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Critérios para Realização de Provas Técnicas

Posted in Áit an Tuath, Critérios, Lei Comum on 15/08/2013 by Briogáledon

Estabelecem-se como critérios para a Realização das Provas Técnicas de busca e diplomação de an Bata (o Cajado) e na Sleighe (a Lança), a feitura de um artigo científico de assunto livre genericamente tematizado nas seguintes competências e formato:

An Bata (o Cajado):

Tema Genérico, quaisquer desses tópicos: História, Filosofia, Antropologia, Psicologia; Biologia, Teorias de Evolução, Ecologia, Sustentabilidade; Administração, Gestão Organizacional, Gestão Institucional; História da Cidade, Urbanismo Comunitário, História do Cotidiano e da Vida Privada, História da Cultura Material; História do Imaginário, História das Religiões, Mitologias; Literatura Céltica, Literatura Medieval, Literatura Antiga; Linguística Histórica.

Característica: 100% Textual. É a análise de caso teórico-metodológico, sem parte analítica de campo nenhuma.

Formato: (1) Resumo; (2) Introdução das hipóteses a serem analisadas, detalhando suas relevâncias, objetivos e motivações; (3) Desenvolvimento com exame das hipóteses pelos métodos, levantamentos de dados, crítica aos dados e crítica aos métodos e às fontes; (4) Conclusão com a síntese aprovando ou refutando as hipóteses; (5) Lista das Fontes Primárias (documentos, fotos, com citações de locais de microfilmes ou bases de dados web) ou Secundárias (bibliografias, filmografias, audiografias, pinacografias, hemerografias, webliografias).

  • Fonte: Times New Roman 12 Normal;
  • Diagramação: Margens: 2 cm. Espaço 1,5;
  • 5 a 10 páginas;
  • Tipo de Arquivo: PDF, em P&B;
  • Licença: Creative Commons (configuraremos após envio e aprovação do artigo, diretamente no blog).

* No caso das provas homenageadas poderão ser considerado os aprendizados na prática, sem necessidade de apresentação da parte escrita. Estes estarão descritos apenas na defesa pelo(a) Conselheiro(a), ou pelo Líder, recomendante, conforme for o caso.

Na Sleighe (A Lança):

Tema Genérico, quaisquer desses tópicos: Legislação e Direito; Administração, Gestão Organizacional e Institucional; Organização e Mobilização de Campanhas e Projetos de Causa Animal, Ambiental ou Sócio-Culturais diversas; Agro-Ecologia, Ecologia, Sustentabilidade; Segurança Social e Gestão Comunitária; Arqueologia, Geografia, Engenharia Ambiental; Urbanismo Comunitário; Ciências Sociais Aplicadas, História Quantificada Seriada; Logística, Estratégia Militar; Publicidade e Comunicação de Campanhas Sócio-Culturais, Ambientais ou de Causa Animal.

Característica: Necessita de Estudo de Caso previamente experimentado ou conhecido, não necessariamente solucionado, pode-se propôr as soluções. É a busca investigativa de soluções para um problema da realidade circundante. Necessita de trabalho de campo prévio.

Formato: (1) Resumo; (2) Introdução do Estudo de Caso, com descrição de cronologia, localidades, contextos sociais e culturais envolvidos, agentes sociais envolvidos, panorama do ambiente natural quando pertinente;  (3) Desenvolvimento da investigação acerca de todo o panorama, mencionado métodos avaliativos do caso e enumerando todas as abordagens possíveis, problematizando e colocando adversidades e possibilidades; (4) Conclusão com o desfecho do estudo de caso mencionando as soluções propostas, explicando a necessidade ou motivações dessas soluções, e os desdobramentos que se espera dessas,  (5) Lista das Fontes Primárias (documentos, fotos, com citações de locais de microfilmes ou bases de dados web) ou Secundárias (bibliografias, filmografias, audiografias, pinacografias, hemerografias, webliografias).

  • Fonte: Times New Roman 12 Normal;
  • Diagramação: Margens: 2 cm. Espaço 1,5;
  • 5 a 10 páginas;
  • Tipo de Arquivo: PDF, em P&B;
  • Licença: Creative Commons (configuraremos após envio e aprovação do artigo, diretamente no blog).

* No caso das provas homenageadas poderá ser considerado a realização na prática, sem necessidade de apresentação da estudo de caso. Estas estarão descritas apenas na defesa pelo(a) Conselheiro(a), ou pelo Líder, recomendante, conforme for o caso.

Conteúdos não poderão violar ou se atritar a nossos postulados Étnico-Culturais, a saber:

(…) nossos valores culturais: (2.3.a) A igualdade entre homens e mulheres; (2.3.b) O respeito pelos animais de estimação, considerados como membros de nossa tribo; (2.3.c) O respeito a nossos ancestrais, seus costumes e identidades, não observadas violações às leis atuais; (2.3.d) O respeito às Leis, sempre que justas, bem como o dever em assegurá-las em seu pleno exercício; (2.3.e) A completa oposição a toda e qualquer forma de escravidão ou servilismo; (2.3.f) O respeito à Natureza e a busca por sua preservação e por um desenvolvimento social sustentável; e (2.3.g) A defesa e proteção a toda e qualquer pessoa que na condição de vulnerável, e em laços fraternos conosco, necessite de nossa ajuda e amparo. (…) Fonte: Declaração de Etnicidade – Ratificação Unilateral Eletrônica

Os artigos deverão ser submetidos aos Conselheiros e Conselheiros, que os avaliarão individual e coletivamente, e uma vez aprovado na prova, o(a) candidato(a) receberá a diplomação em acordo com o assunto analisado. Os artigos escolhidos e aprovados serão também publicados em Creative Commons no Blog de Briogáledon sob autoria do(a) candidato(a) aprovado, sendo opcional a criação de um usuário-autor na plataforma.

Se reprovado pelo Conselho, o(a) candidato(a) poderá apresentar novos artigos a provas técnicas no período Céltico, ou estação, seguinte, tendo portanto cerca de 6 meses para desenvolver os estudos e pesquisas e elaborar o artigo. Não há impeditivo para apresentar-se nas duas provas em simultâneo, desde que os artigos sejam diferenciados.

 

Caminho da Dignidade: tudo o que envolve, receber nossa homenagem!

Posted in Áit an Tuath, Imprensa on 14/08/2013 by Briogáledon

A significância das 4 Provas Celtas da Coragem e Sabedoria é muito mais profunda do que um mero adereço para enfeitar um vestuário, ou um diploma para prender na parede ou colocar sobre uma mobília, ou mesmo guardar no computador. Passar nas Quatro Provas, ou em uma delas ao menos, signfica alcançar a maturidade ativista, cidadã e intelectual segundo o olhar de um dos povos que mais lutaram por Liberdade e Justiça em todo o mundo: os Celtas! São mais de 23 séculos de lutas ininterruptas contra escravidão, tortura, opressão, censura, discriminação, e genocídio, que se erguem poderosas para avaliar se você é ou não uma pessoa digna de nossa mais profunda admiração e respeito!

Quando você se oferece à uma das Quatro Provas, ou quando você, por sua própria atitude, recebe uma ou mais destas Provas como homenagem, isso significa acima de tudo que uma grande barreira pessoal foi superada de maneira inteiramente livre!

Ou seja, você fez aquilo não porque era necessário para se tornar uma dada profissão, ou para receber determinado posto Público, você foi lá num dado contexto, enfrentou livremente e por sua própria decisão, uma dada situação, e você, por seu próprio dom ou habilidade, conseguiu, superou, venceu! E nós, guerreiros e sábios do lado de cá, Celta, passamos a te achar a pessoa mais legal do mundo por isso!

Quando alguém passa numa das provas de Guerreiros, an Cleite (a pluma) ou na Sleighe (a lança), está demonstrando socialmente toda a capacidade batalhadora, quando alguém passa numa das provas de Sábios, na Beithe (a bétula) ou an Bata (o cajado), está demonstrando socialmente toda a sua capacidade intelectual. Essas vitórias podem ser por mérito, ou seja, por um dom, um sentimento, uma emoção, um temperamento próprio, caso das provas an Cleite (a pluma) e na Beithe (a Bétula), ou podem ser frutos de comprometimento, dedicação, estudo, muitas vezes autodidata, indo atrás dum dado saber porque você escolheu um caminho, como as provas an Bata (o cajado) e na Sleighe (a lança), que colocam a questão do treino, da experiência, do estudo por si próprio (a), do esforço pessoal em adqüirir um saber que até então não se tinha, e conquistar esse saber.

Ao ser uma pessoa digna de nossa admiração, você conquista o direito a ser visto (a) por nós como nosso (a) parente, membro ilustre da tribo, de todo modo é assim que será visto(a) e tratado(a), e é claro que isso incorre em vantagens, em Direitos!

Tendo completado ao longo de tua vida 1 ou mais Provas Celtas da Coragem e Sabedoria, você tem como direitos:

  • VIDA SOCIAL EDUCATIVA E DE ENTRETENIMENTO NA TRIBO: Participar gratuitamente de cursos, workshops, palestras, oficinas, e festejos (não paga convite), que venham a ser desenvolvidos por nossa comunidade (e oferecidos em nome da comunidade em si, e isso está em pauta), pois você é membro-honorário(a) agora;
  • VIDA SOCIAL PROFISSIONAL NA TRIBO: Oferecer cursos, workshops, oficinas, palestras, em nosso crannóg desde que com aprovação dos demais Conselheiros(as), mas sem afixação de nenhuma taxa pelo espaço em si. Os cursos oferecidos por membros individuais poderão ser cobrados como atividade autônoma produtiva e sob inteira responsabilidade dos membros, mas nos comprometemos a não cobrar pelo uso do espaço, pois o espaço, ainda que cedido, é cedido a toda a tribo, e você agora tem direito a isso também, para finalidades a quais esse se presta;
  • VIDA SOCIAL PRODUTIVA NA TRIBO: Oferecer produtos comerciais ou artesanais, ou serviços, próprios ou de terceiros, em meio a nossa comunidade por cartaz, panfleto ou envio em comunidade online, desde que sejam para teu sustento e não afetem critérios éticos de Preservação do Meio-Ambiente ou Causa Animal;
  • APOIO SUSTENTÁVEL: Receber gratuitamente (quando em contato presencial) mudas de plantas de nossa sala-de-aula verde, evidentemente quando desejado e quando disponíveis a doação, e você também poderá ajudar na sala-de-aula verde se desejar, com mudas ou cooperações diversas. Receber gratuitamente consultoria em tecnologias Sustentáveis, e sempre que possível, poder contar com membros da tribo em operacionalizações de hortas, mudários, e também ajudar, esses apoios de modo livre e voluntário;
  • APOIO HISTÓRICO-ANTROPOLÓGICO: Receber consultoria Gratuita em questões de Genealogia, Heráldica, Etnohistória Familiar, no tocante a antepassados, e na medida de nossos recursos técnicos;
  • VIDA SOCIAL INTELECTUAL: Ter artigos publicados em nossos blogs, quando dentro de categoria temática pré-existente e em Creative Commons, mediante usuário próprio devidamente configurado. Agregar projetos à Estrutura da tribo, se você desejar isso ou achar que possamos ajudar de algum modo, e desde que os(as) conselheiros(as) aprovem;
  • Caso necessite de ajuda ou apoio em alguma situação específica, poderá contar com esta tribo, desde então, ainda que na medida das possibilidades! Mas acreditamos que de um modo ou outro todos tentarão ajudar pois somos agora como uma família do coração! E certamente já existiam laços fraternos fortes antes da homenagem ser presenteada! Sem te conhecer, jamais te admiraríamos tanto!!!

Entre tudo o mais que for atribuído futuramente a membros desta tribo como direitos, porque para nós, você é agora alguém como se fosse do mesmo sangue, alguém cuja amizade nos orgulha, membro da nossa família de coração, pessoa da mais alta conta de nossos dias a quem precisamos ajudar e proteger como se já houvesse nascido entre nós!

E assim, é essa a força dessa homenagem, que não é apenas elogio, mas a nossa mais completa entrega, o nosso mais sério compromisso, a nossa mais iluminada gratidão por você ser alguém que se supera a cada dia!

Do Direito Voluntário e Livre de Ser Conselheiro(a)

Ter as 4 Provas de Coragem e Sabedoria é a condição mínima para ser membro do Conselho da Tribo, ao qual no momento chamamos Ard, palavra irlandesa que significa elevado.

E tendo completado todas as 4 provas, você ainda tem DIREITO A PARTICIPAR, OPINAR, VOTAR: caso deseje e unicamente caso deseje, é teu direito por mérito ou conquista, o de ser Conselheiro (a) no Ard, podendo apresentar pautas, opinar no uso de recursos, na organização de eventos, tendo sempre atenção às identidades da tribo como Celta e Íbera, mas por outro lado estes também poderão com grande chance ser teus povos ancestrais, e mesmo que não o sejam, se você gostar de nossa cultura, e aceitar estas homenagens, e ainda decidir nos ajudar sendo alguém participativo, por tua livre e espontânea vontade,  então ora bolas que seja nosso membro ilustre, admirado(a), homenageado(a) e livremente voluntário(a) e participativo(a) como Conselheiro(a) também, mas unicamente por tua própia vontade, e talvez queira conhecer o que é que nos define, nos rege, e aí segue, o que é ser celta ou ser íbero hoje em dia ou para nós:

