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Burocracia: a Invenção do Exército Romano

Posted in Derruba esta Roma! on 08/06/2014 by Briogáledon

Uma sociedade militarizada é uma sociedade estrategicamente planejada. O critério de planejamento das sociedades, de divisão setorizada do governo em ministérios, secretarias, subsecretarias, departamentos, subdepartamentos, e um sem número de fundações, institutos, centros e núcleos subalternos, criando uma colcha de retalhos de setores, é um conceito Romano Antigo.

Nenhuma civilização do mundo criou tantas divisões em suas fases já iniciais quanto o Império Romano. Se hoje temos de ir a mil e um lugares para resolver algo que em teoria deveria ser simples, devemos isso aos Romanos Antigos, pois ao militarizarem o governo, e fazerem da Política algo Estratégico, impuseram a essa todas as regras hierarquizantes e elitistas das tropas, mas ao colocarem isso num sistema público, aonde as pessoas não necessariamente tinham a disciplina nem a punibilidade marcial dos militares, também disseminou a Corrupção. E então, extremamente difícil pelas complicações políticas e extremamente corrupto, aonde o suborno e a propina eram agentes de facilitação e aceleração na estrutura planejada e extremamente hierarquizada da burocracia Romana Antiga, essa planificação chegou até nós hoje como as Estruturas Administrativas que nos Governam que no meio do caminho receberam algumas influências Clericais, outras Medievais diversas de Celtas em especial as estruturas conciliares como juntas e conselhos e não podemos esquecer que o Tynwald ou parlamento manês dos Celtas Manx é o mais velho do mundo em atividade contínua, alterações também vindas de holandeses, de alemães, de italianos, de franceses, de portugueses em especial quando da fundação de Portugal que foi o 1º Estado Nacional Europeu após o fim do Império Romano e tinha estruturas financeiras pré-bancárias bastante complexas, alterações vindas também de espanhóis em especial quando da União Ibérica e da imposição das Reformas Toledianas permissivas da detecção da corrupção pela participação certa do executivo, e também as influências democratizantes do Iluminismo Francês, e com certeza muitas dessas alterações propiciaram uma melhora das estruturas administrativas e sim uma redução da corrupção.

Mas não há como deixar de dar o mérito ao Império Romano pela burocracia atual e também pela proliferação pública da corrupção! É um fato histórico, e foi denunciado pelo próprio império Romano, criticado por seus próprios membros.

Quando a República da Irlanda se tornou independente começamos a assistir o fim do controle pelos lordes ingleses elitistas e a gradativa criação de conselhos, pois a sociedade Celta é uma sociedade de estrutura tribal e como a maioria dos povos tribais do mundo, é assentada em conselhos e não em autoridades unitárias hierarquizadas, e assim surgem escritórios autônomos e competentes na Irlanda que por si sós já são decisórios como o escritório que protege aos usuários de internet, ou o próprio Senado Irlandês que é multiplamente representativo de eleitores, deputados, reitorias universitárias e um sem número de outras instituições tradicionais, e portanto, é extremamente conciliar como eram as óenach celtas antigas, as assembleias abertas celtas.

E quando hoje temos estruturas extremamente elitistas, centralizadoras, hierarquizantes, e com múltiplas divisões, não é por ser mais eficiente pois quem criou essa estrutura, o Império Romano, sofreu um declínio, uma decadência, um monte de crises e guerras civis e entrou em colapso, acabou, portanto não foi a eficiência que as trouxe a nós e sim o fato da Igreja Medieval ter se apossado delas, e de elas terem sido replicadas pelos Reinos Medievais, ampliadas pelas Nações Mercantilistas, e dentro de propostas semelhantes imperialistas, invasivas, escravizantes e discriminatórias, transformadas em planejamento colonizatório e depois em meio globalizador de ideologias atendendo tanto aos capitalistas quanto aos socialistas, e assim, a burocracia é estratégia militar de controle e conquista e jamais um sistema de liberdades ou justiça social.

Vejamos mais disso nesse episódio satírico, mas crítico e socialmente bem posicionado, dos celtas Gauleses Asterix e Obelix que tentam resolver um problema na administração Romana Antiga e vejam se não é um tanto semelhante ao dia a dia de cada um de vocês.

Parte I

Parte II

 

E aí? VAMOS DERRUBAR ESSA ROMA?

É Hora de pegar o Caminho de Volta…

Posted in Derruba esta Roma! on 25/05/2014 by Briogáledon

Estruturas de Governos Fascistas criadas sobre estruturas de Reinos Coloniais Escravagistas criadas sobre Estruturas de Reinos Feudais Servilistas criadas sobre Estruturas de Impérios Invasores, Cruéis e Escravagistas…  Que tipo de Democracia se pode construir por sobre tantos erros sucessivos?

