Archive for the Cultura e História Category

Druidismo/ Neodruidismo/ Wicca: Paraísos Celtas

Posted in Acervo Literário, Celtismo, Cultura e História on 09/07/2017 by Gustavo Augusto Bardo

Paraísos Celtas

Os paraísos celtas ou Outro Mundo da mitologia celta é o reino dos mortos, o lar das divindades ou a fortaleza de outros espíritos e entidades tais como os Sídhe. Os contos e o folclore o descrevem como existindo além do mar ocidental, subterrâneo (como nas colinotas Sídhe) ou ao lado do mundo dos vivos, mas invisível para a maioria dos humanos.

 

Abred

Abred est un des plans de l’existence développé par le néodruidisme. Il représente le « monde des épreuves », soit le niveau des incarnations1,2.
Les autres plans sont : KeugantAnnwvyn (parfois Annwn) et Gwenved.
Cythraul est pour certains3 le non monde ou le néant mais pour d’autres2 une figure symbolique du non-être attaché à Annwvyn.

Abred é um dos planos de existência desenvolvidos pela neodruidismo. São os “acontecimentos mundiais”, o nível de encarnações.
Outros planos são: Keugant, Annwvyn (às vezes Annwn) e Gwenved.
Cythraul é certamente o mundo ou não nada mas outros uma figura simbólica de não estar ligado a Annwvyn.

——————————————————-

Ablach ou Avalon

Avalon (provavelmente do celta abal: maçã) é uma ilha lendária da lenda arturiana, famosa por suas belas maçãs. Ele aparece pela primeira vez Historia Regum Britanniae (“A História dos Reis da Bretanha”) de Geoffrey of Monmouth como o lugar onde a espada do Rei Arthur, a Excalibur foi forjada e posteriormente para onde Arthur é levado para se recuperar dos ferimentos após a Batalha de Camlann. Como uma “Ilha dos Bem-aventurados” Avalon tem paralelo em outros lugares na mitologia indo-europeia, em particular a Tír na nÓg irlandesa e a Hespérides grega, também conhecidas por suas maçãs. Avalon foi associada há muito tempo com seres imortais, como Morgana Le Fay.

Na lenda arturiana, Avalon era uma ilha lendária encantada onde “Excalibur”, a espada do Rei Artur, tinha sido forjada e para onde o próprio rei tinha voltado vitorioso depois da sua última batalha para ser curado de um ferimento mortal.

Em algumas versões, Avalon é regida por Morgana, uma sacerdotisa da antiga religião rodeada de nove donzelas sacerdotisas responsáveis pela cura de Artur, deitado numa cama de ouro. Numa outra versão ela é descrita como sua meia irmã.

Em uma outra versão, o Rei Arthur é ferido em combate, e então levado pela Dama do Lago a uma Avalon mística do além, paralela ao mundo real, onde Artur permanece retirado desse mundo, tornando-se para sempre imortal.

Em algumas versões da lenda, ele não resiste à viagem e morre, tendo sido enterrado então em Avalon; em outra versão, ele estaria só dormindo, esperando para voltar num futuro próximo, pois, a ilha seria um refúgio de espíritos, a qual permitiria a ele permanecer vivo por meio das artes mágicas.

Na ficção histórica As Crônicas de Artur de Bernard Cornwell, parte da trilogia sobre a saga arturiana, o autor dá um outro nome a Avalon, Ynys Wyndryn, porém ele mesmo também cita Ynys Mon em sua narrativa de ficção histórica, mascarando a verdade da ficção que mistura pesquisa histórica e lenda.

Ynys Wydryn (Ilha do Vidro), ou Avalon, era em termos lendários o local onde vivia Merlin juntamente com Viviane, que era grã-sacerdotisa e tia de Arthur (que nunca chega a ser rei), onde era possível utilizar a magia, ou seja, o poder divino dos deuses antigos.

Avalon, Ynys Wydryn ou Ynys Mon era um lugar de conhecimento sobre os deuses pagãos antigos onde os druidas passavam o conhecimento antigo de geração em geração. Era o lugar onde se aprendia o conhecimento da religião antiga o druidismo, sendo Merlin o senhor de Avalon ou Ynys Wydryn, que construíra Tor, uma torre onde vivia e guardava todos os seus memoráveis e quem sabe mágicos tesouros.

A Senhora do Lago é designada como autoridade máxima da ilha, e Artur era filho do rei Uther Pendragon, que no passado, era seguidor da crença da Deusa, como também a mãe de Artur, Igraine. Arthur faz um pacto de reacender a crença da Senhora do Lago para que com o passar do tempo ela não se apagasse.

No fim de tudo, Ynys Wydryn ganha um papel importante, pois quando Artur foi ferido mortalmente em batalha pelo filho do seu irmão, que era o Rei de Dumnonia, após a morte de Uther, Mordred, ele teria sido supostamente levado de barco à ilha por sua meia irmã Morgana ao Lago, para onde através dos poderes que a Deusa havia lhe dado ela poderia retornar.

No caminho, ela foi recusada por ter desprezado a Deusa e o único jeito de retornarem à Avalon foi Artur devolver a Excalibur ao Lago, onde habitava a Deusa. Sua sepultura foi feita em Avalon, na terra de Merlin, Ynys Wydryn, juntamente com o corpo de sua amada Guinevere.

Em torno de 1190 Avalon tornou-se associado com Glastonbury, quando monges da Abadia de Glastonbury alegaram ter descoberto os ossos de Artur e sua rainha. É no trabalho de Giraldus Cambrensis que encontra-se a primeira conexão:

“ O que agora é conhecido como Glastonbury foi, em tempos antigos, chamado de Ilha de Avalon. É praticamente uma ilha, pois é completamente cercada por pântanos. Em galês, é chamada de “Ynys Afallach”, o que significa Ilha das Maçãs uma vez que esta fruta cresceu em grande abundância. Após a batalha de Camlann, uma nobre chamada Morgana, mais tarde, a governante e padroeira da região e com uma estreita relação de sangue com o Rei Arthur, o levou para a ilha, agora conhecida como Glastonbury, a fim de que seus ferimentos pudessem ser cuidados. Anos atrás, a região também tinha sido chamada de “Ynys Gutrin” em galês, que significa a Ilha de Vidro, e destas palavras, os saxões invasores depois inventaram o nome do local “Glastingebury”.

——————————————————-

Annwn

Annwn ou Annwfn ou Annwvyn (Annwvn em Galês Médio, por vezes erroneamente grafado Annwyn, Annwyfn ou Annwfyn; Cŵn Annwn) era o Outro Mundo, a terra das almas que partiram deste mundo na mitologia galesa. Governado por Arawn, ou muito posteriormente, por Gwynn ap Nudd, era basicamente um mundo de delícias e eterna juventude, onde não existem doenças e há sempre fartura de comida. É dito que Annwn está localizado tão a oeste que nem mesmo Manawydan fab Llŷr o encontrou, e que lá somente se pode chegar morrendo. Mas, também foi dito que Annwn pode admitir pessoas ainda vivas, desde que elas encontrem a sua porta.

——————————————————-

Gwenved ou Gwenwed

Cercle de la félicité et de la plénitude, il est le dépassement du cycle des incarnations symbolisé par Abred, seuls les hommes sages peuvent parvenir au monde blanc2.
Dans la croix celtique, ce cercle est le plus petit (diamètre 9), au centre de la croix.

Círculo de felicidade e plenitude, é a superação das encarnações simbolizados por ciclo Abred só os sábios podem alcançar o mundo branco.
Em cruz celta, este círculo é a menor (diâmetro 9) no centro da cruz.

——————————————————-

Keugant

Selon les Triades de l’Ile de Bretagne, le cercle de Keugant (ou Ceugant) ou encore Cercle Vide1 est celui de l’Incréé. Dans ce cercle, seul le Créateur peut résider. Appliqué à la géométrie de la croix celtique, Keugant est le Cercle extérieur, mais la phrase doit être modifiée pour obtenir2

« Keugant, EN DEHORS duquel nul sauf l’Incréé ne saurait résider. »

En effet, les autres cercles sont inclus dans celui de Keugant qui représente alors celui de la Création.

De acordo com as Tríades da Ilha da Grã-Bretanha, o círculo de Keugant (ou Ceugant) ou um círculo vazio representa o não-criado. No círculo, apenas o criador pode residir. Aplicado à geometria da cruz celta, Keugant é o círculo exterior, mas o período deve ser modificado para se obter 2

“FORA Keugant que ninguém, exceto o incriado não podem residir. ”
De fato, os outros círculos são incluídos em um dos Keugant que representa então que da Criação.

——————————————————-
Mag Mell

Mag Mell (“planura da alegria”) na mitologia irlandesa é um reino mítico onde só se podia chegar através da morte e/ou glória[1] (ver também Tír na nÓg e Ablach). Diferentemente do mundo inferior de algumas mitologias, Mag Mell era um recanto paradisíaco, identificado ou como uma ilha a oeste da Irlanda ou como um reino sob o oceano.[1] Em sua versão insular, foi visitada por vários heróis e monges irlandeses, formando a base do Mito da Aventura ou “echtrae”, conforme definido por Myles Dillon em seu livro Early Irish Literature. Este “Outro Mundo” é um lugar onde doença e morte não existem, é um lugar de eterna juventude. Lá, a felicidade dura para sempre e não se precisa comer ou beber. É o equivalente céltico dos Campos Elísios grego ou do Valhalla nórdico.

——————————————————-
Sídhe

A região do lago Bassenthwaite em Cúmbria: um sítio reputado como sendo habitado pelos sídhe.
Sídhe, sìth ou sidh é uma palavra irlandesa e escocesa que se referia inicialmente a colinotas ou montes de terra, os quais se imaginava como o lar de um povo sobrenatural vinculado às fadas e elfos de outras tradições, e posteriormente, a estes próprios habitantes. Dos Sídhe acreditava-se serem os ancestrais, os espíritos da natureza ou as próprias divindades.