(…) nossos valores culturais: (2.3.a) A igualdade entre homens e mulheres; (2.3.b) O respeito pelos animais de estimação, considerados como membros de nossa tribo; (2.3.c) O respeito a nossos ancestrais, seus costumes e identidades, não observadas violações às leis atuais; (2.3.d) O respeito às Leis, sempre que justas, bem como o dever em assegurá-las em seu pleno exercício; (2.3.e) A completa oposição a toda e qualquer forma de escravidão ou servilismo; (2.3.f) O respeito à Natureza e a busca por sua preservação e por um desenvolvimento social sustentável; e (2.3.g) A defesa e proteção a toda e qualquer pessoa que na condição de vulnerável, e em laços fraternos conosco, necessite de nossa ajuda e amparo. (…) Fonte: Declaração de Etnicidade – Ratificação Unilateral Eletrônica

E se você se identificou a isso, e quiser ser do Conselho, basta ter as 4 Provas, e se não as tiver, pode se oferecer às provas técnicas de an Bata (o cajado) e na Sleighe (a lança), ou às avaliações merituais de na Beithe (a Bétula) e an Cleite (a Pluma), e se o Conselho julgar que você merece completar, benvindo, se ainda não for a hora, tente de novo, quantas vezes for preciso, não ser aceito só significa que ainda pode melhorar, e nós te ajudaremos nisso, mas jamais que você não seja digno(a), pois quando recebeu a primeira prova de homenagem você já mostrou ser digno(a)!

Gravura nos Diplomas:

CURIOSIDADE: A guerreira da ilustração é Breaca Níc Graine, a RAINHA-GUERREIRA BOUDICA, também conhecida como BOADICEA, heroína nacional do Reino Unido, foi a autora da maior de todas as guerras de Resistência Libertária contra o IMPÉRIO ROMANO, sua resistência foi o ponto pelo qual outras revoltas tiveram início, há várias versões sobre sua história, mas é sabido que foi uma das mais destemidas guerreiras de toda a história humana, e que também chegou a ser mãe. Boudica é a versão feminina de Boudeg, e significa “portadora da vitória”.

Saiba mais em Nossos Brios: Briogáledon resgata as 4 provas e institui a soberania do Ard!

PARABÉNS A TODOS OS(AS) MEMBROS-HONORÁRIOS(AS) E BENVINDOS A NOSSOS LAÇOS MAIS SINCEROS DE AMIZADE!!!

Calendário Celta Sazonal de Briogáledon

Posted in Áit an Tuath, Cultura e História, Lei Comum on 14/08/2013 by Briogáledon

 

Em conformidade a Motivos para adotarmos o Calendário Celta do Hemisfério Norte, expomos aqui a versão Gráfica Creative Commons de nosso Calendário Sócio-Cultural, em versão simplificada e seguindo a tradição Histórica em detrimento da Astronômica, no entanto apenas mencionada neste modelo para referência de terceiros.

Os festejos Yule, Ostara, Litha e Mabon, referentes a equinócios e solstícios na Wicca, bem como seus nomes neodruídicos, Alban Arthuan, Alban Eiler, Alban Heruin e Alban Elued, não foram citados neste calendário porque há influências não-celtas nos mesmos e porque este modelo adotado por nossa tribo é não-religioso, ainda que preserve o Samhain (se diz Sáuain), o Imbolc (se diz Imbolg), o Bealtaine (se diz Beltine) e o Lughnasadh (se diz Lúnassa), aqui considerados pelo seu aspecto social e cultural, sempre recordando que esta tribo é multirreligiosa e de pensamento livre. Aqueles que desejarem inverter os calendários para a correção astronômica o poderão fazer internamente para suas liturgias, todavia o calendário de atividades da tribo se manterá na versão histórica e herdada pelos motivos já aventados.

 

calendario-celta-blog-creativeLicença Creative Commons
O trabalho Calendário Celta Sazonal de Briogáledon de Briogáledon foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em https://briogaledon.wordpress.com/.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais ao âmbito desta licença em https://briogaledon.wordpress.com/faleconosco/.

Arturo Bermúdez Figueiras Junior

Posted in an Bata (o cajado), an Cleite (a pluma), na Beithe (a bétula), na Sleighe (a lança) on 11/08/2013 by Briogáledon

Reconhecimento  como MEMBRO-HONORÁRIO

Arturo Bermúdez Figueiras Junior

Receba “an Bata” (o cajado), “an Cleite” (a pluma), “na Beithe” (a bétula) e “na Sleighe” (a lança).

* Recebes com estas o direito a ser  ”comhairleoir” (conselheiro), e a integrar ao conselho Ard (alto), caso assim o deseje, tendo completado as 4 provas.

CAJADO

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PLUMA

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BETULA

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LANÇA

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Gustavo Vaz de Melo Lima

Posted in an Bata (o cajado), an Cleite (a pluma), na Beithe (a bétula), na Sleighe (a lança) on 11/08/2013 by Briogáledon

Reconhecimento  como MEMBRO-HONORÁRIO  ao  “comhairleoir” (conselheiro)

Gustavo Vaz de Melo Lima

Receba “an Bata” (o cajado), “an Cleite” (a pluma), “na Beithe” (a bétula) e “na Sleighe” (a lança).

CAJADO

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PLUMA

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BETULA

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LANÇA

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Gustavo Augusto da Silva Paula (Gustavo Augusto Bardo)

Posted in an Bata (o cajado), an Cleite (a pluma), na Beithe (a bétula), na Sleighe (a lança) on 11/08/2013 by Briogáledon

Reconhecimento  como MEMBRO-HONORÁRIO  ao “ceannaire” (líder)

Gustavo Augusto da Silva Paula

Receba “an Bata” (o cajado), “an Cleite” (a pluma), “na Beithe” (a bétula) e “na Sleighe” (a lança).

CAJADO

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PLUMA

(clique na imagem para ampliá-la)

BETULA

(clique na imagem para ampliá-la)

LANÇA

(clique na imagem para ampliá-la)

CELTISMO: Parte II – Motivações

Posted in Áit an Tuath, Celtismo, Cultura e História on 01/07/2013 by Gustavo Augusto Bardo

CELTISMO

Quando o Europeu Nativo Originário Ressurge para Lutar por Liberdade

Parte II – Motivações

Gustavo Augusto Bardo

Antes de tentarmos compreender quais as motivações que diferentes etnias Celtas tiveram para dar início ao resgate de si mesmas enquanto Celtas, especificamente Celtas e não tanto outros tantos povos co-formadores como os Íberos, Alanos, Godos, Suevos, Vândalos Asdingos, Vândalos Silingos, Aquitanos, Francos, Visigodos, Ostrogodos, Getas, Cimérios, Ilírios, Réticos, Lígures, entre muitos e muitos outros mais, precisamos, antes de mais nada, compreender quais respostas estão embutidas dentro da Identidade Celta!

