela), he perversely finds fault with those who had placed about the promontory Artabrum a people of the same name, who never were there (ibi gentem Artabrum quae nunquam fuit, manifesto errore. Arrotrebas enim, quos ante Celticum diximus promontorium, hoc in loco posuere, litteris permutatis: Plin. Nat. 4.22. s. 35; comp. 2.118. s. 112).

Ptolemy (l.c.) mentions Claudionerium (Κλαυδιονέριον) and Novium (Νοούιον) as cities of the Artabri.

Strabo relates, on the authority of Posidonius, that, in the land of the Artabri, the earth on the surface contained tin mixed with silver, which, being carried down by the rivers, was sifted out by the women on a plan apparently similar to the “goldwashings” of California (Strab.iii.p. 147).

[P.S]

Dictionary of Greek and Roman Geography, illustrated by numerous engravings on wood. William Smith, LLD. London. Walton and Maberly, Upper Gower Street and Ivy Lane, Paternoster Row; John Murray, Albemarle Street. 1854.”
Fonte: http://www.perseus.tufts.edu/hopper/text?doc=Perseus:text:1999.04.0064:id=artabri-geo

Na Wikipedia en Español encontramos indícios de sua religiosidade:

“Los ártabros eran una tribu de origen celta asentada en el noroeste de la actual Galicia. Eran los pobladores de la zona que comprende la ría de La Coruña y la ría de Ferrol hasta la llegada del propio Julio César en el año 62 a. C.

Junto con célticos y nerios parecen configurar un grupo diferenciado dentro del pueblo de los galaicos. Vendría en apoyo de esta hipótesis la ausencia de las habituales ofrendas a los dioses galaico-lusitanos Bandua y Reue en sustitución de Cossu (divinidad también presente en territorio de los astures pero no en la Bracarense y Lusitania). Su diferenciación respecto a otros galaicos también es comentada por Estrabón:

Los que viven más alejados son los ártabros, en la región del cabo que llaman Nerio, que separa los flancos occidental y norte. En ella viven también célticos, emparentados con los de las orillas del Anas. Dicen que en una ocasión en que hicieron allí una campaña militar éstos junto con los túrdulos, hicieron defección tras pasar el río Limia.

(Estrabón 3.3.5)

Estrabón se refiere a los célticos de la Beturia, asentados en el valle del actual Guadiana, y a los túrdulos célticos de la costa media de Portugal. Si desertaron tras cruzar el Limia, se desprende que no encontraron en brácaros y callaecos, las mismas relaciones de identidad que con los célticos del norte.”

Fonte: http://es.wikipedia.org/wiki/Ártabros

O trecho cita que Bandua e Reue deuses galaico-lusitanos eram cultuados pelos Ártabros em lugar de Cossu, deus dos vizinhos Asures, o que pode mas não obriga nos sugerir que a tribo dos Ártabros possa ter migrado para esse ponto, e talvez dando alguma razão a Plínio. Estrabão também parecia ter suas dúvidas quanto aos Ártabros serem aparentados àqueles tempos aos Galaicos e Celtas do Norte.

Seja como for, hoje em dia, sem dúvida já estão bastante misturados.

Abaixo mapa com as localizações das tribos Celtas e Íberas e outros povos. Para consultar os Ártabros, procure-se por Arrotrebae:

Populi150dpi(clique para ampliar a imagem)

CURIOSIDADES

Entre as famílias Galegas apontadas como de origem Ártabra está a família ANDRADE, que por ser topônimo, abarca tanto as várias famílias artesãs, camponesas ou de ofícios vários das regiões aonde se fixava o Andreati como também os nobres cujo brasão de Andrade se refere, e que são primos dos Andrada nobres portugueses, de José Bonifácio de Andrada. De volta a Higino Martins Esteves sobre os Andrade ele diz:

“Abundante na Galiza é Andrade. O lugar mais relevante, por origem do famoso nome de família, é o do concelho desse nome em Pontedeume. Supõe *ANDE-RĀTIS “grande muralha ou baluarte”, com *ANDE- intensivo, e RĀTIS, cf. gaél. ráth, > ingl. rath”

A presença de topônimo com semelhança linguística com o gaélico sugere a proximidade étnica com os Celtas das Ilhas Britânicas, tal como os Irlandeses aonde se encontra a palavra ráth como nome de uma aldeia semi-autônoma e fortificada. Veja o artigo A Aldeia Celta: O Espírito de Tribalidade de um Povo Genuinamente Nativo.

E os diferencia dos Andreade:

“De Paradela são o rio Loio, o Sancroia e o lugar de Andreade. Um era *LOWODIO-, adj. em -(O)DIO- feito sobre *LOWO- “água (de lavar)”, que logo será “(rio) dos banhos”. Vimos Sancroia ao falar nos limites: *SAN-KROUDIĀ “a nomeadamente Cruel”. Andreade tem em comum com Andrade só o intensivo ande; seria *ANDE-RĒDATI– “grande Corredor, Viageiro”, que não sei o que significaria. Suspeito referir-se a um deus solar.”

O veio nobre dos Andrade possui sua origem justamente na região dos Ártabros, seguindo com a Wikipédia em Galego:

Fernán Peres de Andrade, o Boo ou Fernán Pérez de Andrade, primeiro señor de Pontedeume, Ferrol e Vilalba foi un dos máis salientados aristócratas do reino de Galiza durante o século XIV. Figura controvertida polos seus cambios de lealdade e as usurpacións de bens alleos. Porén, destaca polo seu mecenádego nas letras galegas e as xenerosas doazóns que fixo.

Ascendentes

Fernán Peres de Andrade foi un membro sobranceiro da Casa de Andrade, fillo de Roi Freire de Andrade e de Inés González de Soutomaior[1]. Os primeiros membros desta liñaxe, orixinaria da freguesía, e logo couto, de Andrade en Pontedeume do cal foron os administradores, datan do século XII e son prestameiros (delegados rexios que velaban pola administración de xustiza) e encomendeiros dos mosteiros de Caaveiro e Monfero. A xenealoxía clásica fai descender, sen moito fundamento, á Casa de Andrade dos condes de Trava[2].

Fonte para ler mais: