Archive for the Acervo Literário Category

Publicações Celtas para Baixar no ARKELT

Posted in Acervo Literário on 26/07/2017 by Briogáledon

ARKELT Briogáledon: https://arkelt01briogaledon.wordpress.com/2017/07/26/publicacoes-celtas-para-baixar/

PDF: Folclore, Mitologia e Medicina Natural

Projeto GUTENBERG

Mais publicações no ARKELT

Folk Tales of Brittany by Elsie Masson [1929]

 

Para Acessar:

Folk Tales of Brittany by Elsie Masson [1929]

Um pouquinho sobre:

“Esta seleção de contos folclóricos da Bretanha, por Elsie Masson, vividamente ilustrada por desenhos de caneta e tinta, é uma leitura agradável. Os temas folclóricos habituais com influência celta estão presentes e representativos; humildes camponeses, magia pecuária, castelos encantados, maridos maus, crianças corajosas, amantes malfadados, e fadas complicadas. Especialmente o último. Por alguma razão, as fadas Bretãs parecem ser um mais hostis, na fronteira mais escura do que em outros lugares na região Celta.”

The surnames and place-names of the Isle of Man (1890)

Para Acessar:

The surnames & place-names of the Isle of Man (1890)

Um pouquinho sobre:

The surnames & place-names of the Isle of Man (1890)
Author: Moore, A. W. (Arthur William), 1853-1909
Subject: Names, Geographical; Names, Personal
Publisher: London : E. Stock
Possible copyright status: NOT_IN_COPYRIGHT
Language: English
Digitizing sponsor: National Library of Scotland
Book contributor: National Library of Scotland
Collection: gaelic; nationallibraryofscotland; europeanlibraries
Includes bibliographical references and index
Rights: National Library of Scotland holds full rights in this digital resource and agrees to license the resource under the Creative Commons License: Attribution-Noncommercial-Share Alike 2.5 UK: Scotland

Ward and Lock’s descriptive and pictorial guide to the Isle of Man

 

Para Acessar:

Ward and Lock’s descriptive and pictorial guide to the Isle of Man

Um pouquinho sobre:

Ward & Lock’s descriptive and pictorial guide to the Isle of Man : towns, mountains, glens, waterfalls, legends, romantic associations, and history : how to reach the island, routes, distances, railways, steamboats, fares, hotel and other accommodation (1883)

Author: Ward, Lock and Co
Publisher: London : Ward, Lock, and Co.
Possible copyright status: NOT_IN_COPYRIGHT
Language: English
Digitizing sponsor: National Library of Scotland
Book contributor: National Library of Scotland
Collection: gaelic; nationallibraryofscotland; europeanlibraries
Scanfactors: 2

Geologia da Ilha de Man

 

Para Acessar:

On the Glacial Geology of the Isle of Man (1894)

The geology of the Isle of Man (1903)

Economic geology of the Isle of Man, with special reference to the metalliferous mines

Um pouquinho sobre:

Ilha de Man, Celtas Maneses; Isle of Man, Manish; Geologia, Mineração; Geology, Mining; Reino Unido, United Kingdom.

 

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Druidismo/ Neodruidismo/ Wicca: Paraísos Celtas

Posted in Acervo Literário, Celtismo, Cultura e História on 09/07/2017 by Gustavo Augusto Bardo

Paraísos Celtas

Os paraísos celtas ou Outro Mundo da mitologia celta é o reino dos mortos, o lar das divindades ou a fortaleza de outros espíritos e entidades tais como os Sídhe. Os contos e o folclore o descrevem como existindo além do mar ocidental, subterrâneo (como nas colinotas Sídhe) ou ao lado do mundo dos vivos, mas invisível para a maioria dos humanos.

 

Abred

Abred est un des plans de l’existence développé par le néodruidisme. Il représente le « monde des épreuves », soit le niveau des incarnations1,2.
Les autres plans sont : KeugantAnnwvyn (parfois Annwn) et Gwenved.
Cythraul est pour certains3 le non monde ou le néant mais pour d’autres2 une figure symbolique du non-être attaché à Annwvyn.

Abred é um dos planos de existência desenvolvidos pela neodruidismo. São os “acontecimentos mundiais”, o nível de encarnações.
Outros planos são: Keugant, Annwvyn (às vezes Annwn) e Gwenved.
Cythraul é certamente o mundo ou não nada mas outros uma figura simbólica de não estar ligado a Annwvyn.

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Ablach ou Avalon

Avalon (provavelmente do celta abal: maçã) é uma ilha lendária da lenda arturiana, famosa por suas belas maçãs. Ele aparece pela primeira vez Historia Regum Britanniae (“A História dos Reis da Bretanha”) de Geoffrey of Monmouth como o lugar onde a espada do Rei Arthur, a Excalibur foi forjada e posteriormente para onde Arthur é levado para se recuperar dos ferimentos após a Batalha de Camlann. Como uma “Ilha dos Bem-aventurados” Avalon tem paralelo em outros lugares na mitologia indo-europeia, em particular a Tír na nÓg irlandesa e a Hespérides grega, também conhecidas por suas maçãs. Avalon foi associada há muito tempo com seres imortais, como Morgana Le Fay.

Na lenda arturiana, Avalon era uma ilha lendária encantada onde “Excalibur”, a espada do Rei Artur, tinha sido forjada e para onde o próprio rei tinha voltado vitorioso depois da sua última batalha para ser curado de um ferimento mortal.

Em algumas versões, Avalon é regida por Morgana, uma sacerdotisa da antiga religião rodeada de nove donzelas sacerdotisas responsáveis pela cura de Artur, deitado numa cama de ouro. Numa outra versão ela é descrita como sua meia irmã.

Em uma outra versão, o Rei Arthur é ferido em combate, e então levado pela Dama do Lago a uma Avalon mística do além, paralela ao mundo real, onde Artur permanece retirado desse mundo, tornando-se para sempre imortal.

Em algumas versões da lenda, ele não resiste à viagem e morre, tendo sido enterrado então em Avalon; em outra versão, ele estaria só dormindo, esperando para voltar num futuro próximo, pois, a ilha seria um refúgio de espíritos, a qual permitiria a ele permanecer vivo por meio das artes mágicas.

Na ficção histórica As Crônicas de Artur de Bernard Cornwell, parte da trilogia sobre a saga arturiana, o autor dá um outro nome a Avalon, Ynys Wyndryn, porém ele mesmo também cita Ynys Mon em sua narrativa de ficção histórica, mascarando a verdade da ficção que mistura pesquisa histórica e lenda.

Ynys Wydryn (Ilha do Vidro), ou Avalon, era em termos lendários o local onde vivia Merlin juntamente com Viviane, que era grã-sacerdotisa e tia de Arthur (que nunca chega a ser rei), onde era possível utilizar a magia, ou seja, o poder divino dos deuses antigos.

Avalon, Ynys Wydryn ou Ynys Mon era um lugar de conhecimento sobre os deuses pagãos antigos onde os druidas passavam o conhecimento antigo de geração em geração. Era o lugar onde se aprendia o conhecimento da religião antiga o druidismo, sendo Merlin o senhor de Avalon ou Ynys Wydryn, que construíra Tor, uma torre onde vivia e guardava todos os seus memoráveis e quem sabe mágicos tesouros.

A Senhora do Lago é designada como autoridade máxima da ilha, e Artur era filho do rei Uther Pendragon, que no passado, era seguidor da crença da Deusa, como também a mãe de Artur, Igraine. Arthur faz um pacto de reacender a crença da Senhora do Lago para que com o passar do tempo ela não se apagasse.

No fim de tudo, Ynys Wydryn ganha um papel importante, pois quando Artur foi ferido mortalmente em batalha pelo filho do seu irmão, que era o Rei de Dumnonia, após a morte de Uther, Mordred, ele teria sido supostamente levado de barco à ilha por sua meia irmã Morgana ao Lago, para onde através dos poderes que a Deusa havia lhe dado ela poderia retornar.

No caminho, ela foi recusada por ter desprezado a Deusa e o único jeito de retornarem à Avalon foi Artur devolver a Excalibur ao Lago, onde habitava a Deusa. Sua sepultura foi feita em Avalon, na terra de Merlin, Ynys Wydryn, juntamente com o corpo de sua amada Guinevere.

Em torno de 1190 Avalon tornou-se associado com Glastonbury, quando monges da Abadia de Glastonbury alegaram ter descoberto os ossos de Artur e sua rainha. É no trabalho de Giraldus Cambrensis que encontra-se a primeira conexão:

“ O que agora é conhecido como Glastonbury foi, em tempos antigos, chamado de Ilha de Avalon. É praticamente uma ilha, pois é completamente cercada por pântanos. Em galês, é chamada de “Ynys Afallach”, o que significa Ilha das Maçãs uma vez que esta fruta cresceu em grande abundância. Após a batalha de Camlann, uma nobre chamada Morgana, mais tarde, a governante e padroeira da região e com uma estreita relação de sangue com o Rei Arthur, o levou para a ilha, agora conhecida como Glastonbury, a fim de que seus ferimentos pudessem ser cuidados. Anos atrás, a região também tinha sido chamada de “Ynys Gutrin” em galês, que significa a Ilha de Vidro, e destas palavras, os saxões invasores depois inventaram o nome do local “Glastingebury”.

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Annwn

Annwn ou Annwfn ou Annwvyn (Annwvn em Galês Médio, por vezes erroneamente grafado Annwyn, Annwyfn ou Annwfyn; Cŵn Annwn) era o Outro Mundo, a terra das almas que partiram deste mundo na mitologia galesa. Governado por Arawn, ou muito posteriormente, por Gwynn ap Nudd, era basicamente um mundo de delícias e eterna juventude, onde não existem doenças e há sempre fartura de comida. É dito que Annwn está localizado tão a oeste que nem mesmo Manawydan fab Llŷr o encontrou, e que lá somente se pode chegar morrendo. Mas, também foi dito que Annwn pode admitir pessoas ainda vivas, desde que elas encontrem a sua porta.

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Gwenved ou Gwenwed

Cercle de la félicité et de la plénitude, il est le dépassement du cycle des incarnations symbolisé par Abred, seuls les hommes sages peuvent parvenir au monde blanc2.
Dans la croix celtique, ce cercle est le plus petit (diamètre 9), au centre de la croix.

Círculo de felicidade e plenitude, é a superação das encarnações simbolizados por ciclo Abred só os sábios podem alcançar o mundo branco.
Em cruz celta, este círculo é a menor (diâmetro 9) no centro da cruz.

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Keugant

Selon les Triades de l’Ile de Bretagne, le cercle de Keugant (ou Ceugant) ou encore Cercle Vide1 est celui de l’Incréé. Dans ce cercle, seul le Créateur peut résider. Appliqué à la géométrie de la croix celtique, Keugant est le Cercle extérieur, mais la phrase doit être modifiée pour obtenir2

« Keugant, EN DEHORS duquel nul sauf l’Incréé ne saurait résider. »

En effet, les autres cercles sont inclus dans celui de Keugant qui représente alors celui de la Création.

De acordo com as Tríades da Ilha da Grã-Bretanha, o círculo de Keugant (ou Ceugant) ou um círculo vazio representa o não-criado. No círculo, apenas o criador pode residir. Aplicado à geometria da cruz celta, Keugant é o círculo exterior, mas o período deve ser modificado para se obter 2

“FORA Keugant que ninguém, exceto o incriado não podem residir. ”
De fato, os outros círculos são incluídos em um dos Keugant que representa então que da Criação.

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Mag Mell

Mag Mell (“planura da alegria”) na mitologia irlandesa é um reino mítico onde só se podia chegar através da morte e/ou glória[1] (ver também Tír na nÓg e Ablach). Diferentemente do mundo inferior de algumas mitologias, Mag Mell era um recanto paradisíaco, identificado ou como uma ilha a oeste da Irlanda ou como um reino sob o oceano.[1] Em sua versão insular, foi visitada por vários heróis e monges irlandeses, formando a base do Mito da Aventura ou “echtrae”, conforme definido por Myles Dillon em seu livro Early Irish Literature. Este “Outro Mundo” é um lugar onde doença e morte não existem, é um lugar de eterna juventude. Lá, a felicidade dura para sempre e não se precisa comer ou beber. É o equivalente céltico dos Campos Elísios grego ou do Valhalla nórdico.