Um povo extremamente guerreiro, o povo por excelência das mulheres guerreiras, um povo nativo que cultuava divindades naturais, um povo muito apegado a suas tradições naturais, um povo que amava a liberdade acima de todas as coisas, um povo nativo mas mestiço das mais diversas tribos…

Eis a melhor descrição dos Celtas, nas quais tanto o viés do ambientalismo e da causa animal, quanto o viés da igualdade social, cabem perfeitamente, pois na verdade, sempre estiveram lá na cultura de nossos ancestrais Celtas, sim, um povo cuja grande maioria das deusas e dos deuses, e outros seres do chamado sídhe ou além-mundo eram identificados a forças da natureza ou a elas associados, com direito a árvores sagradas, animais totêmicos, uma religião que a despeito da existência de uma estrutura clerical coletiva, os druidas, os bardos e os ovates, tinha uma grande intimidade com o divino, que chegou a impressionar aos Romanos que não concebiam como um povo pudesse crer em divindades sem rosto, relacionadas a forças e elementos naturais, e chegaram mesmo a supôr que fossem os Celtas, ateus. De fato o costume da representação de divindades Celtas em estátuas é contemporâneo ao contato com Gregos e Romanos, de modo que não é surpresa encontrar semelhanças entre essas divindades materializadas como estátuas e efígies, e as divindades da Mitologia Grega e da Mitologia Romana, e assim esse foi o divisor mental entre essas civilizações Celtas e Greco-Romanas, o seu ponto de encontro e também o seu ponto de partida, o primeiro momento em que os Celtas sofreram passivamente um modelo de aculturação, e então surge o que a História convencionou chamar de cultura Galo-Romana.

A Natureza sempre impregnou aos Celtas, mesmo aos mais urbanos, sempre dependentes dessas forças, povo agro-pastoril mas também caçador, o costume de ter vários rath e também crannóg, e agir nomademente de um a outro era uma exigência de uma vida com baixo potencial predador, sustentável, e sazonal, que impunha os seres humanos às estiagens, e os fazia premente a necessidade de migrar para melhores campos, aonde houvesse maior sustento, e se hoje famílias tem esse costume de morar em uma casa mas ter outra para veraneio, isso se deve em grande parte aos Celtas, embora hoje o motivo seja o descanso e não tanto a falta de sustento. O rath ou castrum era essa estrutura semi-autônoma tribal, ainda existente como unidade rural, nas aldeias do Norte de Portugal, da Galícia, da Irlanda, da Escócia, entre outros lugares, essas aldeias produtoras de seu próprio sustento familiar e também de parte de seus itens, como algumas tecelagens de alguns vestuários e acessórios, como nas atividades metalúrgicas de algumas ferrarias e ferramentas, e antigamente, produzindo suas próprias espadas, como pequenas vilas detentoras de vida própria, que quase sempre precisavam migrar de uma parte do campo a outra, ao longo das estações do ano, e só puderam se tornar mais sedentárias com a chegada de melhores técnicas de cultivo trazidas por outros povos, ou quando apareceram os bois para a tração dos arados, ou os cavalos para arados e montarias, trazidos por outras tribos que viriam a ser também chamadas Celtas e também por povos sugestivamente aparentados em seus haplogrupos de DNA como os Alanos, e assim esses rath ou castrum (plural castra), foram se tornando as vilas rurais de hoje em dia nesses países e moldaram boa parte do que concebemos deva ser a estrutura de uma de nossas estâncias ou fazendas, mas naquela estrutura bem mais coletivos, democráticos e livres. União de tribos descentralizadas e sem qualquer critério apaziguador, disputando por vezes os mesmos campos em sua migração sazonal, de tempos em tempos explodiam rivalidades entre tribos, e então surgiam os crannóg essas aldeias com estocagens e produção artificializada em aterros, criadas em meio a lagos e rios, e semelhantes a ilhas artificiais, que irão antecipar o conceito do castelo cercado pelo fosso defensivo e tão usado durante a Idade Média, e sim muitos crannóg irlandeses e escoceses foram continuamente usados até à Idade Média e durante ela, habitações coletivas mantidas por clãs como nossas casas de veraneio, o lugar de segurança diante da iminência dos ataques de tribos rivais, ou diante da necessidade imposta pelas duras estiagens, uma área aonde quem moldava a natureza eram os próprios Celtas, em seus plantios artificiais, em condições intensivas e supercontroladas, e acima de tudo permaculturais, com todo o saber de segurança e estratégia que lhes assegurava um maior controle perimetral, e assim os Celtas já eram desde cedo exímios administradores da vida coletiva, mantendo por longo tempo afastadas as mais vis ameaças, inclusive o temível Império Romano cruel e escravista.

Natureza sazonal mas natureza controlada, a vida dos Celtas é desde muito essencialmente permacultural e sustentável, e seu modelo coletivista, profundamente estratégico e razoavelmente seguro. E hoje a demanda por ambas as questões, é assim tão importante… Então compreendemos que coisas tanto como Ambientalismo, Ecologia, Desenvolvimento Sustentável de um lado ou Segurança Pública de outro, sempre foram amplamente administradas com exímia habilidade por diversos povos Celtas, e então para algumas das nossas maiores indagações, apesar de não terem um único líder, mas sim muitos milhares, essas etnias que se viam como parentes entre si em diferentes graus, e que já possuiam igualdade entre gêneros, já tinham as respostas, e funcionaram bem satisfatoriamente a ponto de não apenas expulsarem ao temido Império Romano de várias de suas terras, como também vencerem a Vikings, Francos, Califados Muçulmanos e diversas outras tentativas de colonizações. Esses povos também eram inegavelmente mestiços e carregavam haplogrupos pré-históricos, ibéricos, indo-europeus, asiáticos e até norte-africanos e africanos orientais, como já é sabido geneticamente, e mesmo assim, se viam e se tratavam como parentes, e possuiam um mesmo estilo de vida! As respostas para a Democracia Cultural, também pareciam estar entre os Celtas.

E assim, quando no século XVIII escritores começam a buscar nos folclores rurais a inspiração para suas obras, e reencontram a mitologia Celta é também essa sociedade coletiva e tribal com todas essas respostas que encontram! Encontram um povo de mulheres e homens igualmente guerreiros que muitas vezes mal armados, mas melhor unidos e harmonizados, venceriam a temíveis exércitos invasores! Encontram ali o povo de uma Rainha-Guerreira Boudica vitoriosa em diversas batalhas contras os Romanos, ou de um guerreiro Caradoc ou Caratacus, que deu cruenta resistência ao mesmo império invasor, encontram ali as resistências ibéricas das tribos dos Galaicos, o a revolta lusitana de Viriatos o terror romanorum, terror dos romanos, ou a resistência de Numância, cujo horror à escravidão era tão grande que as mães celtas preferiram matar aos próprios filhos para não vê-los escravos dos Romanos padecendo de abusos sexuais, torturas e outras crueldades, e assim, a morte digna era muito mais desejada por todos! Encontram enfim esse povo sem medo da morte que perguntava aos feridos se desejavam continuar entre os vivos ou seguirem para o além-mundo e sempre respeitando o desejo do ferido, só lhe dava tratamento se desejasse de fato ficar entre os vivos, esse povo que carregava penas com cálamos pintados de vermelho para enumerar a quantia de inimigos mortos, e quando esses eram Romanos, as penas eram prateadas ou douradas, um povo extremamente guerreiro que apesar desses adereços macabros tinha na vida e na amizade uma honra sem fronteiras, e que apesar da rivalidade bélica com os Romanos, também aceitou parte de sua cultura, parte de seu vestuário, e muito de seu idioma em alguns povos, e que também se misturou geneticamente ao invasor. Um povo guerreiro que também lutou nas artes e na cultura e passou ao invasor Romano muito mais dessas do que recebeu!