Não, não é hora de reformar, não é. Reformar é o quê? Alterar somente um pouco? Alterar o suficiente? O suficiente para o quê? Para manter quais direitos e deveres? Ou seriam privilégios? Reformar não é solução

Revolução então, mudar tudo. Mudar tudo pelo novo! O que é o novo? O novo é bom ou é mau? Não é possível saber pois se é novo, ainda não foi testado.

Então o que fazer?

Precisamos recordar quando tudo era melhor, quando não haviam tantos problemas, quando até parecíamos mais felizes, e precisamos ter a consciência de que é preciso voltar, voltar atrás sim, ao que se mostrava efetivo, à sociedade comunal, tribal, antes dos impérios, antes dos reinos, antes de todas essas falácias governamentais, antes da informação ser tática ao invés de sabedoria.

Precisamos voltar aos povos antigos, não para fazer tudo o que faziam, não para viver como viviam, pois vivemos no hoje e o tempo em si não volta atrás, mas estamos desenvolvendo essa sociedade interativa e com tanta interação, as mazelas e os desgovernos das estruturas hierarquizadas estão ficando cada vez mais aparentes, e essas estruturas, cada vez mais obsoletas. Queremos uma sociedade para todos? Precisamos buscar soluções em povos que tinham soluções para todos! Não será tentando coletivizar o que já surgiu restrito que o conseguiremos…

Voltemos aqui um momento apenas em pequenas reflexões sem o intuito de serem propostas nem ensaios…

E nos encontremos com nossos antepassados Celtas, Lígures, Ilírios, Íberos, Etruscos, povos pré-históricos europeus … nos reencontremos com os Amazigh ou Tuaregues, com Etíopes Amáricos, povos antigos Africanos, … nos reencontremos com esses e outros tantos milhares de povos antigos e vejamos como seriam algumas coisas do hoje se fossem deles…

Se o tratamento às mulheres, fosse Celta ou Ilírio elas teriam pleno direito a serem militares em polícias e Forças Armadas, poderiam governar sem nenhum empecilho e comandariam com exímia sabedoria a inúmeros combates, escolheriam livremente seus maridos, poderiam ser druidas entre Celtas uma espécie de erudito sábio, e um monte de outras coisas, pois eram livres para caminhar e lutar … e hoje é assim mas um dia ainda em tempos de avós ou bisavós não foi bem assim, mas entre esses povos antigos já era assim a mais de 25 séculos atrás … e se fosse Etrusco, ora as mulheres etruscas podiam ficar até desnudas em público que nenhum mal lhes acontecia, eram profundamente respeitadas em suas liberdades, além de serem extremamente bem educadas, dominando as artes, a música, a literatura e quando casadas com chefes, governavam ao lado de seus maridos em igual equilíbrio e força…

Por que essas coisas de Celtas, Ilírios e Etruscos mudaram? Mudaram porque um dia numa pequena terra chamada Lácio, veio esse povo outrora chamado “latino”, os “romanos antigos” que criou um Estado Republicano, e depois um Império, invadindo e escravizando, e então aqueles que sabiam lutar como Celtas e Ilírios começaram a luta, e os que eram povos mais de letras do que de armas, como os Etruscos, preferiram sucumbir ao domínio invasor, preferiram ver suas mulheres perderem suas liberdades, serem restritas pelos costumes machistas do império que surgia…

O Império Romano é a origem política dos Tribunos, hoje nossos deputados, e dos Senadores, que basicamente continuam quase o mesmo, e os Césares eram como presidentes eleitos por um parlamento. Escravos, mulheres, estrangeiros, que totalizavam quase a maioria da população, não podiam ser tribunos nem senadores, não podiam votar nem tinham suas opiniões ouvidas, a cidadania não lhes cobria integralmente, mas os escravos e os estrangeiros podiam ter alguns direitos se os conquistassem a serviço do Império mediante as tropas, às mulheres só restou serem vistas como objeto de prazer e recurso reprodutivo…

Esse é o “bonito” legado do Império Romano. E aí, quem você prefere como referência: os Celtas, Ilírios e Etruscos, povos com mais de 25 séculos de existência, e vínculos inclusive com povoados que existiam a mais de 10 mil anos já no Paleolítico, ou os Romanos Antigos com seu império hierarquizado e dominador?