Posteriormente, muitos passaram a encarar os Sídhe como uma versão literária dos Tuatha Dé Danann (os deuses e heróis divinizados da mitologia irlandesa). Na crença e prática popular, os Sídhe são freqüentemente reverenciados com oferendas e toma-se cuidado para que eles não fiquem irados. Deles usualmente se fala através de eufemismos como “Os Bons Vizinhos”, “O Povo das Fadas”, “Os Nobres” ou simplesmente, “O Povo”, na esperança de que se os humanos os considerarem gentis, provavelmente eles assim o serão. Nesta acepção, os nomes mais comuns para eles são Aes Sídhe, Daoine Sídhe e Duine Sìth, os quais significam, literalmente, “Povo de Paz”.

Banshee ou bean sídhe, significa simplesmente “mulher dos Sídhe”. Todavia, a expressão passou a indicar especificamente as mulheres sobrenaturais da Irlanda que anunciam uma morte iminente com seus gritos e lamentos. Sua contraparte na mitologia escocesa é a Bean Nighe – a lavadeira que é vista lavando as vestes ou a armadura ensanguentada da pessoa fadada a morrer. Outros nomes comuns são “Leanan sídhe” – a “fada amante”; o Cait Sidhe – um gato encantado e o Cu Sith – cão encantado. Os “sluagh sídhe – “a hoste das fadas” – são algumas vezes representados no folclore irlandês e escocês como espíritos que se movem pelo ar como bandos de pássaros. São de natureza desagradável e talvez representem os mortos amaldiçoados, maléficos ou sem descanso.

Sídhe são por vezes vistos como ferozes guardiães de suas moradas – sejam elas uma colina encantada, um círculo das fadas, uma árvore especial (freqüentemente um pilriteiro), ou talvez um loch em particular ou uma floresta. O Outro Mundo celta é visto como estando próximo do momento do crepúsculo e da aurora, por isso é visto como um momento especial para os Sídhe, bem como para festivais como o Samhain e do Midsummer. Os Sídhe são geralmente descritos como estonteantemente belos, embora possam também ser terríveis e asquerosos.

Algumas fontes descrevem os Sídhe como remanescentes dos Tuatha Dé Danann (“povo da deusa Danu”), que abandonaram a Irlanda para viver no Outro Mundo depois de terem sido derrotados pelos Milesianos. De acordo com o Lebor Gabála Érenn (O Livro das Invasões), os Tuatha Dé Danann (também “Daoine Sídhe”), foram derrotados em batalha pelos Filhos de Míl Espáine, meros mortais. Como parte dos termos de rendição, os Tuatha Dé Danann concordaram em residir no subsolo, em síde (singular síd), as colinotas ou montes que pontilham a paisagem irlandesa. A cada líder de uma das tribos dos Tuatha De Danaan, foi dado um monte. Posteriormente, devido a corrupção do significado, tanto os montes quanto as entidades sobrenaturais se tornaram conhecidas pela mesma palavra: síd; com a mudança da língua através dos tempos, tornou-se sídhe, sìth e sí.
——————————————————-
Tír na nÓg

Tír na nÓg, chamada em inglês de Land of Eternal Youth (“Terra da Eterna Juventude”) ou Land of the Ever-Young (“Terra dos Sempre Jovens”), é o mais popular dos Outros Mundos da mitologia irlandesa, talvez mais conhecido pelo mito de Oisín e Niamh do Cabelo Dourado. Foi onde os Tuatha Dé Danann ou sídhe se fixaram depois de abandonar a superfície da Irlanda, e foi visitado por alguns dos maiores heróis irlandeses. Tír na nÓg é similar a outras terras míticas irlandeses tais como Mag Mell e Ablach.

 

Fonte:

Wikipédia.

Algumas Referências de Literatura Celta

Posted in Acervo Literário, Bibliografia on 06/07/2017 by Gustavo Augusto Bardo

História do Druidismo do Paleolítico à Idade Antiga:

– Vestígios Arqueológicos: efígies, dómens e menires escritos em alfabetos arcaicos Celtas, caso da escrita Picta (Proto-Celta) ou em Ogham, no caso das Irlandas.

Resquícios Medievais de Druidismo e sobre a História e Folclore de Povos Celtas, ou os movimentos de Ressurgir Irlandeses, ALGUNS EXEMPLOS:

– “Ulster Cycle” (Ciclo de Ulster). Século VII D.C;
– Togail Bruidne Dá Derga (The Destruction of Da Derga’s Hostel), pertence ao Ciclo de Uslter;
– Táin Bó Cúailnge (em português: O ataque ao gado de Cooley). Século VII;
– Nennius. “Historia Brittonum” ou “History of the Britons”. Datada entre os século VII e IX) e gerando literatura folclórica Druídica entre os séculos XI e XVII;
– Immram Brain (maic Febail) (The Voyage of Bran (son of Febail)), a Viagem de Bran. Século VII a VIII. Pode ter influenciado a Viagem de São Brandão, posterior;
– “Livro de Taliesin” (datado entre os século X e XIV);
– “Mabinogion” (hoje datado entre 1060 e 1200);
– Culhwch e Olwen (em galês Culhwch ac Olwen, em inglês Culhwch and Olwen. 1110. O conto está redatado em galês médio e sobrevive em duas cópias muito parecidas presentes nas duas coleções mais importantes de literatura medieval galesa, o Livro Branco de Rhydderch (c.1350) e o Livro Vermelho de Hergest (1375-1425). Apesar da data relativamente tardia destes manuscritos, análises linguísticas dos textos indicam que o conto original pode ter sido escrito por volta de 1100;
– “Leabhar Gabhála na hÉireann” (Livro das Invasões da Irlanda, recopilado por monges no Século XII);
– Acallam na Senórach (Irlandês Contemporâneo: Agallamh na Seanórach, em inglês The Colloquy of the Ancients, Tales of the Elders, etc. ), Século XII.
– Book of Leinster (Lebor Laignech). 1160;
– “Trioedd Ynys Prydein” (As Tríades Galesas”, datado do Século XIII);
– The Book of Ballymote (Irlandês: Leabhar Bhaile an Mhót), 1390 ou 1391, próximo da aldeia de Ballymote, agora em County Sligo, então na “tuath” (tribo, povoado) de Corann;
– Great Book of Lecan (Grande Livro de Lecan). Entre 1397 e 1418, Castle Forbes, Lecan (Lackan, Leckan; Irlandês: Leacan) território de Tír Fhíacrach, próximo àatual Enniscrone, County Sligo;
– Anais dos Quatro Mestres (Annala Rioghachta Éireann): Abarca o período que vai do Dilúvio – localizado no ano 2242 a.C. – até 1616 d.C. É uma recompilação de anais escritos anteriormente, com a adição de alguns textos originais, feita em 1632-1636, no mosteiro franciscano do condado de Donegal, na Irlanda. O autor principal da obra foi Mícheál Ó Cléirigh, assistido por Peregrine O’Clery, Fergus O’Mulconry e Peregrine O’Duignan, entre outros. Existem várias cópias dos manuscrito, conservadas no Trinity College, na Real Academia de Irlanda e no University College Dublin. A tradução mais conhecida para inglês foi feita pelo historiador irlandês John O’Donovan, no séc. XIX.
– Foras Feasa ar Éirinn – literally “Foundation of Knowledge on Ireland”, mais antigo livro conhecido até então sobrea História da Irlanda, narra do Século V até ao século XII. A versão de Geoffrey Keating foi completada em 1634;

Folcloristas:

  • Eochaidh Ua Floinn (936–1004) from Armagh – Poems 30, 41, 53, 65, 98, 109, 111
  • Flann Mainistrech mac Echthigrin (morreu em 1056), leitor e historiador do Monasterboice Abbey – Poems ?42, 56, 67, ?82
  • Tanaide (morte por voltade 1075) – Poems 47, 54, 86
  • Gilla Cómáin mac Gilla Samthainde (fl. 1072) – Poems 13, 96, 115

Anais Irlandeses

– Os Anais de Ulster são crónicas da história medieval da Irlanda.Século V ao XVI. Essas crónicas apresentam dados referentes ao período compreendido entre 431 e 1540. Sabe-se que as crónicas até 1489, foram compiladas já no século XV pelo amanuense Ruaidhri Ó Luinín;
Cópias manuscritas dos anais existentes incluem as seguintes:

– OUTROS ANAIS HISTÓRICOS IRLANDESES:
Anais de Boyle
Anais de Clonmacnoise
Anais de Connacht
Anais dos Quatro Mestres
Anais de Inisfallen
Anais de Loch Cé
Anais de Monte Fernandi, ou Anais de Multyfarnham
Anais de Roscrea
Chronicon Scotorum
Anais de Tigernach
Os Anais da Irlanda pelo frei John Clyn
Anais de Dudley Loftus
Os Breve Anais de Donegal
Leabhar Oiris
Anais de Nenagh
Livro de Mac Carthaigh
Cogad Gáedel re Gallaib (grande parte)
Anais Fragmentários da Irlanda (partes)
Anais de Dublin de Inisfallen
Os Anais da Irlanda por Thady Dowling
Breve Anais de Tirconaill
Breve Anais de Leinster
Annales Hibernie ab anno Christi 1162 usque ad annum 1370, ou Anais de Pembridge
Annales Hiberniae, ou Anais de Grace
Memoranda Gadelica
Annla Gearra as Proibhinse Ard Macha
Um Fragmento dos Anais irlandeses

Outros que contêm material analístico são:

Leabhar Bhaile an Mhóta
Lebor Glinne Dá Loch
Lebor Leacáin
Leabhar Uí Dhubhagáin
Caithréim Chellacháin Chaisil
Leabhar na nGenealach

Entre os anais que existiram mais foram perdidos estão:

Anais da Ilha dos Santos
Anais de Maolconary
Livro de Cuanu
Livro de Dub-da-leithe
Livro dos Monges
Leabhar Airis Cloinne Fir Bhisigh
Leabhar Airisen
Leabhar Airisen Ghiolla Iosa Mhec Fhirbhisigh
Sincronismos de Flann Mainstreach
Crônica da Irlanda

Século XIX em diante:

– CRANE, T. F. ANCIENT CUKES, CHAKMS, AND USAGES OF IEELAND. 1890.
– HULL, Eleanor. Pagar Ireland. 1908.
– SQUIRE, Charles. CELTIC MYTH AND LEGEND (Mitos e lendas Celtas). 1910. (recomenda-se a edição prefaciada pela especialista Sirona Knight).
– TREGARTHEN, Enys. North Cornwall Fairies and Legends. 1906.