E é quando nós descendentes descobrimos que esses nossos ancestrais já tinham todas as respostas que procuramos para vivermos de maneira segura, e de modo harmônico com a natureza a nossa volta, e em uma grande democracia com outros povos, mas não nos esquecermos de que a luta pela liberdade está acima de nós próprios, é que encontramos as motivações para resgatarmos a nossa identidade Celta, e isso não existia nos demais povos, todos desejosos de invadir, dominar e controlar, nós enquanto celtas mostramos ao mundo que nos cerca que podemos nos desenvolver sem nos impôr!

E assim, ao longo de séculos, etnias Celtas lutariam pela liberdade, viveriam de modo sustentável e coletivamente se protegeriam uns aos outros com as características de uma defesa amplamente agregada às possibilidades do espaço natural, e desse modo, surgiram a independência da Irlanda, em uma guerrilha partisã iniciada por Grace O’Malley séculos atrás, e preconizada por tribos de Caledônios, Icenos, Ordovices e Siluros, entre muitas outras, e assim estão hoje buscando as emancipações da Escócia e da Galícia, unindo conceitos como Vivamos como Galegos ou seja, de forma permacultural, tradicional e sustentável, ou trabalhando o amor às tradições, o resgate pela identidade Celta presente em movimentos que vão do britânico Celtic League até ao galego Galiza Ceive que a despeito de esquerdista não se priva de se associar à sociedade comunal primitiva e igualitária dos Celtas seus ancestrais, e assim, nativista, natural e vitorioso esse modelo antigo ressurge como a melhor resposta para diversos problemas criados e impostos pela invasão imperial Romana, pelo controle dos vestígios desse império por Godos, Francos, Visigodos, Ostrogodos, Saxões e outros mais, que trocam de lugar com os Césares ou ainda perpetuados pelos Reinos Medievais, e se haviam alódios, propriedades campesinas autônomas de camponeses que montavam a cavalo, faziam espadas e sabiam lutar, é porque haviam Celtas para os gerarem, e se essa cavalaria camponesa teve de ser absorvida como Pequena Nobreza é porque pressionava a esses reinos que precisavam abrir concessões caso contrário estourariam revoltas, como de fato estouraram diversas em todas as terras em que haviam descendentes de Celtas, e se foi na Galícia que os camponeses se tornaram os primeiros de toda a Europa a serem donos da própria terra, não é por menos, pois os ancestrais Celtas eram livres e porque ainda hoje na língua irlandesa, por exemplo, não existe nenhum verbo para representar a noção de propriedade, é impossível em irlandês se ter ou possuir qualquer coisa, e se usando dizer que a coisa está em alguém, também não se poderia conceber como povos invasores pudessem se apropriar do que não pertencia a ninguém, terra para ser ocupada sazonalmente, que no entanto, se tornaria propriedade de camponeses guerreiros Galegos, quando dentro do sistema servil de Castela decidem ter mais direito sobre a terra do que monastérios ou nobrezas estrangeiros. E assim, nós temos nosso vasto leque de motivações... e essas motivações também fazem ressurgir religiosidades, costumes, pensamentos, pois todo reencontro vem acompanhado do desejo de saber mais…

Licença Creative Commons
O trabalho CELTISMO: Parte II – Motivações de Gustavo Augusto Bardo foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em https://briogaledon.wordpress.com/.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais ao âmbito desta licença em https://briogaledon.wordpress.com/faleconosco/.

Nossos Brios: Briogáledon resgata as 4 provas e institui a soberania do Ard!

Posted in an Bata (o cajado), an Cleite (a pluma), Fratria, Lei Comum, na Beithe (a bétula), na Sleighe (a lança) on 14/04/2013 by Briogáledon

Briogáledon readotará a hierarquia simplifica das antigas tribos Celtas, bem como misturará os sistemas de conselhos dos povos Celtas das Ilhas e do Continente.

O Ard Chomhairle ou Alto Conselho continuará sendo decisório, mas dele poderão participar todos os que houverem passado pelas 4 provas. O ceannaire ou líder continua com poder decisório, embora seja ponderado ouvir à maioria. Para facilitar à pronúncia esse conselho passará a ser nomeado meramente por Ard (árd), uma vez que é um conselho e que é sabido que o é, torna-se redundante ficar se repetindo isso. O primeiro líder e o primeiro conselheiro, já são assim reconhecidos por outras tribos e povos, ou como fundadores, embora possam realizar as 4 provas se assim o desejarem.

Não há mais os cargos administrativos como haviam, as ocupações dentro da tuath ou tribo tornam-se livres, e para os cargos decisórios só existem agora:

  • Ceannaire (kénaira): o líder ou a líder, único, precisa ter conquistado as 4 provas, ou assim ser reconhecido, e precisa ser reconhecido como tal por outras tribos e povos. Traduções: Leader, Líder.
  • Comhairleoir (kouárlior): o conselheiro ou conselheira, é todo membro que passou pelas 4 provas, as duas para Sábios e as duas para Guerreiros. Ao se tornar conselheiro(a), não deixa de ser guerreiro(a) nem sábio(a), podendo ocupar as tarefas desses se necessário e desejado. Traduções: Adviser, Advisor; Conselheiro (a).
  • Laoch (láur): guerreiro ou guerreira, precisa ter passado por ao menos uma das provas de Guerreiros, no caso an Cleite ou na Sleighe, não necessariamente em ambas, embora ambas aumentem sua experiência. Traduções: Warrior, Guerreiro(a).
  • Ciallmhar (kiáuar): sábio ou sábia, precisa ter passado por ao menos uma das provas de Sábios, no caso na Beithe ou an Bata, não necessariamente em ambas, embora ambas aumentem sua experiência. Traduções: Wise, Sábio(a).

Qualquer membro que for aprovado em qualquer prova poderá ocupar uma tarefa administrativa delegada pelo(a) Ceannaire ou pelo Ard, não sendo necessário para isso que passe nas 4 provas e seja um conselheiro(a).