Como seriam as assembleias se fossem de Celtas ou Tuaregues? Seriam com toda certeza populares! Não haveriam vereadores, deputados nem senadores, seriam 100% populares e de todo o povo, entre homens e mulheres, que fossem considerados, já na adolescência, adultos e responsáveis por suas opiniões. Seriam livres, sem partidos, sem facções, e no máximo você falaria por seu clã ou família. E seriam regidas pelas opiniões abertas, ditas com palavras para todos ouvirem, sem segredos, e as pessoas ali se tratariam com respeito e honra, tendo lealdade apenas com a verdade! Não se ganhariam recompensas, pagamentos nem nada, pois cada um ali reunido em conselho saberia que estava ali para ajudar na construção de uma decisão coletiva e se debateria ao máximo até se obter o máximo de consenso, mas não sendo possível, a parte vencida acataria como a mais sábia, a decisão predominante. E hoje, como são as assembleias? Há salários e outras remunerações? Há partidos? Menores de idade podem participar? Assim, se uma Celta tivesse uns 11 ou menos anos e já tivesse ganho sua pluma poderia opinar em um conselho mesmo sendo tão jovem, não para os Celtas porém, e assim, mais ou menos assim, começou a história de Boudicca uma das mulheres mais guerreiras de toda a história humana e a liderança Celta que mais resistência ofereceu contra o Império Romano. Que tipos de líderes as assembleias de vereadores, deputados, senadores tem produzido? Alguém que talvez fosse a campo de batalha se preciso fosse para lutar diretamente contra um hipotético invasor do país? Apenas a Liberdade produz Heróis…

E como seria a educação se ela fosse Etíope Amárica? Os etíopes amáricos foram um dos primeiros povos do mundo a criar um Estado assentado sobre uma educação difusora da escrita, sim um dos povos mais coletivamente letrados do mundo, ao contrário de seus vizinhos egípcios que tinham um império mais elitista, ainda que comparativamente, homens e mulheres, e até escravos, tivessem muito mais direitos entre os egípcios do que entre os gregos ou romanos antigos, por exemplo, e no entanto essa suposta democracia da qual se tanto fala é de origem grega numa cidade-estado fechada em si mesma em cuja sociedade não votavam nem escravos, nem estrangeiros nem mulheres e por outro lado no Egito Antigo, extremamente hierarquizado, no entanto, ainda havia, escravos que podiam ler e podiam até mesmo governar o Egito, caso de José do Egito, um personagem bíblico, e no entanto, a democracia é grega e romana e não egípcia, e muito menos, muito menos é etíope porque os etíopes amáricos antigos eram eruditos e dominavam conhecimentos antigos, tendo uma das populações mais sábias do mundo Antigo…

E hoje, como é a Educação Pública do nosso país? É democrática?

Este é só um pequeno ensaio para plantar algumas reflexões…

Para começarmos a pegar o Caminho de Volta…

* EMENDA GENÉTICA aos descendentes de ITALIANOS:

Você é descendente de ROMANOS? TEM CERTEZA?

italia nao eh roma

Sentimos informar aos que se julgam descendentes do escravocrata Império Romano, mas estudos genéticos atuais demonstram que apenas os haplogrupos G2 e J2 se referem aos Romanos Antigos antes de se misturarem por força do declínio de seu império, e portanto, menos de 25% da população atual da Itália descende desses Romanos Antigos, a maioria da população é de Celtas que hoje reúnem os haplogrupos R1B, I2a1, I2a2, E1b1b e T na maioria das etnias e povoados antigos. PAREM DE SE DIZER O QUE NÃO SÃO!

Suas identidades reais são outras…  e cultuar os erros do passado, não fará de nenhuma etnia mais bela…

Fontes:

Da Escravidão ao Sacrifício: aonde apertam os nossos Grilhões?

Posted in Derruba esta Roma! on 08/05/2014 by Briogáledon

 

A imagem a seguir é um entrave para conter e aprisionar escravos. Entraves como esse e outras variações foram amplamente usados durante a Escravidão Colonialista nas Américas e outras partes do mundo. Todo descendente de africanos ao ver essa imagem, a associará à triste vida de seus antepassados. Mas há uma diferença, ou uma semelhança, nessa imagem que precisa ser referida! Esse entrave em específico está exposto em Bibrate, no Museu da Civilização Céltica e data do Império Romano! Sim, nossos antepassados Celtas também foram escravizados e tratados do mesmo modo que os vossos, com todas as mesmas crueldades, incluindo a tortura e o estupro.

 

Entraves_esclave

A Wikipédia cita um trecho que africanos poderão ler e até pensar que se trata da escravidão negra, “Um escravo era um bem que era possuído, despojado de todo direito. O dono possuía o direito sobre a sua vida e a sua morte. O termo “manus” simbolizava o domínio do dono sobre o escravo, do mesmo modo que o domínio do marido sobre a sua esposa. A sua condição real era porém variável, segundo a proximidade do amo: os escravos agrícolas dos villae ou das minas eram muito mal-tratados; os escravos domésticos (ancillae) que viviam com a família eram mais favorecidos e muito com frequência libertos após um certo período. O status social de um homem era medido em função do número de escravos que possuía. (…) Toda criança nascida de mulher escrava tornava-se também escravo.” mas é da Escravidão no Império Romano que o trecho fala.