Entre muitos outros estudos e livros redescobertos.

 

 

Calendário Roda do Ano : Versão Didática!

Posted in Celtismo, Fratria, Imprensa, Lei Comum on 26/03/2017 by Briogáledon

Nossa nova edição do calendário adotado em Briogáledon.

 

CLIQUE PARA AMPLIAR

ou baixe aqui: Calendário Roda do Ano – Briogáledon

Ebooks: Celtas Ibéricos

Posted in Acervo Literário, Bibliografia, Cultura e História, Fratria on 17/05/2016 by Gustavo Augusto Bardo

Bibliografia de Interesse Identitário:

PDF

 

 

 

Boletins Informativos do Território Iberkéltia (2011)

 

Ancient Warriors – The Highlanders

Posted in Filmografia on 09/09/2015 by Briogáledon

Sobre diversos povos habitantes de Montanhas.

Idioma: Inglês

Legendas: Inglês (CC)

Ancient Mysteries: Naked Warriors Of Europe

Posted in Etnias Celtas e Íberas, Filmografia on 09/09/2015 by Briogáledon

 

Idioma: Inglês

Legendas: NÃO

Ancients Warriors: Celts

Posted in Etnias Celtas e Íberas, Filmografia on 09/09/2015 by Briogáledon

 

Idioma: Inglês

Legendas: Inglês (CC)

Que em 2015 todos sejamos a VOZ DA LIBERDADE!

Posted in Fratria, Música on 31/12/2014 by Briogáledon

Ou acesse aqui

Que todos os Celtas se recordem, a cada dia, que NÓS SOMOS A VOZ DA LIBERDADE!

Que cada um de nós, lute, a cada dia, para ter seu direito de se expressar e de sentir, respeitado.

Que preservemos ainda mais a liberdade dos seres livres, e lutemos com nossos sonhos, desejos, pensamentos, e trabalho, em prol da Natureza e dos Animais!

Que não fujamos da Batalha, mas saibamos o momento certo para cavalgar em direção aos inimigos!

Que lutemos com coragem, mas acima de tudo, com sabedoria!

Que recordemos que em situações muito piores que a nossa, nossos ancestrais fizeram feitos fabulosos!

Não deixemos que os outros nos oprimam, nos escravizem, nos controlem, sejamos íntegros e livres, pois mais vale a dignidade do que qualquer tesouro de troca!

Estejamos ao lado dos fracos e não dos fortes, pois o exercício da força é o exercício da tirania, e se curvar aos “Césares” é aceitar a servidão!

Sejamos fraternos com nossos amigos, tenhamos uma família de coração como uma imensa tribo! 

Ou acesse aqui.

Que nossas crianças sejam sadias e revelem brilhantes caminhos!

Que a sabedoria de nossos anciões e anciãs, seja a cada dia mais vívida!

Partilhemos nosso saber, façamos boas trocas com povos distantes, conheçamos novas terras, façamos cultivos produtivos, produzamos coisas maravilhosas, sejamos Celtas essa enorme diversidade de vozes livres!

E mesmo que o ano seja difícil, saibamos que Somos Guerreiras e Guerreiras e então, e não importa se vamos vencer ou perder, mas sim que vamos lutar com todas as nossas forças e com a magia mais fabulosa de toda a nossa alma livre!

Celtas e Íberos na Política: o Fine Gael

Posted in Celtismo, Cultura e História, Etnias Celtas e Íberas on 23/11/2014 by Briogáledon

Dando continuidade à seção, e de modo auxiliar a Celtas de língua portuguesa, começaremos a falar dos movimentos políticos Celtas e Íberos visando a prover uma introdução àqueles que buscam um caminho ideológico tipicamente ibero-céltico.

Este tópico não significa apoio formal a nenhum dos movimentos aqui apresentados.

fine

Outro partido político Irlandês de identidade Celta, ao adotar nome em idioma Celta Gaélico, o Fine Gael possui posturas mais interacionistas que o Sinn Féin, do qual já falamos. De linha porém também unionista da Irlanda do Norte à República da Irlanda, o Fine Gael cujo nome significa tribo (ou família) dos Irlandeses, é um partido de ideologia social-democrata, que lista entre seus valores fundamentais:

  • a igualdade de oportunidades;
  • a retidão fiscal;
  • a livre iniciativa e a livre remuneração;
  • os direitos e responsabilidades individuais

Apresentação do Fine Gael em inglês.

É fortemente a favor da União Europeia e contrário a insurreições violentas. A Ala jovem do partido, Jovem Fine Gael, foi criada em 1977. Fine Gael é um membro fundador do Partido Popular Europeu e membro da Internacional Democrata Centrista.