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Sídhe

A região do lago Bassenthwaite em Cúmbria: um sítio reputado como sendo habitado pelos sídhe.
Sídhe, sìth ou sidh é uma palavra irlandesa e escocesa que se referia inicialmente a colinotas ou montes de terra, os quais se imaginava como o lar de um povo sobrenatural vinculado às fadas e elfos de outras tradições, e posteriormente, a estes próprios habitantes. Dos Sídhe acreditava-se serem os ancestrais, os espíritos da natureza ou as próprias divindades.

Posteriormente, muitos passaram a encarar os Sídhe como uma versão literária dos Tuatha Dé Danann (os deuses e heróis divinizados da mitologia irlandesa). Na crença e prática popular, os Sídhe são freqüentemente reverenciados com oferendas e toma-se cuidado para que eles não fiquem irados. Deles usualmente se fala através de eufemismos como “Os Bons Vizinhos”, “O Povo das Fadas”, “Os Nobres” ou simplesmente, “O Povo”, na esperança de que se os humanos os considerarem gentis, provavelmente eles assim o serão. Nesta acepção, os nomes mais comuns para eles são Aes Sídhe, Daoine Sídhe e Duine Sìth, os quais significam, literalmente, “Povo de Paz”.

Banshee ou bean sídhe, significa simplesmente “mulher dos Sídhe”. Todavia, a expressão passou a indicar especificamente as mulheres sobrenaturais da Irlanda que anunciam uma morte iminente com seus gritos e lamentos. Sua contraparte na mitologia escocesa é a Bean Nighe – a lavadeira que é vista lavando as vestes ou a armadura ensanguentada da pessoa fadada a morrer. Outros nomes comuns são “Leanan sídhe” – a “fada amante”; o Cait Sidhe – um gato encantado e o Cu Sith – cão encantado. Os “sluagh sídhe – “a hoste das fadas” – são algumas vezes representados no folclore irlandês e escocês como espíritos que se movem pelo ar como bandos de pássaros. São de natureza desagradável e talvez representem os mortos amaldiçoados, maléficos ou sem descanso.

Sídhe são por vezes vistos como ferozes guardiães de suas moradas – sejam elas uma colina encantada, um círculo das fadas, uma árvore especial (freqüentemente um pilriteiro), ou talvez um loch em particular ou uma floresta. O Outro Mundo celta é visto como estando próximo do momento do crepúsculo e da aurora, por isso é visto como um momento especial para os Sídhe, bem como para festivais como o Samhain e do Midsummer. Os Sídhe são geralmente descritos como estonteantemente belos, embora possam também ser terríveis e asquerosos.

Algumas fontes descrevem os Sídhe como remanescentes dos Tuatha Dé Danann (“povo da deusa Danu”), que abandonaram a Irlanda para viver no Outro Mundo depois de terem sido derrotados pelos Milesianos. De acordo com o Lebor Gabála Érenn (O Livro das Invasões), os Tuatha Dé Danann (também “Daoine Sídhe”), foram derrotados em batalha pelos Filhos de Míl Espáine, meros mortais. Como parte dos termos de rendição, os Tuatha Dé Danann concordaram em residir no subsolo, em síde (singular síd), as colinotas ou montes que pontilham a paisagem irlandesa. A cada líder de uma das tribos dos Tuatha De Danaan, foi dado um monte. Posteriormente, devido a corrupção do significado, tanto os montes quanto as entidades sobrenaturais se tornaram conhecidas pela mesma palavra: síd; com a mudança da língua através dos tempos, tornou-se sídhe, sìth e sí.
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Tír na nÓg

Tír na nÓg, chamada em inglês de Land of Eternal Youth (“Terra da Eterna Juventude”) ou Land of the Ever-Young (“Terra dos Sempre Jovens”), é o mais popular dos Outros Mundos da mitologia irlandesa, talvez mais conhecido pelo mito de Oisín e Niamh do Cabelo Dourado. Foi onde os Tuatha Dé Danann ou sídhe se fixaram depois de abandonar a superfície da Irlanda, e foi visitado por alguns dos maiores heróis irlandeses. Tír na nÓg é similar a outras terras míticas irlandeses tais como Mag Mell e Ablach.

 

Fonte:

Wikipédia.

Algumas Referências de Literatura Celta

Posted in Acervo Literário, Bibliografia on 06/07/2017 by Gustavo Augusto Bardo

História do Druidismo do Paleolítico à Idade Antiga:

– Vestígios Arqueológicos: efígies, dómens e menires escritos em alfabetos arcaicos Celtas, caso da escrita Picta (Proto-Celta) ou em Ogham, no caso das Irlandas.

Resquícios Medievais de Druidismo e sobre a História e Folclore de Povos Celtas, ou os movimentos de Ressurgir Irlandeses, ALGUNS EXEMPLOS:

– “Ulster Cycle” (Ciclo de Ulster). Século VII D.C;
– Togail Bruidne Dá Derga (The Destruction of Da Derga’s Hostel), pertence ao Ciclo de Uslter;
– Táin Bó Cúailnge (em português: O ataque ao gado de Cooley). Século VII;
– Nennius. “Historia Brittonum” ou “History of the Britons”. Datada entre os século VII e IX) e gerando literatura folclórica Druídica entre os séculos XI e XVII;
– Immram Brain (maic Febail) (The Voyage of Bran (son of Febail)), a Viagem de Bran. Século VII a VIII. Pode ter influenciado a Viagem de São Brandão, posterior;
– “Livro de Taliesin” (datado entre os século X e XIV);
– “Mabinogion” (hoje datado entre 1060 e 1200);
– Culhwch e Olwen (em galês Culhwch ac Olwen, em inglês Culhwch and Olwen. 1110. O conto está redatado em galês médio e sobrevive em duas cópias muito parecidas presentes nas duas coleções mais importantes de literatura medieval galesa, o Livro Branco de Rhydderch (c.1350) e o Livro Vermelho de Hergest (1375-1425). Apesar da data relativamente tardia destes manuscritos, análises linguísticas dos textos indicam que o conto original pode ter sido escrito por volta de 1100;
– “Leabhar Gabhála na hÉireann” (Livro das Invasões da Irlanda, recopilado por monges no Século XII);
– Acallam na Senórach (Irlandês Contemporâneo: Agallamh na Seanórach, em inglês The Colloquy of the Ancients, Tales of the Elders, etc. ), Século XII.
– Book of Leinster (Lebor Laignech). 1160;
– “Trioedd Ynys Prydein” (As Tríades Galesas”, datado do Século XIII);
– The Book of Ballymote (Irlandês: Leabhar Bhaile an Mhót), 1390 ou 1391, próximo da aldeia de Ballymote, agora em County Sligo, então na “tuath” (tribo, povoado) de Corann;
– Great Book of Lecan (Grande Livro de Lecan). Entre 1397 e 1418, Castle Forbes, Lecan (Lackan, Leckan; Irlandês: Leacan) território de Tír Fhíacrach, próximo àatual Enniscrone, County Sligo;
– Anais dos Quatro Mestres (Annala Rioghachta Éireann): Abarca o período que vai do Dilúvio – localizado no ano 2242 a.C. – até 1616 d.C. É uma recompilação de anais escritos anteriormente, com a adição de alguns textos originais, feita em 1632-1636, no mosteiro franciscano do condado de Donegal, na Irlanda. O autor principal da obra foi Mícheál Ó Cléirigh, assistido por Peregrine O’Clery, Fergus O’Mulconry e Peregrine O’Duignan, entre outros. Existem várias cópias dos manuscrito, conservadas no Trinity College, na Real Academia de Irlanda e no University College Dublin. A tradução mais conhecida para inglês foi feita pelo historiador irlandês John O’Donovan, no séc. XIX.
– Foras Feasa ar Éirinn – literally “Foundation of Knowledge on Ireland”, mais antigo livro conhecido até então sobrea História da Irlanda, narra do Século V até ao século XII. A versão de Geoffrey Keating foi completada em 1634;

Folcloristas:

  • Eochaidh Ua Floinn (936–1004) from Armagh – Poems 30, 41, 53, 65, 98, 109, 111
  • Flann Mainistrech mac Echthigrin (morreu em 1056), leitor e historiador do Monasterboice Abbey – Poems ?42, 56, 67, ?82
  • Tanaide (morte por voltade 1075) – Poems 47, 54, 86
  • Gilla Cómáin mac Gilla Samthainde (fl. 1072) – Poems 13, 96, 115

Anais Irlandeses

– Os Anais de Ulster são crónicas da história medieval da Irlanda.Século V ao XVI. Essas crónicas apresentam dados referentes ao período compreendido entre 431 e 1540. Sabe-se que as crónicas até 1489, foram compiladas já no século XV pelo amanuense Ruaidhri Ó Luinín;
Cópias manuscritas dos anais existentes incluem as seguintes:

– OUTROS ANAIS HISTÓRICOS IRLANDESES:
Anais de Boyle
Anais de Clonmacnoise
Anais de Connacht
Anais dos Quatro Mestres
Anais de Inisfallen
Anais de Loch Cé
Anais de Monte Fernandi, ou Anais de Multyfarnham
Anais de Roscrea
Chronicon Scotorum
Anais de Tigernach
Os Anais da Irlanda pelo frei John Clyn
Anais de Dudley Loftus
Os Breve Anais de Donegal
Leabhar Oiris
Anais de Nenagh
Livro de Mac Carthaigh
Cogad Gáedel re Gallaib (grande parte)
Anais Fragmentários da Irlanda (partes)
Anais de Dublin de Inisfallen
Os Anais da Irlanda por Thady Dowling
Breve Anais de Tirconaill
Breve Anais de Leinster
Annales Hibernie ab anno Christi 1162 usque ad annum 1370, ou Anais de Pembridge
Annales Hiberniae, ou Anais de Grace
Memoranda Gadelica
Annla Gearra as Proibhinse Ard Macha
Um Fragmento dos Anais irlandeses

Outros que contêm material analístico são:

Leabhar Bhaile an Mhóta
Lebor Glinne Dá Loch
Lebor Leacáin
Leabhar Uí Dhubhagáin
Caithréim Chellacháin Chaisil
Leabhar na nGenealach

Entre os anais que existiram mais foram perdidos estão:

Anais da Ilha dos Santos
Anais de Maolconary
Livro de Cuanu
Livro de Dub-da-leithe
Livro dos Monges
Leabhar Airis Cloinne Fir Bhisigh
Leabhar Airisen
Leabhar Airisen Ghiolla Iosa Mhec Fhirbhisigh
Sincronismos de Flann Mainstreach
Crônica da Irlanda

Século XIX em diante:

– CRANE, T. F. ANCIENT CUKES, CHAKMS, AND USAGES OF IEELAND. 1890.
– HULL, Eleanor. Pagar Ireland. 1908.
– SQUIRE, Charles. CELTIC MYTH AND LEGEND (Mitos e lendas Celtas). 1910. (recomenda-se a edição prefaciada pela especialista Sirona Knight).
– TREGARTHEN, Enys. North Cornwall Fairies and Legends. 1906.

Entre muitos outros estudos e livros redescobertos.