As 4 provas an Bata (o cajado), an cleite (a pluma), na beithe (a bétula) e na sleighe (a lança) passarão a ser os critérios de adesão como membro para poder exercer tarefas delegadas, de caráter administrativo ou representativo. Mas não haverão mais cargos fixos e rígidos, não haverá mais a burocracia hierárquica, agora as tarefas são fluidas e flexíveis, pois assim é a vida, assim é a tribo.

As provas an Cleite e na Beithe são de mérito próprio, para elas o candidato ou candidata deverá apresentar duas testemunhas que confirmem os fatos ao Ard.

Enquanto isso, an Bata an Sleighe são provas técnicas e de conhecimento, feitas individualmente, e com a supervisão do Ard.

Não há qualquer seqüência nessas provas, mas só poderá ser membro do Ard quem houver conquistado as quatro. Igualmente para ser líder ou ceannaire um dia, será preciso ser membro do Ard, e portanto ter passado pelas 4 provas. O reconhecimento como ceannaire por outras tribos ou povos também é recomendado.

O sistema de pesos de votações estará cancelado, mas é ponderado e prudente sempre ouvir aos que tem maior experiência. Embora todos os membros do Ard tenham votos iguais, o Ceannaire ou líder continua com o poder decisório, mas é recomendável que ouça a todos os posicionamentos e que sua conclusão e decisão seja uma síntese ao menos da maioria.

As Quatro Provas

A ordem abaixo é meramente alfabética, pelo idioma Irlandês (celta), como homenagem e como idioma aparentado ao antigo galaico dos Galegos Milesianos (descendentes de Breogán), aqui usado para definir nossa estrutura:

  • an Bata (o cajado): Historicamente o Cajado era a Insígnia dos Videntes ou Druidas, era recebido após o aprendizado na Ilha de Mona (hoje, Anglessey), ser concluído. Como prova técnica, aqui serão testados os conhecimentos do membro sobre seus ancestrais Celtas e outros dos quais descenda, bem como seu conhecimento em História, Filosofia, Antropologia, Psicologia, e quais outros saberes se lhe fizerem necessários segundo os critérios do Ard para uma dada estação.  As provas serão na Primavera, Verão, Outono e Inverno. Poderão ser presenciais ou a distância em critérios que deverão ser comunicados previamente pelo Ard, ou por um conselheiro(a) em seu nome. Para essa prova não é necessária nenhuma testemunha.
  • an Cleite (a pluma): Historicamente, o guerreiro ou guerreira que matasse um inimigo em combate, receberia uma pena preta com o cálamo pintado de vermelho, para indicar que já provou ser guerreiro ou guerreira em combate. Hoje em dia adotaremos como representação de toda pessoa que teve uma atitude social, cultural, ou ativista grandiosa, e para avaliar, o Ard deverá considerar os critérios: (1) dificuldade; (2) coragem diante do perigo; (3) necessidade da atitude; (4) prudência; (5) responsabilidade ao agir; (6) cuidado com os demais; (7) sabedoria para agir. Além disso o candidato ou candidata deverá apresentar duas testemunhas que comprovem os fatos!
  • na Beithe (a bétula): Historicamente, o vidente que recebesse uma grande visão real e importante, por sonho ou pensamento intuitivo, era marcado com essa insígnia pendurada em seu cabelo, uma casca de vidoeiro ou bétula. Hoje em dia adotaremos como representação de uma visão antecipada, visionária, de uma idéia certeira que se demonstrou eficaz, de uma grande capacidade de intelecto para antever um dado panorama, ou mesmo até uma previsão real. o Ard deverá considerar os critérios: (1) dificuldade; (2) habilidade para antecipar problemas; (3) importância para a sociedade; (4) discernimento para distingüir os aspectos; (5) responsabilidade ao comunicar; (6) cuidado com os demais; (7) sabedoria para concluir sua idéia. O candidato ou candidata deverá apresentar duas testemunhas que comprovem os fatos!
  • na Sleighe (a lança): Historicamente os candidatos ou candidatas a guerreiros precisavam acertar um mesmo alvo nove vezes com uma lança a uma certa distância, para serem aceitos como guerreiros e receberem sua lança. Hoje adotamos a prova técnica em habilidades intelectuais em avaliações de conhecimento técnico em Administração, Estratégia, Gestão, Planejamento, Diplomacia, e outras que se fizerem necessárias segundo o Ard. As provas serão na Primavera, Verão, Outono e Inverno. Poderão ser presenciais ou a distância em critérios que deverão ser comunicados previamente pelo Ard, ou por um conselheiro(a) em seu nome. Para essa prova não é necessária nenhuma testemunha.

Repetimos que não é necessário a ninguém passar pelas 4 provas, tampouco fazê-las.

Os membros de Briogáledon poderão ocupar os ofícios que desejarem, de forma lícita, trabalhando em prol da tribo ou tuath tal como desejem, embora para receber uma tarefa delegada ou representativa pelo Ard ou pelo(a) Ceannaire seja necessário ter passado ao menos por uma das provas e ser guerreiro(a) ou sábio(a).

Não haverá nenhuma prova para ser aceito como membro de Briogáledon, mas o pedido deverá ser feito ao Ard e esse precisará avaliar todas as implicâncias antes de aceitar a nova adesão do membro, não havendo impedimentos legais, ou contrangimentos com outros povos ou tribos que prejudiquem a adesão, e sendo uma pessoa que segundo o Ard tenha as virtudes que nos são próprias, não haverá porque não ser aceito, no entanto, essa decisão será regida caso a caso, e apenas o Ard decidirá. Quem no entanto, cumprir as 4 provas será automaticamente membro do Ard e portanto também de Briogáledon.

Para membros que desejarem exercer outros ofícios lícitos em prol de Briogáledon ou simplesmente participarem de festejos, cursos e outros eventos como membros da tuath ou tribo bastará a anuência do Ard, sem necessidade de quaisquer provas, pois para ser Celta basta viver em meio dos Celtas, e assim será a partir de então!

CELTISMO: Parte I – Nós não somos Latinos!

Posted in Áit an Tuath, Celtismo, Cultura e História on 07/02/2013 by Gustavo Augusto Bardo

CELTISMO

Quando o Europeu Nativo Originário Ressurge para Lutar por Liberdade

Parte I – Nós não somos Latinos!

Permitam-me começar a falar dessa história ao contrário, ou seja, a partir do hoje, e não do ontem, embora também vá falar do passado distante, tenho certeza de que quem desejar se debruçar sobre o mesmo encontrará muito do que ler e assistir em documentários, e mesmo produções cinematográficas, pois o Celtismo tem ganhado as telas do cinema nos últimos 10 anos, e então não pretendo ser denso nas partes do passado, mas sim trazer o passado para o presente, para a compreensão de tudo o que ocorre agora, neste exato instante em que eu falo e vocês leem!