Para saber mais:

 

Artigo Traduzido: Crepúsculo dos Celtas (Twilight of the Celts)

Posted in Celtismo, Cultura e História, Etnias Celtas e Íberas, Idiomas, Lingüística Histórica on 10/11/2014 by Briogáledon

Nota da Tradução: Este artigo não necessariamente expressa a opinião de Briogáledon ou da tradutora, mas o mesmo foi traduzido e é aqui divulgado para conhecimento de leitores e leitoras, e para difundir a percepção ampla de assuntos que se referem a Movimento Celta.

Crepúsculo dos Celtas

Em toda a Europa, as línguas celtas centenárias estão morrendo, enterradas sob uma forma linguística da globalização. Marcus Tanner relata uma tragédia cultural.

Na aldeia de St Anne la Palud na Bretanha ocidental, eu segui os santos celtas quando desceram para o mar na festa religiosa anual que é chamada por “Grande Perdão”. Uma missão para descobrir o que restava de culturas celtas da Europa me trouxe a este que é um dos mais tradicionais dos festivais de folclore bretão, e eu fiz uma nota dos nomes dos santos locais bordados nos estandartes brilhantes, vermelhos e verdes, içados por resolutos bretões em vestimentas tradicionais. Lá estavam eles, St Samson, St Meryadoc, St Pol e uma série de outros homens e mulheres galeses ou irlandeses, que trouxeram a fé e a cultura celta a esta terra a cerca de 1500 anos atrás

Sua memória é um testemunho dos laços enfraquecidos que ligam todas estas terras juntas. Então, é a linguagem. Como os peregrinos rebateram um cântico em Breton. “Intron Santez Anna“, “Lady Anne, salve o seu povo bretão em terra e mar”, ocorreu-me como estrangeiro deve ter soado aos ouvidos franceses, e quanto mais familiar a qualquer pessoa com um conhecimento de Galês, digamos, pois as duas são línguas irmãs. Elas são parte da família de línguas celtas que se estende de Bretanha,através da Cornualha e País de Gales,atéà Irlanda e à Escócia. Mas a quantia que pode desfrutar essa conexão fica menor a cada ano que passa, pois, como eu encontrei na minha viagem, as línguas celtas – e grande parte das culturas que cresceram a partir delas – estão em seus estertores. Dentro de uma geração terão praticamente morrido como línguas comunitárias, exceto em algumas partes do País de Gales e um punhado de ilhas ao largo da Escócia e Irlanda. Elas irão viver, Mark Masson, um ativista Bretão em Finisterra, me disse, como “línguas de sociedades, como uma linguagem de internet, uma comunidade de interesse– quase como ser alegre (*)“.

A Bretanha apresenta um exemplo extremo de colapso cultural celta até à década de 1940.O Bretão permaneceu a língua materna de uma nação, a oeste da linha norte-sul em estabelecida próxima de Vannes até St Brieuc. Apoiados pela Igreja Católica, e considerados como a resistência dos bretões ao ateísmo francês, este posto celta continental resistiu por séculos de ataques franceses. Já não, não mais. Os milhões de falantes Bretão da década de 1920, eram600 mil na década de 1960, e são apenas cerca de 260 mil hoje, de acordo com pesquisa do próprio governo. Como a maioria tem mais de 60 anos, uma identidade distinta do Bretão agora enfrenta a extinção. Como um jornalista de televisão Bretã, Ronan Hirrien, um dos poucos falantes mais jovens, disse-me, foi uma cultura de auto-ódio inculcada pelo francês dominante que finalmente conseguiu induzir o suicídio cultural. “Depois da guerra, todo mundo fez a mudança para o francês,” M. Hirrien me disse. “Francês era o caminho para a modernidade e uma vida melhor, e as escolas ministravam em francês e ministravam sobre a França.”

Era cada vez mais difícil, M. Hirrien acrescentou, de se encontrar pessoas capazes de participar de programas de televisão em língua Bretã. “Cada vez mais está se tornando como um clube”, disse ele, ecoando as palavras de M. Masson.

Ele não sentiu raiva, apenas tristeza. “Estamos perdendo uma linguagem que tivemos por 15 séculos. Já, as crianças não têm ideia de como os seus avós viveram. Elas têm uma nova cultura.”

Como eu encontrei na Irlanda, Escócia, País de Gales, na Ilha de Man, na Nova Escócia e e na parte galesa da Patagônia o caráter solene e bastante horrível dessa tragédia cultural é mascarado pelo obsessiva conversa estridente de um renascimento celta. O debate sobre o futuro dessas culturas parece ter sido apropriado por pequenos grupos de revivalistas auto-conscientes que são geralmente pessoas de fora, muitas vezes imigrantes ingleses, e cuja militância tem a qualidade um pouco cega de um certo tipo de entusiasmo religioso.

Assim, a queda real, selvagem da cultura nativa é simplesmente negada. Ela também é disfarçada pela quase onipresente, por vezes, imbecil, o uso da palavra “Celta” e “Céltico” para quase todos os departamentos da vida, que por sua vez faz com que muitos visitantes a estas terras acreditem que deve haver algum tipo de avivamento acontecendo.A Bretanha tem bares de som psicodélico com nomes desconfigurados como “O’Keltia”, torneios esportivos chamados “Celti-ping” (sim, é o nome de um torneio de tênis de mesa), fileiras de livros sobre santos celtas e os seus poderes “cura” ou sobre os poderes de ervas “celtas” e outras receitas, além de pilhas de CDs de música “celta” – em grande parte da Irlanda, e muito do que poderia ser uma espécie de “Muzak” Celta composta de uma parte de violino, e duas peças de balada triste, cantada em voz alta lamentosa e em Inglês.