 

 

Ebooks: Celtas Ibéricos

Posted in Acervo Literário, Bibliografia, Cultura e História, Fratria on 17/05/2016 by Gustavo Augusto Bardo

Bibliografia de Interesse Identitário:

PDF

 

 

 

Boletins Informativos do Território Iberkéltia (2011)

 

Boicote, segundo Murray N. Rothbard

Posted in Acervo Literário on 16/11/2013 by Briogáledon

18. O boicote

Um boicote é uma tentativa de persuadir outras pessoas a não se envolverem com alguma pessoa ou firma específica — seja suspendendo as relações sociais ou concordando em não comprar os produtos da firma. Moralmente, um boicote pode ser usado por motivos absurdos, repreensíveis, louváveis ou neutros. Ele pode ser usado, por exemplo, para tentar persuadir as pessoas a não comprar as uvas de produtores não sindicalizados ou a não comprar as uvas de produtores sindicalizados. Do nosso ponto de vista, a questão importante a respeito do boicote é que ele é puramente voluntário, um ato de tentativa de persuasão, e, portanto, que ele é um instrumento de ação perfeitamente legal e lícito. De novo, como no caso da difamação, um boicote pode muito bem diminuir o número de clientes de uma firma e, portanto, reduzir o valor da propriedade; mas tal ato ainda é um exercício perfeitamente legítimo da liberdade de expressão e dos direitos de propriedade. Se vamos achar qualquer boicote em particular bom ou mau, isso depende de nossos valores morais e de nossa atitude perante um objetivo ou atividade concretos. Mas um boicote é legítimo per se. Se temos a sensação de que um certo boicote é moralmente repreensível, então está dentro dos direitos daqueles que se sentem assim de organizarem um contra boicote para persuadir os consumidores do contrário, ou de boicotar os boicotadores. Tudo isso faz parte do processo de disseminação de informação e de opinião dentro do sistema de direitos de propriedade privada.
Além disso, os boicotes “secundários” também são legítimos, apesar de serem proibidos por nossas atuais leis trabalhistas. Num boicote secundário, os sindicatos trabalhistas tentam persuadir os consumidores a não comprar de firmas que negociam com firmas não sindicalizadas (originalmente boicotadas). Novamente, em uma sociedade livre, deveria ser direito deles tentar esta persuasão, assim como é o direito de seus oponentes reagir com um boicote contrário. Da mesma forma, é o direito da Liga da Decência tentar organizar um boicote de filmes pornográficos, assim como seria o direto das forças opostas boicotar aqueles que cedem ao boicote da Liga.

O que é particularmente interessante aqui é que o boicote é um dispositivo que pode ser usado por pessoas que desejam tomar providências contra aqueles que se engajaram em atividades que consideramos lícitas, porém imorais. Deste modo, enquanto as firmas não sindicalizadas, a pornografia, a calúnia, ou qualquer outra coisa, deveriam ser legais em uma sociedade livre, deveria ser igualmente legal o direito daqueles que consideram tais atividades moralmente repulsivas de organizarem boicotes contra quem se envolvesse nestas atividades. Qualquer ação seria legal na sociedade libertária, contanto que ela não invada os direitos de propriedade (sejam de autopropriedade ou de bens materiais), e isto incluiria boicotes contra tais atividades, ou contra boicotes contra boicotadores. O questão é que a coerção não é a única ação que pode ser tomada contra aquilo que alguém considere ser uma atividade ou uma pessoa imorais; existem também certas ações voluntárias e persuasivas, como o boicote.

Uma questão muito mais complexa é se fazer piquetes seria uma forma legítima de apregoar um boicote em uma sociedade livre. Obviamente, uma multidão fazendo um piquete que bloqueie a entrada ou a saída de um prédio seria uma conduta criminosa e invasiva dos direitos de propriedade — assim como seriam as greves-de-braços-cruzados e as ocupações que forçadamente ocupam a propriedade de outros. Também seria invasivo o tipo de piquete em que manifestantes ameacem a pessoas que cruzarem a linha do piquete — um caso claro de intimidação pela ameaça de violência. Mas mesmo o caso de “piquetes pacíficos” é uma questão complexa, pois, mais uma vez, ela envolve o uso de ruas estatais. E, como no caso de comícios ou de manifestações de rua, geralmente o governo não pode tomar uma decisão que não seja arbitrária entre os direitos dos pagadores de impostos de usar as ruas estatais para manifestar sua causa e o direito do dono do prédio e das pessoas em trânsito a igualmente usarem a rua. Novamente, é impossível decidir deste modo como eliminar conflitos e assegurar os direitos de uma maneira bem definida. Se, por outro lado, as ruas em frente ao prédio do piquete fossem possuídas por proprietários privados, então estes proprietários teriam o direito absoluto de decidir se os manifestantes poderiam usar suas ruas da maneira que eles considerassem adequada.[1]

De modo similar, certos recursos dos empregadores, como a lista negra — uma forma de boicote — seria legal na sociedade livre. Antes do Norris-LaGuardia Act de 1931, era legal para os empregadores despedirem os empregados que se organizavam em sindicato e de circular entre os outros empregadores listas negras destas pessoas. Também seria legal o contrato em que o empregado se compromete a não se sindicalizar (contrato yellow-dog), outro recurso anterior ao Norris-LaGuardia Act. Neste contrato o empregado e o empregador concordam que, se o primeiro se tornar membro de um sindicato, o empregador pode demiti-lo imediatamente.

[1] Veja Murray N. Rothbard, For a New Liberty, rev. ed. (New York: Macmillan, 1978), págs. 96–97.

Óenach

Posted in Acervo Literário, Cultura e História on 24/10/2013 by Briogáledon

Traduzido e Adaptado do Original em Inglês:

Facebook: Gatherings in Ancient Ireland… 

  • A tradução possui notas identificadas por [*] que visam à melhor compreensão do texto ou a adendos com outras pesquisas, sem comprometer ao tema geral;
  • Títulos de livros e artigos, citados no corpo do texto foram mantidos no original, assim como palavras e expressões em outros idiomas que não o inglês;
  • Esta tradução foi feita por membro Colaboradora, e é uma versão aproximada da original;
  • A tradução não possui responsabilidade pelo conteúdo do texto original.

Reuniões na antiga Irlanda já foram descritas como uma ocasião para grande alegria geral.

Em 1351 William Bui O’Kelly , senhor dos Uí Mháine , no leste de Galway e Roscommon, convidou os poetas, brehons * , bardos, harpistas, palhaços e outros artistas de toda a Irlanda para a sua casa no Natal para um grande encontro . Tão satisfeito foram os artistas reunidos com a hospitalidade de O’Kelly que o elogiaram generosamente pela sua excelente generosidade.