Cerca de mil anos separaram as duas escravidões, a de povos tribais diversos dentre os quais os guerreiros e rebeldes Celtas até à escravidão de Índios e Africanos, a Idade Antiga terminou e passou-se a Idade Média quase toda, chegando aos começos da Renascença ou Idade Moderna, e mesmo em alguns países já na Idade Contemporânea, em inícios do Século XX ainda existia o uso dos entraves, da tortura e do estupro para conter povos rebeldes, e hoje, embora os entraves tenham sido trocados pelas algemas de plástico, a tortura e o estupro ainda assombram variadas etnias mundo a fora.

Poderíamos pensar que a culpa é do ser humano cruel, mas países que se libertaram desses sistemas, também se libertaram de muitas dessas faces horrendas, como a República da Irlanda que vem desde sua independência nos anos 1920 e 1930 destruindo sistematicamente diversas estruturas administrativas agregadas às antigas bases das sociedades Romana e Medieval. O caso irlandês é muito peculiar e será tratado em artigo próprio.

Tanto os Celtas quanto os Íberos, e muitos outros povos milenares, quanto os índios e africanos não aceitaram a escravidão e lutaram contra ela até conseguirem ser livres. Nessa confrontação, surgiram sistemas moderados de escravidão, como a alforria ou manumissão que surge com os árabes, e foi um direito obtido acima de tudo por africanos escravizados, os Celtas não tiveram essa vantagem mas podiam comprar a cidadania Romana parcialmente em situações específicas, em particular se oferecessem algum risco presumido como serem líderes de tribos que continuassem lutando contra o Império em suas terras de origem, então isso colocava os escravos Celtas líderes em uma posição mais parecida à de reféns, mas igualmente passíveis do uso dos entraves quando estivessem na presença de líderes Romanos ou sendo transportados de um lugar a outro. Mas os Celtas sem posições de destaque eram humilhados, torturados, as mulheres eram estupradas, e apesar de tanta crueldade a sociedade romana antiga se tornou a base do direito civil de diversos países inclusive o Brasil.

As estruturas dessa escravidão estão bastante óbvias no modo servil com que o cidadão e a cidadã são tratados no Brasil ainda aos dias de hoje, sim estão! Pois tal como os escravos antigos, os servos medievais e os escravos coloniais, os cidadãos e cidadãs nascem desprovidos de direitos só podendo os evocar após a alforria da maioridade, e entre o nascimento e os 17 anos, e incluindo os mesmos, o cidadão ou cidadã não pode ser juridicamente entendido como responsável por si mesmo! Não decide seu destino, salvo alguns direitos recentes como votar aos 16 anos de idade ou optar ser menor-aprendiz aos 15, com um salário diga-se de passagem abaixo do mínimo estipulado, os brasileiros com menos de 18 anos não podem ser vistos como cidadãos e cidadãs em plenitude, do mesmo modo que a cidadania Romana não era dada nem mesmo aos povos vizinhos dos Latinos na própria Itália, e o aumento de direitos só veio com a iminência do declínio do Império e as ondas de invasões por tribos Germânicas diversas e pelos mongólicos Hunos. Você deve estar pensando aí, “oh é mesmo, eu só sou cidadão dos 18 para frente”, e é isso mesmo, mesmo que os políticos digam o contrário, administrativamente falando, alguém só é dono do próprio destino dos 18 anos em diante. Ou mais ou menos dono…

Sim, mais ou menos, assim como a alforria dos africanos não lhes permitia todos os direitos dos senhores brancos, e a compra de cidadania romana por um celta não lhe dava todos os direitos dos romanos nascidos do Lácio, também nós não temos todos os nossos direitos democráticos mesmo fazendo 18 anos, não temos. Vejamos o Art. 5º da Constituição Federal, comentemos para se esclarecer isso.

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

COMENTÁRIO: Então em teoria o cidadão e a cidadã são iguais entre si, livres, com direito a viverem, a serem protegidos e a terem seus próprios bens, é o que o preâmbulo do artigo parece dizer.

I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;

COMENTÁRIO: sim já era assim entre os Celtas a milhares de anos atrás, e os franceses como povo mestiço de germânicos, íberos, celtas e outros preservaram isso no seu Iluminismo Liberal e é uma parte bonita que foi amplamente factual nas sociedades de povos antigos como Celtas, Ilírios, Etruscos e outros mais, mas ainda aos dias de hoje a mulher luta pela garantia de seus direitos, que eram quase nulos entre Gregos Antigos e Romanos Antigos, e embora os Ilírios e Etruscos fossem quase vizinhos desses dois outros povos, os seus impérios acabaram disseminando e perpetuando a imagem de uma mulher submissa e sem direito a opinião, enquanto a mulher Ilíria, a mulher Celta e a mulher Etrusca já eram donas de si e extremamente guerreiras, sábias e autônomas mesmo em tempos anteriores aos Impérios Alexandrino e Romano.