Mas enquanto o celticismo como um exercício de marketing nunca foi tão forte, a cultura e as línguas no núcleo continuam em silêncio a murchar a distância. Em todos os lugares, eu encontrei a cultura anglófona (ou francófona) da cidade que continua a absorver e subjugara Bretã, irlandesa do campo, empurrando a cultura mais velha, mais fraca,mais e mais ao norte ou oeste de língua gaélica, até que ela tem apenas a falésia e o mar a como quedas a sua frente. A tendência parece inexorável e unidirecional. Ilhas escocesas, como Skye, que estavam firmemente falando Gaélico a algumas décadas atrás, são esmagadoramente falantes de língua Inglesa agora, deixando apenas as Hébridas Exteriores para o Gaélico.

O que é deprimente sobre a morte dessas culturas celtas é que não se parece importar muito se o governo é amigável ou não. Na França, a tradição jacobina da centralização é francamente hostil a todos os rivais culturais, mas, mesmo na Irlanda, oito décadas de independência não respiram muita vida no que parece ser um cadáver. Mesmo sob um líder, como Eamon De Valera, que desprezava o Inglês e promoveu o irlandês, a anglicização prosseguiu incansavelmente, muitas vezes através do cinema. Hoje em dia, mesmo vendo todos os programas inovadores e de auto-consciência para a juventude de Connemara, a estação de televisão baseada em língua Irlandesa, TG4, o inglês continua a infiltrar-se no último bastião da Gaeltacht, a área principalmente da costa oeste da Irlanda, que foi designada como uma zona de língua irlandesa.

Um funcionário do Udaras na Gaeltachta, a divisão de desenvolvimento do Gaeltacht, me disse francamente que pensou que não mais do que 50 por cento da população local agora cotidianamente venha usando o irlandês em casa – bem abaixo nas estatísticas de apenas algumas décadas atrás. Todos os anos a expansão, cada vez mais internacional, da cidade de Galway invade ainda mais a fronteira do Gaeltacht, transformando as aldeias fronteiriças em cidades subúrbios dormitórios.

O funcionário do Udaras não estava exagerando. Quando eu fui a um pub no fundo do coração do Gaeltacht, perto da casa do velho ícone nacionalista Padraig Pearse (um fervoroso promotor da Irlanda), eu encontrei uma multidão adolescente de moradores gritando sem parar comentários em Inglês em um jogo esportivo ao vivo que era exibido em uma televisão no canto mais distante.

Parece haver poucas pessoas que podem fazer algo em relação a esta globalização cultural – esta conquista cultural constante através da tela da televisão. Um professor na Connemara, Gaeltacht, me disse que em apenas 20 anos, a linguagem de playgrounds de escolas primárias tinha deslocado em silêncio a partir do irlandês para Inglês, apesar de todas as classes estarem em irlandês. Um homem local, com dois filhos, me contou uma história similar. Enquanto seus filhos sempre falam irlandês com ele, ele disse: “assim que eu sair da sala, eu posso ouvi-los mudar para Inglês”. Na Irlanda, o Estado vai sempre apoiar o irlandês, mesmo se, como o Bretão, for cada vez mais uma língua de alunos urbanos com um vocabulário pobre.

A Nova Escócia oferece uma perspectiva muito mais chocante.Lá,uma forte comunidade de falantes de gaélicos Highlanders, que se instalaram lá na década de 1820, tem totalmente desintegrado; a linguagem no reduto gaélico de Cape Breton Island deixou de ser a língua principal das comunidade antes de 1918 para ser a língua de um punhado de octogenários. Lá, o gaélico foi moído em pedaços por guerras de linguagem amargas da costa leste do Canadá, colocando a língua francesa contra o Inglês, não deixando espaço para quaisquer outros. Curiosamente, mesmo as línguas nativas americanas por longo tempo esmagadas, estão se saindo melhor.

No entanto, a maioria das pessoas no Cape Breton diz que um renascimento celta está em pleno andamento. Eles apontam para o “Celtic Colours” um festival anual de música, os dias de “Celtic Taster”, a reconstruída “Highland Village”, e o “Great Hall of the Clans”, onde na loja ao lado, eu assisti turistas comprando seus kilts. O governo de Nova Escócia até mesmo reserva alguns meses para “Consciência Gaélica”.

Não tenho nada contra qualquer uma dessas coisas, especialmente a música, que é, certamente, crescente em festivais como o “Celtic Colours” como nunca antes. Mas eu achei estranho que nesse ativismo Celta auto-consciente, poucas pessoas parecem mesmo ter cronometrado o significado da morte da linguagem que sustenta tudo.