Em tempos antigos, haviam muitos tipos diferentes de assembléias , a principal das quais era chamada de “óenach” (Pronúncia: ón-âk’) ou assembléia Real. Nos óenach eram proclamados reis, eram definidas as leis , a justiça era administrada, eram concluídas as alianças políticas, os casamentos eram feitos nelas, as tropas militares eram admitidas, antepassados ​​eram reverenciados e os santos eram invocados . Estes encontros antigos não eram muito diferentes do nosso próprio entretenimento em festivais de hoje, com corridas de cavalos, jogos , feiras , música, festa, bebidas, procissões Reais e muito mais. As pessoas devem ter olhado para a frente nessas reuniões, como nós, como crianças, uma vez olhamos para a frente para o Natal.

A marca dos lugares das assembléias pode ser encontrada em toda a paisagem da Irlanda e talvez o maior dos monumentos cerimoniais que está em Tara tenha sido construído para uma variedade de assembléias comunais e procissões Reais. Os Reis de Tara seguiam uma rota deliberada para cima ao longo do salão de banquetes rumo à Tumba Neolítica no Monte dos Reféns (Mount of Hostages) , passando pela Lia Fail (a pedra do destino), a pedra inaugural que ficava ao lado do túmulo. Eles, então, atingiam o impressionante montículo artificial agora conhecido como o Forrad , o local em que os Reis de Tara eram proclamados.

As marcas dessas assembléias também sobreviveram nos nomes de lugares como Knockainy Co. Limerick (Óenach Áine), Nenagh (An tAonach), Ballinalsoe (Béal Átha na Sluaigh), e Tullynadall (Tulach na Dála) . O último termo DÁL pode ser encontrado no nome da assembléia política moderna Dáil Éireann (Parlamento irlandês, baixa casa) e no título concedido aos seus membros Teachta Dála TD (membro do parlamento), que literalmente se traduz como mensageiro (delegado, representante) da assembléia.

A alta casa do parlamento irlandês é o “Oireachtas” para uma grande assembléia. O Oireachtas Éireann é o Parlamento Irlandês em sua dimensão maior.  O termo Oireachtas também é utilizado para competições de dança irlandesa ao redor do mundo, se mantendo portanto nesse contexto mais amplo.

Brehon é o termo gaélico-irlandês para os juízes, porém numa dimensão mais ampla, hereditária e clânica. Para saber mais consulte English Wikipedia: Brehon.

Conheçam a ARKELT, a nossa 1ª Central Arquivística Virtual!

Posted in Acervo Literário, Imprensa, Nova Lima on 17/09/2013 by Briogáledon

De NOVA LIMA – MG para o MUNDO! Ou DO MUNDO para Nova Lima MG… Esssa é a nossa Teia!

Briogáledon acaba de colocar no ar, ou melhor, na linha, a nossa Teia de Conhecimento, o Arkelt, a primeira  CAV, ou seja, Central Arquivística Virtual, para que você possa se instruir sobre não apenas nossa Etnia, mas outras mais, como também, seja você descendente ou não, enriquecer sua sabedoria e habilidades com conteúdos sobre Gestão Pública, Gestão Ambiental, Gestão Social, Governança, Controle Fiscal, Sustentabilidade, Biodiversidade, Questões Internacionais, e muito, muito mais. Conhecimento Livre e Gratuito resultado de 2 anos de pesquisa, o Arkelt é um projeto em eterna construção, e que já começa aqui com cerca de 70 documentos indexados para você aprender mais sobre suas raízes culturais, sobre o meio á sua volta, sobre como se mobilizar, ou o que aconteceu lá do outro lado do mundo e de repente você pode estar vivendo no seu grupo algo parecido.

Não precisa inscrever, não precisa pagar, é de graça, indexado, e direto! Também não precisa ficar quebrando a cabeça no Google, mas se você achar coisas legais, pode nos sugerir para indexarmos também!!!

ARKELT-LOGO

ou por aqui

Briogáledon responde!

Posted in Acervo Literário, Cultura e História, Lingüística Histórica on 20/08/2013 by Briogáledon

* Após recebermos críticas por usarmos a grafia GALLAECIA numa arte gráfica e a grafia GALÍCIA (no Brasil a norma gramatical usa Galícia e Galízia, não escrevemos Galiza aqui como não escrevemos Suomen Tasavalta pra Finlândia 🙂 falamos português brasileiro, não galego. MAS CURIOSAMENTE NENHUM GALEGO VEIO NOS CRITICAR 🙂 faça-se a devida nota… então resolvemos postar esse resumo lingüístico…

kalaikoiclique na imagem para ampliá-la

Coloque em TELA CHEIA para ler melhor todos os textos okay 😀

(Talvez seja recomendável, que QUEM QUEIRA mudar a ordem cronológica, saia do armário, e vá jogar RPG!)

Quem quiser pesquisar, COMECE por aqui Callaica_Nomina

* AVISO: NOSSA RESPOSTA NA “DIPLOMACIA IRLANDESA” poderá ser curta e grossa pois temos que cuidar de pomar, cães, reformar nosso espaço físico para termos seminários, simpósios,  fóruns junto a outros povos tradicionais, pois somos uma comunidade real, presencial, cara a cara, e não fazemos APENAS ativismo de poltrona 🙂 temos inúmeras atividades sociais externas às redes sociais…

O mapa do mussaranho: por que o DNA Céltico nos leva de volta à África

Posted in Acervo Literário, Cultura e História on 15/05/2013 by Briogáledon

Traduzido do Original em Inglês:

The tracing of the shrew: why Celtic DNA leads back to Africa

  • A palavra shrew tem vários significados, podendo ser megera, serpente, etc., seu significado real foi oferecido pelo próprio texto ao falar dos pygmy shrews ou mussaranhos-pigmeus, graças ao quê chegou-se ao título correto;
  • A tradução possui notas identificadas por [*] que visam à melhor compreensão do texto ou a adendos com outras pesquisas, sem comprometer ao tema geral;
  • Títulos de livros e artigos, citados no corpo do texto foram mantidos no original, assim como palavras e expressões em outros idiomas que não o inglês;
  • Esta tradução foi feita por membro Colaboradora, e é uma versão aproximada da original;
  • A tradução não possui responsabilidade pelo conteúdo do texto original.