II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

COMENTÁRIO: O que houve com a Liberdade do preâmbulo? E então os costumes e tradições deixaram de ter espaço em troca da legis romana, as leis filosóficas de gregos e romanos colocadas no papel e derivadas de deduções assentadas em uma sociedade que deixou de existir a mais de 1.500 anos atrás. Aristóteles, Sêneca, Platão, Sócrates, e outros tantos gregos ou romanos ainda são as bases filosóficas por detrás dessa legis e mesmo com todo o desenvolvimento filosófico Árabe medieval, ou Germânico renascentista, ou Russo-Eslavo e de outros tantos povos Contemporâneos, e uma importância científica muito maior de pessoas como Hume, Kant, Hegel, Leibniz, Bakunin, e por aí a fora, ainda se baseiam as legis nos gregos e romanos antigos, povos esses que viviam em sociedades escravagistas e pensavam de modo escravocrata. Então somente as legis ou as leis formais escritas baseadas em princípios filosóficos importam, que se danem as tradições milenares! E aqui talvez coubesse se implantar o Direito Relativista que europeus já vem aplicando, porque leram a fenomenologia Hegeliana e estão mais atentos ao século XIX e XX do que a mais de 1.500 atrás, e não duvide que ainda hoje é mais possível mesmo um juiz mencionar santos da Escolástica medieval do que um germânico como Hegel ou um eslavo como Bakunin, ainda que suas filosofias sejam aceitas no ambiente acadêmico por inúmeros pesquisadores, e que Hegel em si seja uma das bases atuais do pensamento científico acadêmico formal.  Por que? Talvez porque a legis romana encontrou espaço fértil nos reinos medievais do mesmo modo que o servilismo feudal cresceu confortavelmente sobre as bases da antiga escravidão.

III – ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

COMENTÁRIO: Sim, nada mais de entraves, mas ter de mendigar assistencialismo social e médico em inúmeras filas de sistemas de saúde, de educação, e de outras bases sociais, é desumano e degradante e apesar de serem falhas graves da administração, o preceito das suas ausências parece ter ficado apenas na legis, pois certamente a mentalidade que gerencia essas coisas ainda está romano-medievalizada e ainda são a saúde, a educação, e outras assistências, vistas como caridade diante de cidadãos e cidadãs servis, que vão nos postos de saúde e nas escolas para consultar a disponibilidade de terem suas vagas, ao invés de já as possuírem desde nascidos, como seria esperado em sociedades verdadeiramente livres. E o simples fato de ser preciso você correr atrás de um direito em teoria de todos, já prova que você não possui de fato esse direito, que a assistência depende de você cumprir etapas em um processo, de se sacrificar dentro de um sistema servil, no qual você não possui os direitos de modo real e imediato. A prova disso está em ter de inscrever os filhos em chamadas para escolas públicas ou em ter de fazer carteira em postos de saúde, e enfrentar filas e esperas, enquanto em uma sociedade em que a cidadania fosse plena, se esperaria que esses direitos fossem obtidos imediatamente, e então temos uma administração regida com limites de cidadãos e cidadãs do mesmo modo que a milhares de anos atrás não se dava a cidadania Romana a todos os Celtas escravizados, ou não se fazia a séculos atrás a todos os Africanos alforriados, pois caso contrário, não haveria a produção escrava, e do mesmo modo que hoje muitos cidadãos e cidadãs brasileiros deixam de usar os recursos públicos, não lhes é descontado nenhum tributo por essas opções, e ao fazerem isso criam essa oferta de renda a mais para sustentar um sistema limitado que mal atende a quem de fato precisa desses benefícios, e se fosse um sistema realmente eficaz e igualitário, então esses direitos seriam presumidos desde o nascimento e todos os cidadãos e cidadãs teriam igual acesso pleno e com qualidade, do mesmo modo que na Finlândia, fino-úgrica, não-romanizada, parcialmente-medievalizada (não feudalizada), hoje há uma educação pública que atende a ricos e a pobres com mesma qualidade, e diga-se de passagem, a melhor educação pública do mundo, apesar da maioria da população finlandesa ainda ser essencialmente atrelada a sistemas de produção campesinos.

IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

COMENTÁRIO: Sim, outra contribuição dos Celtas ancestrais parciais dos franceses Iluministas, mas que na administração romano-medievalizada em que vivemos não nos permite os direitos de objeção de consciência para o voto e o serviço militar, que no momento, são ambos obrigatórios no Brasil. E também não nos permite questionar os impostos porque embora o princípio da desobediência civil seja aceito como uma das bases da democracia, não podemos deixar de recolher impostos pois o não pagamento dos mesmos é crime ao fisco público. E então ainda vivemos na sociedade tributária dos romanos e dos reinos Medievais que criaram as taxas, impostos, tributos de hoje em dia, que em sua maioria pouco variaram nas suas bases de cálculo desde então. Enquanto isso não havia nada parecido a isso nos povos Celtas, que reuniam recursos apenas quando necessários e no máximo possuíam sistemas de multas quando violados costumes entre tribos, e portanto tinham um sistema tributário assentado sobre penalidades, e não imposto irrestritamente. São os impérios Antigos do Oriente Próximo, Egípcios, Assírios, Sumérios, Acadianos, Mesopotâmicos, e depois Gregos, Macedônicos e Romanos que criam os tributos baseados em porcentagens de produções e em cotas de horas de trabalho, porque eram sociedades além de assentadas na produção de excedentes também munidas de sistemas escravocratas, embora em particular nas sociedades do Próximo Oriente, escravos pudessem ser administradores, e isso tenha sido mantido pelos árabes durante a islamização da Península Ibérica, mas era muito raro entre Gregos e Romanos antigos que preservaram o conceito de um escravo servil e utilitário substitutivo das ferramentas e pouco diferente das máquinas posteriores, e daí de repente entendemos porque as manufaturas e as indústrias por muito tempo ainda entenderam os trabalhadores como pouco diferentes de animais de tração ou maquinários, e somente com as revoltas politizadas dos operários das minas europeias no século XIX que se passou a vê-los como seres humanos com direitos que iam além de hora de trabalho. E então, podemos pensar o que quisermos, mas daí a fazermos, depende das legis portanto ainda somos muito mais servos do que cidadãos e cidadãs livres.

V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

COMENTÁRIO: Sim, essa parte parece bem Celta, uma sociedade indenizatória com presentes e dádivas, aonde a maioria dos conflitos se resolvia com compensações em forma de presentes ou valores, ou trocas de favores.

VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

COMENTÁRIO: Sim, porque Celtas tinham várias religiões, e outros povos tribais como Índios e Africanos também, e sem falar nos judeus, nos protestantes, e outros tantos movimentos contrários às sociedades romano-medievalizadas, e isso veio de todas essas oposições políticas à tentativa de uniformização das mentalidades, fazendo nossa sociedade plural, ao menos no papel, pois na prática é raro a administração pública convidar líderes religiosos diversos, e ainda se observa um predomínio da mentalidade medievalizada cristã, embora alguns mosteiros estejam por si próprios rompendo isso e convidando outras religiões diferentes para eventos ecumênicos, e hoje exista uma União Internacional de Religiões da qual fazem parte tanto a Wicca céltica quanto a Igreja Católica, embora ainda seja preciso se observar que alguns terreiros de Candomblé e de Umbanda venham sendo agredidos em seus direitos de liturgias por poderes públicos locais e não raro pela força policial local, demonstrando violações a esse preceito constituição e relembrando as Inquisições e Cruzadas medievais ou a perseguição Romana Antiga aos Druidas Celtas, então, os milhares de anos se passaram mas isso ainda não está perfeito, embora esteja melhor que a parte dos tributos ou dos direitos a saúde e educação.

VII – é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;

COMENTÁRIO: o padre, o pastor, ou a bruxa wiccana e o babalorixá? Não estamos vendo isso como muito democrático. Além do mais, o princípio democrático deveria pressupor como legítima também a assistência pelas ideologias ateístas, pois as bases do Estado Democrático de Direito não são religiosas. A religião era a base das sociedades Medievais! E de repente Roma pode ter ficado para trás, mas a Inquisição e as Cruzadas ainda não. Pensamos que essa assistência possa existir mas deva ser livre a escolha do detento, segundo suas próprias vontades e que previamente por meio de livros deva ser levado a conhecer outras crenças, inclusive as opiniões daqueles que não se atribuam nenhuma fé e se digam ateus, como nos EUA existem as bibliotecas prisionais, mas os EUA é um país cujas origens misturaram as sociedades judaica, germânica, e celta irlandesa  e cuja influência das sociedades Romana Antiga e dos reinos medievais já era bastante tênue quando ficaram independentes.

VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

COMENTÁRIO: RESUMINDO, você pode ter a religião que desejar desde que ela não seja contrária ao sistema! E então religiões que critiquem as bases servis da máquina estatal atual poderão gerar adeptos que critiquem essas obrigações, e temos aqui uma clara metodologia de reprodução das restrições administrativas que geram o servilismo paternalista e a obrigatoriedade tributocrática, porque você pode pensar o que desejar mas não poderá exercer nem a desobediência civil nem a objeção de consciência porque exercer esses direitos democráticos liberais violaria a obediência a nossas leis, do mesmo modo que um escravo dos Romanos e dos Gregos não podia questionar seu estado escravo e um escravo africano dos reinos Colonialistas não podia questionar ser escravo, mas todos podiam ter seus cultos, desde que esses cultos não afetassem as leis locais, e então Celtas eram forçados a dar forma a suas divindades em estatuetas mesmo na religião Celta Druídica tradicional não existindo essas representações, e Africanos foram coagidos a sincretizar seus orixás a santos católicos, pois em outros casos estariam violando as feições da religião aceita pelo sistema administrativo, e do mesmo modo hoje em dia, você pode ter a religião ou ideologia que quiser, mas se ela questionar as obrigatoriedades da administração pública é como se ela nem existisse.

IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

COMENTÁRIO: Ainda bem que é livre mas só por precaução voltamos a lembrar que este blog está hospedado nos ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA!

E então não precisamos ler o Art. 5º todo para verificar que ele permite liberdades mas também impõe obrigações e restrições a essa mesma liberdade, e que na prática ele reproduz o sistema que o mantém, e então há um servilismo embutido nisso, e portanto grilhões que vão além daqueles que escravizavam nossos antepassados, porque quando um sistema não permite que a liberdade seja alteradora, não permite que se questione uma obrigatoriedade, que se deixe de pagar um imposto por objeção de consciência, que se deixe de votar ou de prestar serviço militar, por objeção de consciência, que se deixe de fazer algo por desobediência civil, etc, enfim não temos uma sociedade com plenitude de liberdade democrática e sim uma liberdade promocional como a alforria ou a compra de cidadania parcial, e que tem benefícios que são conquistados pelos que se sacrificam, sacrifício esse que reflete um imaginário medievalizado, e não são direitos presumidos para quem nasce, pois ainda nascemos como escravos, servos, submissos ao Estado ou a nossos responsáveis legais, até fazermos 18 anos e mesmo após esse ainda temos obrigações de votar, serviço militar, pagar tributos, etc., embora entre meus antepassados Celtas tivessem direito de voto assentado a todos que demonstrassem ser guerreiros, sábios, cantores ou druidas, desde cedo, desde que seus dons ou habilidades se manifestassem e se provassem na prática, e não havia uma idade para isso embora fosse normal acontecer entre os 7 e 13 anos, e assim enquanto esses já eram adultos Celtas com direito a voto e escolha de quais treinos receberiam de imediato, em escolas de guerreiros, sábios, cantores ou druidas, enfim, hoje temos com 18 anos obrigações, e mesmo para estudarmos temos de ter notas em vestibulares, ENEM, etc., e para concursos públicos precisamos de notas, pois os nossos direitos a educação e trabalho precisam de nossos sacrifícios medievais pois até isso continuaremos servis ao Estado, e após isso continuamos servis tributariamente ao Estado, porque a verdade real e profunda é que a estrutura administrativa romano-medievalizada atual não nos permite de fato sermos livres, e não temos de fato esses direitos, precisamos os conquistar, os disputar, e mesmo a saúde pública segue etapas e filas de espera, porque há uma mentalidade administrativa de sacrifício e superação romano-medievalizadas e essas coisas não vão mudar enquanto não se gritar: Derruba esta Roma! 

Pois não há outro modo de mudar essas coisas e de ter uma democracia verdadeira, sem mudar radicalmente o sistema administrativo por completo, tal como a República da Irlanda vem fazendo e veremos em artigo vindouro.

Derruba essa Roma!

Posted in Campanhas Sociais (Slógadh), Derruba esta Roma! on 12/04/2014 by Briogáledon

Tributos, taxas, tarifas, impostos, mil e um guichês aonde ir antes de lavrar enfim sua reclamação, mil e outros tantos departamentos até então resolver teu problema, e por onde você passe, estradas, monumentos, construções monumentais ainda são mais importantes pela imponência e glória do que escolas e hospitais. Serviço militar obrigatório, voto obrigatório, mas para ser cidadão por completo precisa estar inscrito em bolsas, fundos, projetos ou ter algum tipo de benefício. Existem prefeitos, deputados, senadores, governadores, generais, soldados. Existem decanos e magistrados. E no teu Direito há várias frases que se dizem ipso facto em latim. Tua cidade é orientada na vertical, edifícios que se espalham para todo lado, e os dejetos seguem por um esgoto, despejados até um rio. Teus impostos, tributos, taxas e tarifas, se você não paga, podem te levar ao cárcere. Vive de forma endividada, vive para pagar tuas dívidas. A amizade tem se tornado o mesmo que uma troca de favores. Teu lazer é ir a um estádio, ver aqueles que lutam entre si, enquanto quem ganha de fato são aqueles que exploram aos competidores. Teus pensadores são gregos ou romanos, Platão, Sócrates, Sêneca, Lucrécio, Epicuro, Pitágoras, Aristóteles, Parmênides, Arquimedes…. aonde estão as mulheres? Teu conceito de família talvez até coloque a mulher como doméstica, caseira, responsável pelos filhos, pela cozinha e … quase serviçal … Tua sociedade é violenta, estupros e tortura se relatam aos montes, e a pedofilia está cada vez mais comum… Aquele povo que ali vivia, perdeu a sua terra, invadida! No lugar fizeram uma obra monumental…