Como em tantas partes do mundo celta, há uma espécie de estado de negação. Leia a literatura para turistas em Cape Breton e você vai sair pensando que o gaélico vive feliz em partes nas mais remotas, assim como a indústria turística da Bretão é conivente em perpetuar a falsa noção de que nos cantos mais remotos da Bretanha, como no tempo de Gauguin, as mulheres continuam a usar os chapéus altos de renda e a conversarem em Bretão no cais, enquanto cortam o peixe fresco.

Mas, mesmo na aldeia Mabou, muito alardeada como uma espécie de centro cultural celta para a Nova Scotia, encontrei pouca evidência desta sobrevivência. Um professor de escola lá me disse que algumas crianças locais estavam aprendendo gaélico, mas admitiu também que eles nunca sequer aprenderam uma fração do vocabulário da velha geração, que estava morrendo rapidamente. A avalanche cultural Inglesa é relativamente recente em Cape Breton. Um homem local, Sandy Morrison, cuja entrevista em 1980, me deparei em uma biblioteca, recordou a sua surpresa ao ouvir o Inglês sendo usado pela primeira vez na igreja, em sua juventude. Ele escreveu:”Eu estava dizendo father (pai) quando chegamos em casa ‘O Senhor nunca vai entender! Como é que ele vai entender isso?'”

John Macdonald, entrevistado quase na mesma época, afirmou que agora não existe nenhuma esperança para o idioma antigo: “Ele só vai morrer e ir para o chão com as pessoas mortas. Isso é o fim de tudo, é isso.”

No momento em que cheguei a Nova Escócia,todas essas pessoas estavam mortas, e tudo que eu encontrei foram pessoas que se lembravam de outros, mais velhos, pessoas que falam gaélico, como Jim Macdonald. Quando eu perguntei se ele conhecia o idioma, ele apenas riu. “Posso dizer ciamar atha thu? – Como você está? – E é sóisso”, ele gargalhou. “Meus pais falavam gaélico entre si, mas para mim e meu irmão – nunca. Ambos se sentiram ridicularizados por seu mau Inglês e disseram que nunca iriam deixar isso aconteceria aos seus filhos.” (Eu pensei imediatamente em Ronan Hirrien que me disse que quando ele assumiu o Bretão, seu avô tinha ficado furioso, dizendo que a língua tinha trazido sua geração “nada além de dor”).

Nada pode parar a morte das línguas celtas como línguas da comunidade vivas? Eu acredito que não, exceto, talvez, no País de Gales, onde uma massa crítica de alto-falantes permanece em algumas partes, apesar de uma invasão de proprietários Inglês de segunda casa estar fazendo seu trabalho mortal, mesmo lá. Para o resto, eu não consigo ver um caminho. As pessoas que realmente habitam as peles dentro dessas línguas são, na maior parte antigas. Muitos são da crença de que suas línguas “irão para o chão com as pessoas mortas”, como John Macdonald disse certa vez.

Eram como três agricultores muito idosos que me deparei em um bar da vila na Bretanha, que conversavam em Bretão uns com os outros até que perceberam que eu, o estrangeiro, estava escutando. Imediatamente, eles mudaram para o francês, um me assegurando que “aimons Nous la Francaise aussi! – Nós amamos francês, também.” Eles não perceberam bem o quão triste eu achei a sua subserviência diante do altar da cultura francesa.

“O Último dos Celtas”, de Marcus Tanner é publicado pela Yale University Press, £ 20
COLUNAS NO MUNDO

País de Gales

1891: 910 mil falantes de uma população de 1,6 milhão

1921: 920 mil de 2.4m

1951: 714 mil de 2.4m

1971: 542 mil de 2.6m

Patagônia (País de Gales)

Não há números precisos, mas acredita-se que há cerca de 8.000 alto-falantes e em torno de Gaiman. A Assembléia galesa está incentivando um renascimento do galês e envio de professores para a área.

Bretanha(Bretão)

1886; 2m de 3m

1920: 1m de 3m

1960: 600.000 de 3m

2004: 268 mil de 2,9m (mais sobre 60)

Irlanda

1881: 924 mil de 5.1m

1926: 540.802 de 4.2m

1996: 71 mil fora de 3,9 milhões (números referem-se a alto-falantes regulares na República da Irlanda. Muitos mais reivindicam algum conhecimento da língua e também há muitos alunos na Irlanda do Norte..)

Cornualha

O Córnico morreu como língua falada no século 18. Algumas centenas de revivalistas afirmam falar isso agora.

Ilha de Man

Último falante nativo de Manx era Ned Maddrell, que morreu em 1971.Umas poucas centenas de alunos reviveram-lo.

Escócia

1881: 250.000 de 3.7m

1921: 150.000 de 4,8 m

1991: 65.958 fora de 5m

2004: 58 mil fora de 5m

Cape Breton (gaélico)

1880: 85.000 de 100.000

1920: 60.000 de 100.000

1961: 3700 de 100.000

2004: cerca de 500 dos 109 mil

Tradução Livre do artigo Original Twilight of the Celts: Throughout Europe, the centuries-old Celtic languages are dying out, buried beneath a linguistic form of globalisation. Marcus Tanner reports on a cultural tragedy.

* Trecho original: almost like being gay, na dúvida na tradução, optou-se pela tradução literal.