O mapa do mussaranho: por que o DNA Céltico nos leva de volta à África

Outra vida: lá vem um dia de maio – e não, certamente, sempre o mesmo – quando um mar azul calmo sob um céu ensolarado evoca um solitário branco triângulo da vela, lentamente rastreando rumo ao norte. Este ano, coincidiu com uma cantoria em coro dos cucos, como que uma promessa extra de que o verão estava começando aos poucos.

Pensamentos familiares sobre o dia a dia,  em uma viagem difícil através do estreito de mar perto da costa, que comparada aos tempos antigos, saltou aos olhos em um jornal científico uma notícia sobre uma empresa chamada “DNA da Irlanda”. Ela oferecia avaliação da ascendência genética das pessoas, agora que tal curiosidade pode ser satisfeita por um custo quase acessível. E um exercício semelhante na Escócia já produziu “uma surpresa” – ou seja, que cerca de 1 por cento de todos os escoceses são descendentes diretos dos berberes e tuaregues, tribos do norte da África, uma linhagem de 5.600 anos de idade.

Não devia ser tão surpreendente se o valor comparável para a Irlanda, especialmente no oeste, não fosse muitas vezes maior. Geneticistas no Trinity [*Nota da Tradução: Trinitty College, de Dublin/IRLANDA] já demonstraram que os irlandeses seguramente são um dos poucos remanescentes dos caçadores pré-neolíticos e coletores do sul da Europa. Homens com sobrenomes gaélicos, e quase todos os homens de Connacht, carregam os genes mais antigos de todos.

E na radiação adaptativa das culturas humanas (um termo mais geralmente reservado para o resto das espécies da natureza), o fluxo da vida da Irlanda foi, sem dúvida, enriquecido originalmente pelas tribos das montanhas e areias do litoral norte da África.

Barry Cunliffe, professor de arqueologia europeia na Universidade de Oxford, foi um dos primeiros cientistas a liderar “uma nova hipótese”: a de que a migração grandemente aceita dos “Celtas”, para o oeste deslumbrante da Europa Central ao Atlântico durante a Idade do Ferro, foi historicamente mapeada de forma errada. Ao invés de este cadinho de línguas seguir para o bretão, o irlandês, o gaélico escocês e o galês, diz Cunliffe, “o Céltico provavelmente evoluiu na Zona Atlântico durante a Idade do Bronze” – na verdade, como a língua franca da comunidade marítima.

Os viajantes mais recentes do Mediterrâneo deixaram alguns traços intrigantes – os ossos de um animal de estimação, um  Macaco-de-Gibraltar [*Nota da Tradução: Barbary ape ou Macaca sylvanus, também chamado Magot ou Macaco de Gibraltar], por exemplo, escavado a partir do pré-histórico Eamhain Macha, ou Forte Navan, próximo a Armagh, ou os sambaquis de Nucella lapillus [*Nota da Tradução: Dog Whelks, literalmente Búzios-Cães] esmagados nas nossas costas ocidentais (dois em uma boca achada em Killary Harbour) que falam do comércio de corante roxo para o Mediterrâneo Oriental.

Mas viajantes da Iberia e de mais além também deixaram contribuições de vida para a nossa [*da Irlanda] vida selvagem.

Acerca dos Celtas do Ocidente, um livro que recentemente Cunliffe editou, os geneticistas do Trinity, Brian McEvoy e Daniel Bradley trazem um ângulo adicional à evidência das origens dos primeiros genes da Irlanda: o transporte de animais nos barcos de pele do sul.

DNA, de forma adequada, tem ajudado a desvendar a história biogeográfica de muitos mamíferos irlandeses. Nossos arminhos [*Nota da Tradução: stoats, no texto original, ou Mustela erminea] adaptados ao frio e nossas lebres, por exemplo, provavelmente migraram da Europa durante a Idade do Gelo, e os ratos domésticos vieram na bagagem com o Vikings. Mas os nossas martas, como nossos musaranhos-pigmeus [*Nota da Tradução: pygmy shrews no texto original, ou Sorex minutus, mussaranho-pigmeu], mostram mais próxima afinidade com exemplares ibéricos (os musaranhos eram Bascos), e texugos foram usados como alimentos, bem como fonte de peles. “É tentador especular”, escreve a dupla  do Trinity com cautela “, que pelo menos algumas dessas arcas do Atlântico Ocidental veio do Sudoeste da Europa, fornecendo excelentes evidências para conexões humanas mais recentes.”

 

Presença Negra nas Antigas Ilhas Britânicas

Posted in Acervo Literário, Cultura e História on 13/05/2013 by Briogáledon

Traduzido do Original em Inglês:

Black Presence in Ancient British Isle.

  • A tradução possui notas identificadas por [*] que visam à melhor compreensão do texto ou a adendos com outras pesquisas, sem comprometer ao tema geral;
  • Títulos de livros e artigos, citados no corpo do texto foram mantidos no original, assim como palavras e expressões em outros idiomas que não o inglês;
  • Esta tradução foi feita por membro Colaboradora, e é uma versão aproximada da original;
  • A tradução não possui responsabilidade pelo conteúdo do texto original.

Presença Negra nas Antigas Ilhas Britânicas

Um dos mais explorados temas no estudo da História Antiga é a presença negra na Europa antiga.  A presença negra pode ser encontrada nas ilhas britânicas já em tempos pré-históricos.

Os Siluros eram os habitantes mais antigos da Grã-Bretanha. (The Theosophical Path, vol 3 por Katherine Tingley, Califórnia:.. The New Century Corporation, 1912, pg 136) Os Siluros possuiam o sul do País de Gales e a parte ocidental da Inglaterra, e suas cidades principais foram Sariconium, Magna, Gobabeum, e sua capital, Venta (Venta Sillurum) [* nota da tradução: nomes Romanos]. A terra dos Siluros estava a apenas 30 milhas da Irlanda.