Poderíamos lhe dar as boas vindas ao Século XXI, se você houvesse saído do Império Romano, essa civilização excludente, escravista, cruel, monumentalista que vivia de pompas e glórias, de grandes construções, que se centrava acima de tudo de obras para atestar o poder do Estado, uma civilização aonde nem os próprios habitantes da Itália, seu berço, tiveram cidadania completa, apenas os moradores do Lácio, ali nascidos, eram assim contemplados. Uma civilização de favores e benefícios aonde os desfavorecidos ou revoltosos eram tratados das maneiras mais vis e atrozes. Aonde membros das próprias forças do Estado se viam nos direitos da tortura, do estupro e do assassinato. E quem fosse endividado, virava escravo de seu credor.

Essa civilização excludente aonde haviam os cargos de prefeito, senador, governador, deputado (tribuno), soldado, general, magistrado, decano, em muitos casos com nomes parecidos aos atuais e até ainda as mesmas funções, em outros com pequenas mudanças. Um civilização não muito diferente da de hoje, repleta de departamentos, tais como as secretarias, conselhos, ministérios, fundações, institutos, núcleos, centros disso e daquilo, seccionais, etc., dentro dos quais, guichês disso e daquilo, tudo bem dividido em caixinhas funcionais, hierarquizadas, com uma enorme lista de competências, demoradas, aonde o suborno tal como no Império Romano se tornou meio para pular etapas! E a mesma corrupção de antes que derrubava Césares hoje derruba governantes e os troca por outros sem grandes punições.

Essa civilização de panis et circensis, pão e circo, cuja frase até é latina, do latim língua desses romanos antigos, desses romanos que quase não existem mais pois na Itália mesma só cerca de 24,5% descendem do G2 e do J2 romanos antigos, e você aí dificilmente descendente, ainda estuda que Grécia e Roma são teus berços originais…

Tua Filosofia, tua Antropologia, até a tua História são logias e sofias de gregos e romanos, que viveram numa sociedade sem direitos para mulheres, escravos e estrangeiros. E essa tua democracia era bela entre os atenienses, somente entre eles, pois se fosse da cidade vizinha, já não tinha direito nenhum assegurado.

Tuas leis vem dessas civilizações antigas, que são muito, muito diferentes da atual Itália e da atual Grécia, que foram sucessivamente invadidas e ocupadas por Celtas, Germânicos, Turcos, Mouros, Fenícios, Cartagineses, Eslavos, e outros tantos povos, fora os nativos que ali existiam como os Lígures, Etruscos, Réticos, Cários, Vênetos, Macedônios e Ilírios, que não eram nem romanos e nem gregos, mas povos pré-históricos. E esses tem ressurgido, tem se resgatado, enquanto você aí, aqui, do outro lado do mar, ainda acha que Roma é o teu maior e melhor passado?

Como você quer mudar o mundo, se as leis que te regem vem em seus princípios de um Estado que não concedia cidadania nem mesmo a seus povos mais próximos?

Como você deseja que uma estrutura que produz excluídos se transforme e passados mais de 2.600 anos do nada se torne verdadeiramente inclusiva?

Essa Roma Antiga ainda não morreu, apenas trocaram seus governantes. A igreja antiga ocupou tua estrutura ainda durante o declínio do Império, e depois vieram povos germânicos como os Visigodos, os Ostrogodos, os Burgúndios, os Francos, os Suevos, os Anglos e os Normandos, que em maior ou menos graus, deram algumas alteradas de leve. Mas a maioria desses povos, talvez com exceção apenas dos Suevos, sairam invadindo a Celtas e Íberos, e outros povos mais, e os subjugando com a força de modo análogo ao que faziam os Romanos do acabado império… do modo como hoje, quilombolas, índios, ribeirinhos e favelados, também são desapropriados para dar espaço de suas terras a obras monumentais.

E você achava que a Roma Antiga não mais existia… mas somente lá na Itália ela realmente virou ruínas, ou quase, ao menos mais do que aqui…

A partir deste artigo daremos início a uma campanha de esclarecimento que mostrará as semelhanças tremendas entre Celtas e Íberos, e povos Africanos, Indígenas, e classes pobres e outras minorias

Mostraremos que essa Roma Antiga esteve viva a cada dia desde seu surgimento, sofrendo pequenas alterações, e mantendo sua essência exploratória e excludente, e que reformar o Brasil é muito menos importante do que o refazer, também falaremos das contribuições dos povos que não aceitaram essas situações, e após essa nova série de artigos, você poderá enxergar as coisas como elas são ao longo de cerca de 2.600 anos de história, e quem sabe, quem sabe assim realmente esse mundo, ou ao menos o nosso lado daqui do ultramar, possa realmente melhorar!

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