Antes de mais nada, vamos deixar aqui uma coisa muito clara, eu não sou um Ocidental, não também não sou um Oriental, eu sou um nativo, um originário, meu mundo ancestral não tinha divisões baseadas em leste nem oeste, norte nem sul, as fronteiras eram os territórios de cada povo, e alguns até trocavam de terras pelo nomadismo periodicamente. Sim, eu visto calças, uso tênis, e talvez até beba cerveja com os amigos se houver algo para comemorar, e acho sim que homens e mulheres são iguais em direitos, mas isso, não me faz Ocidental, isso meus queridos, isso me faz Celta! Pois foi o meu povo que introduziu as calças, também usadas pelos Alanos, e originalmente criadas apenas e tão somente para proteger a maldita da parte interna da perna na hora de se montar um cavalo! Por isso, em nossas etnias, homens e mulheres sempre puderam usar calças desde a Idade Antiga, a mulher usar calças só significava que montava a cavalo! Se fossemos basear o vestuário no dos Gregos e Romanos, cujas ideias e civilizações, ambas decadentes e desaparecidas da história humana, pautaram no entanto a Civilização Ocidental, então teríamos de andar de saias e nos cobrirmos com panos. As únicas invenções Romanas que vestimos são a sandália chamada franciscana ou a derivada alpercata, e a camisa com gola redonda, pois a camisa com gola em V, essa é Celta também! Quem inventou calçados com cadarço foram na Europa, os Celtas, o meu povo, e beber cerveja com as amizades para fazer tratados, acordos, negócios ou celebrar vitórias, sempre foi um costume gregário Celta! E a parte de homens e mulheres iguais, ora, isso meus ancestrais já sabiam há mais de 1.600 anos, tanto que muitas de nossas revoltas por liberdade e justiça tiveram mulheres lutando lado a lado com os homens, ou mesmo ao comando das batalhas! Entre alguns povos Celtas, a filha e a neta, preservam os sobrenomes da mãe ou da avó, como acontece com algumas tradições Irlandesas. Era a mulher Celta que escolhia seu marido entre aqueles que a pretendiam como esposa, o casamento obrigatório é coisa dos povos que nos invadiram. Portanto, ao fazer tudo isso eu sou o que sou, Celta, e não Ocidental, e você, ao se dizer Ocidental e fazer tudo isso, sinto informar, mas está usando traços de uma cultura ancestral e nativa, ou seja, de um povo originário, e no caso, da etnia Celta! Bom, agora que deixei claro que não sou Ocidental, deixe-me explicar porque nós os Celtas não somos Latinos!

Eu nem precisaria contra-argumentar sobre isso, porque o pré-existente levantamento de haplogrupos de DNA já atestou que a maioria dos povos supostamente Latinos é descendente de Celtas, Alanos e Íberos, os três povos nativos europeus, com tantas semelhanças entre si que em muitos países se tornaram misturas indissociáveis. A Eupedia, uma enciclopédia científica europeia traz toda a referência de pesquisa de haplogrupos, a repetirei aqui resumidamente, apenas a título ilustrativo!

Médias de Haplogrupos de DNA (Fonte: Eupedia), para R1b, descendentes de Etruscos (nativos Itálicos verdadeiros), Celtas, e outros povos antigos aparentados como Hititas e Tocarianos, esses já antigos.

  • 61% dos Belgas descendem de Celtas;
  • 69 % dos Espanhóis descendem de Celtas e Íberos, povos de mesmo haplogrupo e que se misturaram bastante na Península Ibérica e na França, índice no entanto maior que nas Astúrias (58,5%), Cantábria (55%) e Galícia (63%), que no entanto são Países Celtas reconhecidos oficialmente como de civilização Celta. Na Catalunha, 82,5% descendem de Celtas e Íberos, no entanto. E 85% do País Basco descendem de Celtas e Íberos, se não for o contrário, pois há teorias que apontam os Bascos como os ancestrais desses povos;
  • 61% dos Franceses descendem de Celtas e Íberos, na Bretanha são 80% de descendentes de Celtas.
  • 72,5% dos Escoceses descendem de Celtas, a Escócia é um país Celta reconhecido;
  • 83,5% dos Galeses descendem de Celtas, o País de Gales é um país Celta reconhecido;
  • 81% dos Irlandeses descendem de Celtas, a Irlanda é um país Celta reconhecido;
  • 49% dos Italianos descendem de Celtas e Etruscos (o verdadeiro povo Itálico, muito anterior aos Romanos, e aparentado aos Íberos), no Norte da Itália são 55%;
  • (faltou o dado da ILHA DE MAN, também um país Celta, no levantamento)
  • 56% dos Portugueses descendem de Celtas, o Norte de Portugal já está em processo de reconhecimento como uma euro-região Celta;
  • 48% dos Suíços descendem de Celtas, na Suíça já existe um movimento bastante forte pelo resgate do idioma Helvético, o celta gaulês da Suíça.

Esses dados se referem ao haplogrupo R1B, que não deve ser confundido com Romanos ao se dizer Ítalo-Céltico, pois se refere a povos ORIGINÁRIOS, e no caso esse ítalo significa os ETRUSCOS. Os romanos do Lácio, que criam o latim, no entanto eram aparentados aos gregos, e de haplogrupo J2, e aparecem na Itália na Idade do Bronze.“

Fonte: Quanto você sabe dos seus ancestrais nativos?

Então, quanto ao DNA, nem preciso gastar minha saliva, pois hoje em dia não existe nenhuma dúvida de que esses povos sejam de origens predominantemente Celtas, pois esses eram os povos antigos com R1b em suas áreas. Do ponto de vista Antropológico, as Artes e a Música também atestam variadas características desde o vestuário e instrumentos musicais como a gaita de fole até a um sem número de símbolos e representações do imaginário Celta, como comprova também a Arqueologia. A Linguística também atesta que existem muitas palavras Celtas e Íberas sobreviventes em nossos idiomas supostamente Latinos.

Mas para deixar claro de que nós não somos latinos, citarei uma única coisa que as pessoas parecem se esquecer: os Romanos Antigos não davam sua cidadania nem mesmo aos demais povos Itálicos e raramente se misturavam geneticamente a outros povos! Isso é um fato irrefutável, e só tornou-se mais amplo no fim do Império, quando estava ruindo, e aí sim, houve mais mistura com a cultura Celta que melhor combatia aos bárbaros germânico-nórdicos, tendo mesmo chegado a expulsar os Saxões das Ilhas Britânicas, e impedido os Vikings de invadir a Galícia, também seguraram os francos de Clóvis por quase duas décadas. Portanto, começar a aceitar os Celtas como parcialmente cidadãos, e a aceitar o casamento de romanos com celtas, foi uma tentativa frustrada de fazer o Império sobreviver! Mas ele foi para o saco do mesmo modo, deixou de existir, decaiu, findou, porque os Celtas não queriam já naquela época ser Romanos, eles queriam é ser Celtas mesmos! E pelo mesmo motivo de que não somos latinos, os primos Celtas da Irlanda, Gales, Man, Escócia, e Cornualha, também não se veem como Ingleses, pois os ingleses, são Anglo-Saxônicos, ou ainda Anglo-Normandos, enfim, germânico-nórdicos, e não Celtas. E aliás, muitos ingleses, são na verdade, Celtas, e já tem resgatado sua real origem e parado de se atritar com seus primos.