Que os Siluros eram negros não precisa ser questionado. Eles foram descritos como de pequena estatura, com tez moreno-castanha [*nota da tradução: mulata ou moreno-escura, literalmente marrom] e cabelo preto encaracolado e olhos escuros. No século II dC, o historiador romano Plínio descreveu os britânicos como tendo tez “etíope” (African Presence in Early Europe por Ivan Van Sertima, ed New Brunswick..: Transaction Publishers, 2007, pg 225) [*nota da tradução: os haplogrupos E1b1b e T, africanos, já foram identificados entre Celtas Antigos, além de outros centro-asiáticos, mesolíticos e neolíticos, para saber mais acesse Eupedia>European Y-DNA haplogroups]. Em seu livro, Memoirs of the Celts of Gauls, Joseph Ritson dá essa avaliação sobre as origens dos Siluros:

“A tez morena dos Siluros, e seu cabelo, que geralmente é encaracolado, com a sua situação oposta à da costa da Espanha, terra da qual levo a crer, que os ibéricos antigos tenham chegado dali, e tomaram posse do território.” (Memoirs of the Celts or Gauls por Joseph Ritson, London: Payne e Foss, 1827, pg 114).

Os Siluros eram idênticos com as pessoas pequenas, escuras, de longas cabeças de língua basca encontradas nos Pirinéus Ocidentais, que eram um fragmento dos ibéricos. (Our Earliest Ancestors in Britain por Boyd Dawkins, Londres:. John Heyward, 1879, pg 104) Os ibéricos foram os primeiros habitantes da Espanha. Wesley John Gaines insiste que os íberos vieram do norte da África. (The Negro and the White Man por Wesley John Gaines, Philadelphia:. AME Publishing House, 1897, pg 11) É importante notar que a Península Ibérica e o Norte de África são separados por uns meros 13 km no ponto mais estreito do Estreito de Gibraltar. Plínio descreveu o ibéricos como de tez aethiopium, ou seja, negro como um etíope. (Ancient and Modern Britons: a retrospect, Vol. 3 por David MacRitchie, Londres:.. Kegan Paul, Trench & Co., 1884, pg 45)

O historiador romano Tácito também observou que os Siluros eram um povo de compleição escura. (The Anthropological Review, Vol. 8 por Anthropological Society of London, London:.. Asher & Co., 1870, pg 202) J.A Rogers acreditava que eles eram muito provavelmente de origem fenícia ou egípcia. (Nature Knows No Color Linee por J.A Rogers, St. Petersburg:. Helga M. Rogers, 1980, pg 71)

Os Siluros eram o estado mais forte e mais organizado na Grã-Bretanha. Eles foram considerados “uma das mais valentes das antigas nações britânicas, e defenderam seu país e sua liberdade contra os romanos, com a fortaleza mais heróica.” (A New History of Great Britain from the Invasion of Julius Caesar to the Present Time por Rev. John Adams, de Londres:. TN Longman & O. Rees, e T. Hurst, 1802, pg 13) Eles eram conhecidos por ser “teimosamente independentes.” (The Foundation of England, Vol. I por Sir James H. Ramsay. , London:. Swan Sonnenschein & Co. LTD, 1898, pg 57) Foi porque eles se recusaram a ser dominados por pessoas de fora que eles tanto lutaram por sua liberdade. Júlio César liderou uma invasão romana da Grã-Bretanha, em 55 aC. Os romanos levaram mais de trinta anos para subjugar os Siluros” (Origins of English History por Charles Isaac Elton, London:. Bernard Quaritch, 1890, pg 138).

Curiosamente, em muitos livros e filmes feitos sobre o Rei Arthur, muito poucos mencionam que o rei Arthur era o rei de um grupo de pessoas negras. Na lenda do Rei Arthur, ele era o rei dos Siluros que deteve o avanço dos saxões por um tempo.

Outro grupo de negros nas antigas ilhas britânicas eram os Pictos. David MacRitchie chamou os pictos de “mouros” (ie negro), e, em seguida, afirma que estava claro de que os Siluros eram pictos. (Ancient and Modern Britons: a Retrospect, Vol. 3 por David MacRitchie, Londres:.. Kegan Paul, Tench & Co., 1884, pg 187) Os pictos são reconhecidos como os primeiros habitantes da Escócia. Eles governaram a Escócia por mais de 500 anos. [*Nota da Tradução: os nomes antigos da Escócia são: Alba, Albion]. O termo Picto significa “pintados ou tatuados.” O termo foi usado pelos romanos para descrever habitantes no século II dC. A primeira aparição documentada do termo estava em uma obra de Eumenius em 297 AD. Eles eram os habitantes das terras altas da Escócia, que viveram no norte e no leste da Escócia entre 200 e 850 dC. Joseph Ritson foi bastante específico sobre a sua descrição desses highlanders:

“Os Highlanders [*Nota da Tradução: Montanheses] são geralmente diminutos [*Nota da Tradução: pequeninos, baixos], com tez marrom, e quase sempre com cabelo preto encaracolado e olhos escuros.” (Annals of Caledonian, Picts, and Scots por Joseph Ritson, Vol. II, Edinburgh:. Ward D. Laing, 1828, nota de rodapé pp 7, 27)

Os Siluros e os Pictos são apenas alguns exemplos da presença antiga de negros nas ilhas britânicas. Há evidências de que os egípcios e fenícios navegavam e mineravam por lá. Os mouros avançaram por toda a Itália e Espanha e atingiram até as Ilhas Britânicas.

Há alguns que negam a presença antiga de negros nas ilhas britânicas, mas a negação se torna um símbolo da ignorância quando comparados com as provas. [* Nota da Tradução: embora hajam outras descrições quanto aos Pictos e Caledônios, em específico, não existe dúvida nem de que os Siluros fossem de cor escura, nem de que existam Norte Africanos e Africanos Orientais como ancestrais desses Celtas e de outros mais, pois os haplogrupos E1b1b e T já foram arqueologicamente mapeados]