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CELTISMO: Introdução – O estopim da revolta

Posted in Áit an Tuath, Celtismo, Cultura e História on 07/02/2013 by Gustavo Augusto Bardo

CELTISMO

Quando o Europeu Nativo Originário Ressurge para Lutar por Liberdade

Introdução – O estopim da revolta

Para compreender o que é o Celtismo, temos de nos conscientizar de dois fatos. Primeiramente, que o chamado Chamado Ancestral, não é papo de hippie, embora o Movimento Hippie tenha de fato se dedicado a coisas como ele, entre outras com as quais densa parte dos Celtas não concorda. O Chamado Ancestral é uma tendência real e uma consequência direta do sistema. É o momento a partir do qual, uma cultura antiga começa a ter a percepção de que foi ludibriada pelo sistema, de que o consumismo imposto por esse é uma alegria ilusória, e então, essa cultura, representada por memórias esparsas em geral de avós e bisavós, e submersa em um mundo de um folclore fantástico, em que lendas de crenças antigas parecem destoar com o que é pregado pelas ideologias educacionais estatais, passa enfim, a se ver como cultura, como identidade, alguém desperta para o fato de ser vítima do sistema, noutro canto, outra pessoa tem posições semelhantes, noutro terceiro lugar alguém fez um blog sobre isso, e aí a cultura vai ressurgindo das trevas do obscurantismo, mas na verdade, sempre esteve ali, algum valor passado de geração a geração, sempre vivo, oculto, transgredido pela educação aculturadora posterior. O Chamado Ancestral é o momento a partir do qual o sistema não mais consegue aculturar, e aquele valor cultural antigo preservado serve de estopim para a explosão de uma Revolução Silenciosa (Quiet Revolution), que promoverá um ressurgir, sempre com influências novas, de uma identidade milenar. Essa Revolução Silenciosa então preenche todo um vazio criado pelo sistema, e em geral, atinge imediatamente a juventude, pois é uma natureza própria dos jovens a de buscar respostas para suas crises e opressões, e buscar algo a que seguir. Quando a juventude de um povo guerreiro muito antigo, encontra seus antepassados guerreiros, não há mais como parar, esses jovens passarão imediatamente a ser guerreiros, pois perceberão que outros tantos iguais a eles a vários milhares de anos atrás, não se renderam, mas ao contrário, em condições muito piores, decidiram enfrentar seus inimigos, e em alguns momentos, até mesmo conseguiram vencer! A juventude de um povo aculturado, guerreiro e antigo, passará imediatamente a algum tipo de ativismo ou de contra-cultura no exato instante em que se conscientizar de sua origem, porque esse passado lhe dá a posição de utilidade social a que tanto buscam. Por esses motivos, há muitas jovens bruxas dentro do Celtismo, mas também há movimentos ativistas político-ideológicos como o Mocidade Independentista da Galícia, e heroínas da juventude Celta como a galega Maria Osório, recentemente solta pela Coroa Espanhola, após ter sido tiranicamente presa por defender a liberdade de seu povo. De todo modo, seja como bruxa Wiccana, como druida do Neo-Druidismo, seja como ativista de causas libertárias ou simplesmente um blogueiro que gosta de fazer artigos sobre a cultura de seus ancestrais, todos esses não estão mais consumindo o sistema! Eles criaram um “sistema” deles, eles resgataram o “velho sistema de seu povo”, compram bijuterias feitas por outros como eles acerca da cultura de seus ancestrais, leem livros que outros como eles escreveram, quando não leem blogs que são de graça, produzem música que é Celta, para ser apresentada em festivais, que vão surgindo, de Identidade Celta, suas letras de músicas, falam de um mundo feliz lá no passado, de amores guerreiros e seres fantásticos e mágicos, ou gritam toda a discriminação sofrida tendo de falar uma língua que não é a sua, ou crer em ideias que não lhe explicam! E assim, esse primeiro fato, o Chamado Ancestral que acontece com todas as etnias que foram muito oprimidas e aculturadas, como indígenas das Américas, povos africanos, Samis da Lapônia, Alanos da Ossétia, enfim, também vem acontecendo de modo muito intenso desde o século XVIII com diferentes etnias Celtas!

O segundo fato, que é fundamental para compreender porque o primeiro acontece, é que esses povos são nativos, ou seja, eles são os verdadeiros donos da terra na qual eles mesmos estão em más condições, passando fome, sendo vítimas de violências inclusive do estupro, sendo vítimas da discriminação, sendo vistos como párias, como retardados, como pessoas “sem cultura”, mesmo que estejam na própria terra! E essa identidade nativa extrapola as fronteiras territoriais, e mesmo descendentes distantes como nós, percebem que nossos primos e primas lá longe precisam de nossa ajuda aqui, berrando ao seu socorro, pressionando nosso governo e nossa sociedade, e de repente, ao fazer isso, percebemos que aqui existe o mesmo sistema opressor, e que também somos massacrados, discriminados e agredidos por esse, e que embora nossa luta aqui não seja por terra, que precisamos lutar pela liberdade de nossas próprias consciências, e encontramos outros povos na mesma situação, e então, que precisamos aliar nossas forças. Desse modo, no Brasil, hoje em dia, é considerada inevitável a aliança entre descendentes de Celtas e povos Indígenas, Quilombolas, Causa Animal, Ambientalismo e diferentes vertentes de minorias e segmentos sociais que se tornaram como nós, vítimas do sistema!

Compreendidos esses dois fatos, vocês saberão o que é o Celtismo da Antiguidade ao Século XXI. Mas aqui falaremos de mais detalhes, de como isso tudo surge na Idade Antiga, de como transcorre ao longo da invasão pelo Império Romano e depois pelos povos bárbaros germânico-nórdicos de um lado, e árabe-mouros de outro, e como se dá ao longo das Idades Média e Moderna e no Século das Luzes, quando enfim, iluminada pela Crítica Social, ganha o nome de Celtismo. Aqui vocês conhecerão os movimentos atuais nas Artes, na Música, nos Blogs Ativistas, na Religiosidade, e descobrirão que também existe uma Religiosidade Ativista entre os Celtas, e conhecerão os nossos problemas, as nossas perguntas, e as respostas que escolhemos para essas!

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O trabalho CELTISMO: Introdução – O estopim da revolta de Gustavo Bardo foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
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